A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável

Domingo, 12 de Abril de 2009

Portugal é o segundo país do mundo que melhor aplica a energia eólica

A energia eólica contribui 13,2% para bolo de electricidade consumida em Portugal. Só a Dinamarca tem um aproveitamento melhor.

Segundo a Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), 13% da energia consumida em Portugal no primeiro trimestre de 2009 foi eólica. Estes números fazem de Portugal o segundo país do mundo com melhor aproveitamento daquele tipo de energia, a cerca de cinco pontos percentuais da líder mundial, a Dinamarca.
O presidente da APREN acredita que esta fatia "poderá aumentar para 20 ou 22%". Ao JPN, António Sá da Costa perspectiva ainda que o total de "consumo das energias renováveis possa atingir os 64%" em 2020, bem acima dos 60% previstos pelo Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Este é um dado positivo tendo em conta o compromisso estabelecido con o governo no sentido de "fazer a produção de electricidade com base em energias renováveis passar do objectivo inicial de 39% para 45% do consumo a atingir no próximo ano". Quanto aos prazos estipulados pela Associação Europeia de Energia Eólica, a APREN lembra que "os dados portugueses terão de ser indicados até Junho de 2010".
Portugal com comportamento energético "positivo"
Confrontado com a previsão da European Wind Energy Association (EWEA), segundo a qual a energia eólica representará, em 2020, entre 14% a 18% do fornecimento eléctrico aos lares da União Europeia, o líder da APREN considera que Porugal está "no bom caminho, que há boa vontade dos cidadãos e dos parques eólicos". Alerta, porém, para as incertezas que esta área pode representar e que "os dados não podem ser isolados, já que a produção de energia poderá não ser compatível caso o consumo aumente".
Já a Quercus refere que as energias renováveis são o forte de Portugal no que compete ao Protocolo de Quioto. Os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia mostram que as energias renováveis em 2008 representavam mais de 38% do pacote energético, focando o aumento de produção da energia eólica de 42% desde 2007.
Por tudo isso, António Sá da Costa considera "positivo" o comportamento do sector energético nacional, não deixando de realçar a colaboração da EDP e da REN.

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Possível cartelização no negócio dos painéis solares

Há apenas três empresas no ramo
A Associação dos Instaladores de Portugal (Aipor) alertou este sábado para uma possível cartelização do negócio dos painéis solares, juntando-se assim às criticas já avançadas pela Associação Portuguesa da Industria Solar (Apisolar), escreve a Lusa.
«A Associação dos Instaladores de Portugal (Aipor) alerta que o negócio dos painéis solares pode estar a ser conduzido sob uma forma pouco encapotada de cartel, a confirmarem-se as notícias que dão conta do benefício, por parte do Governo, de apenas três empresas», refere a associação em comunicado.

O Governo anunciou recentemente benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que desejem instalar painéis solares.
Na sequência desse anúncio, estabeleceu um protocolo com quatro bancos (BES,BPI,BCP e CGD) e com três marcas (Vulcano, Martifer e a Ao Sol) para a promoção da venda de painéis solares.

A Apisolar foi a primeira a criticar esta opção do Governo, afirmando que a grande maioria das empresas que operam no mercado não vai beneficiar do programa de incentivos, falando em «situação de distorção da livre concorrência no mercado».
A Aipor junta-se agora às críticas, considerando que se trata de «uma forma um pouco encapotada de cartel» e deixa algumas «interrogações políticas».
Governo «está a ignorar lei comunitária
«Como é possível fazer penetrar na apertada malha legislativa europeia anti-cartel medidas deste tipo? Como pode o Governo português ignorar a Lei Comunitária e os interesses do tecido empresarial, quer do nosso próprio País, quer do resto da Europa?», questiona a Aipor.
«A associação que representa os instaladores portugueses (subsector da construção civil) entende que ainda é tempo do Governo reflectir e, se necessário, inflectir neste processo», afirma.
«Assim o exige a coesão competitiva, valor que é muito caro a esta Associação de Instaladores», acrescenta.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, já tinha garantido, após as criticas da Apisolar, não existir discriminação das empresas mais pequenas no acesso ao protocolo para aquisição de painéis solares.
Programa quer abranger 65 mil habitações este ano
Manuel Pinho assegurou que todas as empresas são bem-vindas a participar na iniciativa desde que cumpram os critérios mínimos, desconto, instalação, garantia de instalação, manutenção e garantia de manutenção durante seis anos, que foram definidos para defender os interesses dos consumidores.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.
O Governo prometeu às famílias que queiram instalar painéis solares benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Painéis solares: maioria das empresas «não vão beneficiar»

Alertam Governo para «urgência de acção»A Associação Portuguesa da Indústria Solar criticou o facto de a grande maioria das empresas que operam no mercado «não virem a beneficiar» do programa de incentivos à promoção da instalação de painéis solares em residências.
«Estamos a alertar [o Governo] para a urgência de acção e correcção de uma situação de distorção da livre concorrência no mercado, que vai impedir que a grande maioria das empresas «beneficie» da aplicação das medidas de incentivo à promoção da instalação de painéis solares em residências», disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação, Rafael Ribas.
«Só duas empresas foram escolhidas para fornecer equipamentos ou painéis solares», garantiu o mesmo responsável, salientando desconhecer «as razões da exclusão das restantes igualmente certificadas».
Recorde-se que na semana passada, o Governo anunciou no debate quinzenal na Assembleia da República, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.

Energias renováveis: o que pode deduzir no IRS

Podem ser deduzidos no IRS 30% dos custos (até ao máximo de 796 euros) com equipamentos novos para utilização de energias renováveis e de equipamentos para a produção de energia eléctrica e ou térmica por microturbinas, que consumam gás natural, nomeadamente:
- instalações solares térmicas para aquecimento de águas sanitárias, utilizando como dispositivos de captação da energia colectores solares planos ou colectores solares concentradores;
- bombas de calor destinadas ao aquecimento de águas sanitárias;
- painéis fotovoltaicos e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações;
- aerogeradores de potência nominal inferior a 5 Kw e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações;
- equipamentos de queima de resíduos florestais, nomeadamente salamandras e fogões para aquecimento ambiente, recuperadores de calor de lareiras destinados quer ao aquecimento ambiente quer de águas sanitárias e as caldeiras destinadas a alimentação de sistemas de aquecimento ambiente ou aquecimento de águas sanitárias;
- equipamentos para a produção de energia eléctrica ou térmica (co-geração) por microturbinas, com potência até 100 kW que consuma gás natural.

Investir nas renováveis para poupar no ambiente e nas contas

Proteja o ambiente, poupe nos custos energéticos e pague menos impostos. Esta é a máxima que lhe propomos, a pensar nas energias renováveis. Acima de tudo, fique com esta ideia: poupe no ambiente. E por muito que os equipamentos de utilização das energias renováveis lhe pareçam caros, lembre-se que quando compra um fogão eléctrico não está a pensar quando vai recuperar esse investimento e está dependente do preço da electricidade que não tem parado de aumentar.
De qualquer forma, 30 por cento do custo com estes equipamentos, bem como de equipamento complementar indispensável para a sua utilização, pode ser deduzido à colecta do IRS, num máximo de 796 euros. As formas de energia renováveis que estão abrangidas por esta medida são a radiação solar directa ou difusa, a energia contida nos resíduos florestais ou agrícolas e a energia eólica.
Saiba aqui quais os equipamentos que podem ser deduzidos à colecta.
Os contribuintes singulares apenas poderão deduzir na declaração respeitante ao ano em que os equipamentos foram comprados, mas as empresas, escolas ou condomínios que invistam em equipamento solar podem amortizar o respectivo investimento num período de quatro anos, uma vez que o valor máximo de reintegração e amortização, para efeitos de IRC, é de 25 por cento.
Veja aqui o vídeo
Em relação à utilização da energia solar, as estimativas do Governo apontam para um custo de cerca de sete mil euros em equipamentos (cinco mil para painéis fotovoltaicos e dois mil para solar térmico), recuperáveis em cinco anos, e Sócrates promete uma redução na factura energética na ordem dos 20 por cento/ano.
Com base nestes números, a Associação dos Produtores com base em Renováveis (APREN) garante que a instalação de painéis fotovoltaicos e térmicos vai permitir às famílias ganhar 800 a 1200 euros «limpos»/ano, já depois de paga a conta da luz (vai produzir mais do que o que precisa), ajudando assim a amortizar o investimento e a pagar o crédito de metade do preço do equipamento. Isto tendo em conta que o Governo comparticipa em 50 por cento a compra.
Eduardo Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e ex-secretário de Estado da Energia, subscreve os ganhos energéticos e os benefícios fiscais, mas sublinha que o maior ganho se verifica a nível ambiental: «Procurar energias de origem natural é a solução definitiva do futuro».

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