A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Dejetos de aves geram energia e rendem créditos de carbono para cooperativa

Com apoio da Itaipu Binacional, a Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira (Oeste do Paraná), passará a produzir energia elétrica a partir do dejeto de aves da sua unidade industrial localizada em Matelândia. Além disso, como reduzirá a emissão de gases na atmosfera, será compensada com créditos de carbono.

O projeto, inédito no Brasil, foi desenvolvido pela cooperativa em conjunto com a empresa espanhola ZeroEmissions, do grupo Abengoa. O presidente da cooperativa, Irineu da Costa Rodrigues, um representante do grupo Abengoa, Javier Sanchez, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, apresentaram o projeto, nesta quinta-feira, a produtores rurais da região.
A cooperativa investiu R$ 4 milhões no projeto, que rendará 20 mil créditos de carbono ao ano, ou seja, deixarão de ser emitidas para a atmosfera 20 mil toneladas anuais de CO2. A comercialização desses créditos irá gerar uma renda variável, que depende de cotação em bolsa, mas que deverá ser superior a 120 mil euros por ano. Esse comércio foi instituído pelo Protocolo de Kyoto e permite a países desenvolvidos, com metas apertadas de redução de emissões de gases estufa, adquirir créditos de países em desenvolvimento, através do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Primeiramente, os efluentes da unidade industrial da Lar passam por um conjunto de peneiras e por um sistema de flotação. A matéria orgânica retirada nesses passos é utilizada como matéria-prima para ração. O restante do material líquido vai para os biodigestores, onde produzem o gás metano usado para a produção de energia. Os efluentes prosseguem para um conjunto de lagoas onde a água é retirada para reuso industrial e para irrigação. “Acreditamos que esse tipo de projeto vai crescer cada vez mais no Brasil por causa da preocupação ambiental”, afirmou Irineu Rodrigues, da Lar.

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Maioria das empresas "não vai beneficiar" de programa de ajuda à instalação painéis solares

A Associação Portuguesa da Indústria Solar criticou hoje o facto de a grande maioria das empresas que operam no mercado "não virem a beneficiar" do programa de incentivos à promoção da instalação de painéis solares em residências.

"Estamos a alertar [o Governo] para a urgência de acção e correcção de uma situação de distorção da livre concorrência no mercado, que vai impedir que a grande maioria das empresas 'beneficie' da aplicação das medidas de incentivo à promoção da instalação de painéis solares em residências", disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação, Rafael Ribas.
Na semana passada, o Governo anunciou no debate quinzenal na Assembleia da República, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.
A Associação alerta o Governo para que o grosso das empresas certificadas que vivem da produção, venda e montagem de painéis solares está "muito apreensivo" em relação ao futuro do seu negócio.
"Só duas empresas foram escolhidas para fornecer equipamentos ou painéis solares", garantiu à Lusa Rafael Ribas, salientando desconhecer "as razões da exclusão das restantes igualmente certificadas".
A empresa PME Link vai funcionar como "uma central de compras" com o apoio dos bancos para acesso dos clientes ao subsídio ou ao empréstimo.
A Associação defendeu, no entanto, que deveria ser criada "mais uma via de comercialização", que permitisse às empresas excluídas participarem na aplicação do programa de incentivos e promoção da instalação de painéis solares em residências.
"Queremos que estas empresas forneçam directamente o cliente que poderá recorrer aos bancos [Caixa Geral de Depósitos, Millenium Bcp e Banco Espírito Santo], através de uma factura pró-forma, para beneficiarem dos incentivos", salientou.
A Associação já enviou uma carta ao primeiro-ministro, José Sócrates, e aos ministros da Economia e das Finanças a pedir reuniões de urgência, pois considera que "o modelo escolhido" distorcerá a livre concorrência no mercado, originando falências e agravando o desemprego.

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

EDP Renováveis terá atingido lucros de 90,8 milhões em 2008

O resultado líquido da EDP Renováveis, no quarto trimestre de 2008, terá ascendido a 31,8 milhões de euros, suportado pelo grande aumento da capacidade instalada e elevados load factors , segundo a média das estimativas de nove analistas consultados pela Reuters, que aponta para lucros de 90,8 milhões em 2008.
O resultado líquido da EDP Renováveis, no quarto trimestre de 2008, terá ascendido a 31,8 milhões de euros, suportado pelo grande aumento da capacidade instalada e elevados “load factors”, segundo a média das estimativas de nove analistas consultados pela Reuters, que aponta para lucros de 90,8 milhões em 2008.
O EBITDA da empresa ter-se-á fixado em 134 milhões de euros nos últimos três meses do ano passado. Os analistas lembram que não há um comparativo com os valores do quarto trimestre de 2007, uma vez que a EDP Renováveis só se autonomizou da EDP-Energias de Portugal após um IPO realizado em Junho de 2008.
A média das estimativas dos analistas para o cômputo do ano de 2008 aponta para um lucro de 90,8 milhões de euros e um EBITDA de 440,9 milhões de euros contra, respectivamente, 3,9 milhões de euros e 229,6 milhões de euros em 2007. "
A EDP Renováveis viveu um dos trimestres mais ventosos do ano no quarto trimestre, com os 'load factors' a atingirem 40% nos EUA e 28% na Europa. Além das excelentes condições de vento, a maioria do reforço de capacidade ocorreu neste trimestre", afirma José Fernandez, numa nota do BNP Paribas.
A EDPR anunciou, no final de Janeiro, que a produção de electricidade através de energia eólica subiu 78% para 7.804 giga watts (GW) em 2008.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

QUERO POUPAR ENERGIA

DUCHE
Dois minutos a menos poupam 40 litros de água por dia.
AR CONDICIONADO
Um grau a menos no Inverno e outro a mais no Verão baixam a conta da electricidade.
RECICLAGEM
Separar papel, vidro, plástico e alumínio diminui em 75% o volume de resíduos que vai para os aterros sanitários.
COMPOSTAGEM
Utilize os resíduos orgânicos para fazer adubo natural; ajuda o seu jardim e reduz a quantidade de lixo enviado para os aterros.
MICRO-ONDAS
Sempre que possível, prefira o micro-ondas em vez do forno, que gasta 4,8 vezes mais energia.
FRIGORÍFICO
Abra a porta só durante o tempo necessário e organize-se para tirar ou guardar tudo de uma vez.
FOGÃO
Utilize o tacho adequado ao bico do seu fogão.
LIXO
Utilize os sacos de plástico das compras para forrar o caixote do lixo.
LAVAR OS DENTES
Não deixar a torneira aberta enquanto lava os dentes, permite poupar até 19 litros por dia.
FAZER A BARBA
Com idêntico procedimento, as poupanças serão ainda mais significativas.
SANITA
Coloque uma garrafa de água dentro do autoclismo, para reduzir o volume de descarga.
LÂMPADAS
Substitua as lâmpadas convencionais por outras de baixo consumo. Deslique as luzes exteriores durante a noite.
FUMAR
Use fósforos de papelão em vez de madeira. evite os isqueiros, que são feitos de plástico e gastam gás.
AUTOMÓVEL
Evite deixar o motor a funcionar quando o carro está parado (polui 20 vezes mais do que a 50 km/h)
PILHAS
Compre pilhas recarregáveis, são mais caras, mas podem durar o equivalente a 1000 das outras.
MULTIBANCO
Peça recibo só quando for absolutamente necessário. Poupa muito papel e salva árvores.
CONTAS
Adira à factura electrónica se possível, outra forma de poupar papel.
TV
Desligue o aparelhoa quando não está a usar; mesmo em stand-by gasta energia. Uma tomada múltipla com interruptor permite desligar vários aparelhos com um único gesto.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Vento e Água são tábua de salvação para Portugal sair da crise

A aposta nas energias eólicas e nos recursos hídricos foi reiterada, esta quarta-feira, por José Sócrates que considerou incontornável o facto das energias renováveis serem a «tábua de salvação» para a economia portuguesa poder sair da actual crise.
O primeiro-ministro afirmou que o reforço do investimento público irá para a área das energias renováveis, de forma a poder haver uma resposta para a crise financeira que o país atravessa neste momento.
«Qualquer que seja o Governo, tenha a cor política que tiver, procura áreas de investimento para reforçar o investimento público, e uma das áreas onde é mais claro o investimento dos Estados é a da energia. É por isso que vamos continuar com este projecto, de reforçar o investimento na área energética», considerou.
José Sócrates mostrou-se ainda determinado no investimento na construção de novas barragens.
«Portugal é o país da Europa que mais potencial hídrico tem por explorar, e, apesar de sabermos que temos de ter muito cuidado na construção de barragens, a verdade é que temos de fazer esse investimento para que Portugal possa também beneficiar dessa fonte de energia renovável», afirmou.
O primeiro-ministro considerou «a energia eólica e a energia hídrica, como o coração, a parte central do desenvolvimento que vamos fazer nos próximos anos».

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Ministério da agricultura financia investimentos na produção de energias renováveis nas explorações agrícolas

O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas apoia os investimentos na produção de energias a partir de fontes renováveis e melhoria da eficácia energética nas explorações agrícolas através de uma ajuda pública de 15 milhões de euros.
Deste modo, qualquer pessoa, individual ou colectiva, que exerça a actividade de gestão de uma exploração agrícola pode candidatar-se, através do Programa Operacional Agricultura e Desenvolvimento Rural à aquisição e instalação de equipamentos que visem a eficiência energética e utilização de energias renováveis, particularmente painéis fotovolotáicos, aero-micro geradores, bombas e motores.
Os interessados devem apresentar as suas candidaturas até 31 de Março de 2009, sabendo que terão direito a um subsídio não reembolsável até 50% do investimento elegível.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Workshop em Loulé sobre investimento nas energias renováveis

“Microgeração – Oportunidades de Investimento nas Energias Renováveis” é o tema de uma workshop no próximo dia 2 de Março, no auditório da ExpoAlgarve – NERA, na Zona Industrial de Loulé, dirigido a empresas, unidades hoteleiras e ao público em geral.
Integrada na Rede “Algarve Central”, a iniciativa tem em vista a sensibilização para a necessidade de se implementarem novas atitudes e procedimentos de redução dos consumos energéticos e o estímulo à eficiência energética.
O workshop arranca pelas 14:30 horas com a sessão de abertura pelo presidente da Autarquia de Loulé, Seruca Emídio, e José Leite Pereira, director regional de Economia (presença a confirmar). Pelas 14:45 horas, Renato Romano, da direcção geral de Energia e Geologia, apresenta o tema “A Microgeração”. Segue-se, às 15:20 horas, uma exposição da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Algarve relativa ao “Financiamento para aquisição de equipamentos”. Às 15:40 horas, José Oliveira, da AREAL, e João Vargues, da Câmara Municipal de Faro, vão falar sobre “Experiências de implementação de sistemas de microgeração”, seguindo-se um debate. A iniciativa encerra às 16:30 horas com contactos com empresas fornecedoras de serviços nesta área (a organização vai disponibilizar um espaço às unidades instaladoras certificadas para que divulguem os serviços das suas empresas).
As inscrições são gratuitas e devem ser efectuadas para a Divisão de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal de Loulé através do e-mail dads@cm-loule.pt ou pelo telefone (289 400 890), até ao dia 26 de Fevereiro.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Central de Alqueva permite aumentar autonomia energética de Portugal

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, no Alentejo, vai permitir "aumentar a autonomia energética" de Portugal e reduzir a dependência do petróleo.
"É um investimento dirigido para o nosso futuro, para que possamos depender mais das energias renováveis e não depender tanto do petróleo", declarou José Sócrates, durante uma visita às obras de construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva.
Em 2007, a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) e a EDP assinaram um contrato para a exploração da central hidroeléctrica de Alqueva.
A EDIA recebeu um encaixe financeiro imediato de 195 milhões de euros e vai receber da EDP uma renda anual de 12,6 milhões de euros durante os próximos 35 anos.
Ao abrigo do contrato, a EDP está a construir uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, que vai permitir duplicar a capacidade instalada (de 260 para 520 Megawatts), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A nova central, que deverá começar a funcionar em Dezembro de 2011, na sequência de um investimento total de 160 milhões de euros, vai ter uma produção média anual de 470 gigawatts/hora, o suficiente para abastecer 300 mil pessoas e evitar 235 kilotoneladas de emissões de CO2 por ano.
A obra vai permitir criar 450 postos de trabalho directos.
"Para um país que dependia e depende tanto do petróleo, era realmente um erro (Portugal) não aproveitar o seu potencial hídrico" para produzir energia", declarou José Sócrates, acompanhado pelos ministros da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e da Agricultura, Jaime Silva.
Nesse sentido, garantiu, que Portugal aposta no aproveitamento da energia hidroeléctrica.
Depois dos investimentos nas barragens do Picote, Bemposta e Alqueva, José Sócrates garantiu que Portugal vai continuar a fazer reforços do potencial instalado noutras barragens para que o país "possa depender menos do petróleo e depender mais de si próprio, das energias renováveis.
Sete anos após o fecho das comportas da barragem, o projecto Alqueva produz energia, está pronto para abastecer 70 mil habitantes e poderá regar 24 mil hectares na próxima campanha de rega, prevendo atingir 110 mil até 2013.
Após 12 anos de obras e sete a encher a albufeira, o projecto, considerado estruturante para o Alentejo, já envolveu um investimento superior a 1.430 milhões de euros, distribuído pelas valências agrícola, hidroeléctrica e de abastecimento público.
A albufeira de Alqueva, localizada no "coração" do Alentejo, no rio Guadiana, começou a encher a 08 de Fevereiro de 2002 e, actualmente, está a 81,8 por cento da sua capacidade total, à quota de 148,37 metros.
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) prevê concluir o projecto global até 2013, depois de inicialmente previsto para 2025, revista para 2015 e, entretanto, antecipada em dois anos.
No que respeita à energia, além das centrais de Alqueva e do Pedrógão, concessionadas à EDP, a empresa gestora do Alqueva prevê instalar sete pequenas centrais hidroeléctricas (Pisão, Alvito, Odivelas, Vale do Gaio, Roxo, Serpa e uma central reversível na Estação Elevatória dos Álamos), com uma potência total superior a 21 megawatts (MW).
A primeira destas centrais, instalada na barragem do Pisão (Beja), está concluída, estando a decorrer as empreitadas de construção das centrais de Serpa, Alvito, Roxo e Odivelas.
Após o contrato de concessão celebrado com a EDIA, a EDP já iniciou as obras para duplicar a capacidade instalada da central hidroeléctrica de Alqueva (de 260 para 520 MW), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A EDIA aposta ainda noutras fontes de energia renovável e instalou, numa área com cerca de 2.000 metros quadrados, localizada junto à barragem de Alqueva, uma central com 65 Kilowatts pico, com uma produção anual de 120 MW e em exploração há dois anos.
O projecto global de Alqueva obrigou à construção de uma nova povoação para alojar os cerca de 400 habitantes da aldeia da Luz e implicará, segundo a nova programação, um investimento total acumulado de 2.363 milhões de euros, até 2013.
Alqueva já é o maior lago artificial de Portugal e, quando atingir a capacidade total de armazenamento, à cota de 152 metros, será o maior da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Criada a Agência Internacional para as Energias Renováveis

75 estados fundaram, a Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), em Bona, na Alemanha. Desde os anos 90 que a Eurosolar e a WCRE têm vindo a promover de forma contínua a IRENA. O governo alemão iniciou o processo que levou agora à fundação da agência. Quase 400 representantes de 120 países, entre os quais 43 ministros, fizeram parte da conferência fundadora.

De acordo com Hermann Scheer, presidente da Eurosolar, «a IRENA irá impulsionar a utilização global de energias renováveis e acelerar a sua introdução. Agora esta agência poderá começar o seu trabalho sem atrasos e criar as primeiras estruturas. Depois de 19 anos de preparação não podemos perder mais tempo».
Ao longo das duas últimas décadas, Hermann Scheer lutou constantemente pela criação de uma instituição política, sob a forma de uma organização governamental internacional para a energia renovável. «A IRENA irá proporcionar aconselhamento e apoio tanto para países industrializados, como para países em desenvolvimento, de modo a facultar uma rápida introdução das energias renováveis. Para além disso, irá oferecer aconselhamento político, de forma prática e concreta, acelerar a transferência de tecnologia e facilitar o acesso aos mecanismos de financiamento», afirma Scheer.
O governo alemão convidou todos os Estados-membros das Nações Unidas para a conferência fundadora, em Bona. Entre os 75 estados fundadores encontram-se Espanha, Portugal, Dinamarca, França, Turquia, os Emirados Árabes Unidos, os países Escandinavos, o Egipto, a Índia, o Chile, a Colômbia, a Nigéria e o Quénia.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Energias renováveis fazem parte da solução para a crise

O Ministro do Ambiente diz que a resolução da crise económica pode passar pela criação de um novo tipo de economia menos dependente do carbono.

Nunes Correia diz que o combate às alterações climáticas pode ser uma arma para travar a nova crise.
“As crises criam espaço para novas soluções, para oportunidades (…) e estas são áreas de uma economia imergente que temos que construir. Isto é, o problema das alterações climáticas - e uma área em Portugal já hoje tão importante como as energias renováveis - fazem parte da solução para a crise económica” – sublinhou o ministro, ouvido ao final da manhã em Lisboa, à margem de uma conferência sobre Psicologia e Alterações Climáticas.
Hoje, a Comissão Europeia decide novos passos para a concretização do pacote de medidas para energia e clima e apresenta a estratégia negocial para a Cimeira de Copenhaga, que em Dezembro deve rubricar o Protocolo Pós-Quioto.

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Al Gore subscreve plano de Obama para as alterações climáticas

Al Gore destacou a necessidade de pôr em marcha o plano de recuperação económica de Barack Obama para vincar a urgência da resposta às alterações climáticas do planeta. O prémio Nobel da Paz pela sua actividade na defesa do ambiente frisou que as questões estão interligadas reforçando que os Estados Unidos passem a ter um sistema de licenciamento de emissões de dióxido de carbono.
«Durante anos que os nossos esforços para lidar com a crescente crise climática foram condicionados pela ideia de que devemos escolher entre o nosso planeta e o nosso modo de vida. De facto, as soluções para a crise climática são exactamente as mesmas que responderão também às nossas crises económica e de segurança nacional», referiu Al Gore citado pela agência Reuters.
Al Gore deu conselhos ambientais a Obama
O político que mais celebrizou «Uma Verdade Inconveniente» (galardoado com um «Óscar» da Academia de Holywood para melhor documentário em 2007) falou nesta quarta-feira durante uma sessão do novo Congresso dos Estados Unidos. Gore enalteceu o plano de Obama de investimento na eficiência energética, nas energias renováveis, nos carros menos poluentes e na construção de uma grelha nacional para potenciar as energias renováveis.
O caminho de Gore é claro: «Dar um novo fôlego à nossa economia, restaurar a liderança económica e moral da América no mundo e recuperar o controlo do nosso destino». O antigo vice-presidente de Bill Clinton quer que os EUA cheguem a Copenhaga (em Dezembro deste ano) «com autoridade renovada para liderar o mundo no estabelecimento de um justo e efectivo tratado» sobre alterações climáticas a vigorar a partir de 2012.
«Obama está empenhado»
É nessa data que termina o vigente Protocolo de Quioto que os EUA nunca ratificaram alegando desfavorecimento em relação às economias em crescimento (que não têm limites estabelecidos para as emissões de CO2). A administração de Obama, no entanto, está determinada a inverter a posição e propõe que os EUA passem a ter um sistema de licenciamento de emissões dos gases com efeito de estufa.
O plano do novo presidente dos Estados Unidos já foi aprovado por este Congresso que ouviu Al Gore e precisa agora de ser aprovado pelo Senado. O senador John Kerry frisou a «séria» urgência dessa aprovação no seguimento do que falou com Obama em Dezembro passado, após a conferência sobre alterações climáticas de Poznan: «Ele está empenhado em fazer as coisas acontecerem. Ele vai exercer a sua liderança e gastar capital na questão.»

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