A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Alta de Lisboa recebe projecto de Microprodução Solar

O condomínio dos Jardins de São Bartolomeu, na Alta de Lisboa, tem em curso o projecto (já totalmente instalado e certificado pela Certiel) para instalação de 16 unidades de microprodução de electricidade através de energia solar (painéis fotovoltaicos).
Com este projecto, o condomínio torna-se o maior microprodutor em Portugal ao nível residencial, com um potencial de mais de 50 mil euros por ano de receitas pela venda de energia. Com uma produção de cerca de 80 MWh/ano de electricidade, o condomínio poderá contribuir para o cumprimento dos objectivos nacionais de energias renováveis, bem como de redução de gases com efeito de estufa, já que evitará a emissão de 38 toneladas de CO2 equivalentes.
Esta iniciativa pioneira, promovida pelos moradores do condomínio, enquadra-se no programa “Renováveis na Hora”, que tem por objectivo a promoção da microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis de energia.
A instalação foi concluída em Dezembro de 2008 prevendo-se a entrada em operação para este mês de Janeiro.

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

PORTUGAL É TERCEIRO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS

Aposta na produção de energias renováveis dá a Portugal um terceiro lugar no ranking dos países europeus. Energia eólica domina a produção.
Segundo dados revelados pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), em complemento da análise feita nos finais de 2006, Portugal apresenta-se em terceiro lugar no grupo de países da Europa que produzem mais energia vinda de fontes renováveis.
Nos últimos dados lançados pela DGEG, no total de energia consumida em Portugal, 42% teve origem em produções renováveis.
Foi igualmente notório até ao terceiro trimestre deste ano, um aumento de cerca de 9% na produção de energia vinda da força do vento, em comparação ao mesmo período do ano passado.
À frente de Portugal encontram-se a Áustria e a Suécia, num consumo de aproximadamente 60% energias de origem renováveis no total de consumo, com a utilização de energia hídrica, eólica, de biomassa e biogás.
Neste momento a energia eólica é a grande aposta de Portugal na produção de energia de fonte renovável.
Cada vez mais apresenta-se numa potência rentável para as zonas que beneficiam muitas horas de vento. No nosso país existem cerca de 157 parques eólicos, com um total de 1271 aerogeradores.
Os distritos com maior recurso vento foram, em 2007, Bragança, Guarda, Lisboa, Vila Real, Santarém, Porto, Viana do Castelo e Aveiro.

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Novo secretário da Energia dos EUA vê oportunidade no "carvão limpo"

Steven Chu, a escolha de Barack Obama para secretário da Energia, afirmou que os Estados Unidos têm a "oportunidade" de desenvolver tecnologias que queimarão carvão com menos emissões de gases com efeito de estufa."
Sinto que se trata não apenas de uma oportunidade. Os EUA, com a sua excelente liderança tecnológica, deveriam aproveitar a ocasião para desenvolverem esta área", afirmou Chu, citado pela Bloomberg.
Num discurso feito em 2007, Chu disse que o contínuo uso de carvão era o seu "pior pesadelo". A sua ideia é ajudar a determinar o papel do carvão, numa Administração que pretende reduzir as emissões de gases com efeito de estufa – que contribuem para o aquecimento global.
O Departamento norte-americano da Energia tem um orçamento de 24 mil milhões de dólares e conta com 115.000 funcionários. No ano passado, este departamento cancelou um projecto no Illinois para a construção de uma central movida a carvão, sem emissões poluentes, justificando a decisão com a forte subida de custos. A construção da central estava avaliada em 1,8 mil milhões de dólares.
Alguns membros do Congresso têm apelado a um maior investimento governamental em tecnologia capaz de sequestrar e armazenar o dióxido de carbono libertado da queima do carvão.
Obama quer duplicar o uso de energias renováveis nos próximos três anos, meta que o CEO da Exxon Mobil, Rex Tillerson, considera bastante “desafiante”, atendendo aos condicionalismos a nível de tecnologia e fabrico.
Steven Chu foi galardoado com o Prémio Nobel da Física em 1997, devido ao seu trabalho com lasers.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

EDP RENOVÁVEIS CUMPRIU OBJECTIVO PARA 2008

A EDP Renováveis, empresa de energias renováveis do grupo EDP - Energias de Portugal (que controla a EDP Energias do Brasil) fechou o ano 2008 com 1.413 megawatts (MW) de nova capacidade instalada. "Ao atingir o seu objectivo anual, a empresa demonstra a sua credibilidade para cumprir os objectivos anuais a que se propõe. A EDP Renováveis começa assim 2009 com um portfolio superior a 5.000 MW em operação", informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Durante 2008, a EDP Renováveis aumentou a sua capacidade instalada na Europa em 744 MW e nos Estados Unidos da América (EUA) em 669 MW. Na Europa, ao longo do quarto trimestre, a EDP Renováveis instalou 348 MW em Espanha, 36 MW em Portugal sendo os restantes 88 MW no resto da Europa. Por ser um novo mercado, a empresa destaca os 47 MW instalados na Bélgica.
Já nos EUA, a EDP Renováveis instalou no último trimestre do ano passado 426 MW. Foram concluídos os parques eólicos de Meridian Way (201 MW), Pionner Prairie I (21 MW) e Rattlesnake (103 MW) e foram parcialmente instalados os parques de Pionner Prairie II (94 MW de um total de 102 MW) e de Wheatfield (6 MW de 97 MW), informou a EDP Renováveis num documento com os dados operacionais provisórios de 2008.
No ano passado a electricidade produzida pela EDP Renováveis subiu 78%, para 7.804 gigawatts/hora (GWh). Em Portugal, o maior mercado do grupo na Europa, o aumento foi de 40%. Em Espanha a EDP Renováveis registou uma subida de 28% da electricidade produzida e no resto da Europa cresceu 100%, ou seja, duplicou. Nos EUA, o maior mercado da EDP Renováveis, por via da Horizon, a produção de electricidade subiu 167%, para 3.907 GWh, dando ao mercado norte-americano mais peso que toda a produção na Europa (3.898 GWh).

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

ABU DHABI QUER SER A MECA DAS RENOVÁVEIS

Para não perder o posto de um dos principais fornecedores de energia do mundo, os Emirados Árabes Unidos - região repleta de petróleo - prometem investir bilhões de petrodólares em novas tecnologias que substituam os combustíveis fósseis. A intenção do país, que tem como capital Abu Dhabi (o mais rico dos sete Emirados), é não ficar à mercê das variações nos preços do petróleo, que é a base da sua economia, e tão pouco correr o risco de ver suas reservas se esgotarem.
Para provar o potencial do país nas energias renováveis o país realiza, desde o ano passado, a maior feira sobre energias alternativas do mundo, a World Future Energy Summit (que teve sua segunda edição iniciada ontem). O evento reúne empresas de todos os tamanhos e dos mais diversos países. Os expositores árabes, por sua vez, salientam o potencial do país e ecoam: "Aqui há muitos jovens, os impostos são baixos e a mão-de-obra é barata (principalmente porque atraímos muitos estrangeiros como indianos e kenianos), nossos recursos naturais são imensos e temos capital para investir", afirmam.

A Masdar City, cidade que está sendo financiada pela estatal Abu Dhabi Future Energy Company, é o melhor exemplo de um investimento agressivo em renováveis. Trata-se de uma cidade futurística, que está sendo construída em Abu Dhabi, e totalmente projectada para não emitir gases que provocam o efeito estufa. Ao circular pela World Future Energy Summit, os visitantes podem conhecer inúmeros projectos que estão sendo aplicados na nova cidade. Automóveis eléctricos, placas fotovoltaicas mais eficientes e até cimento ecologicamente correcto estão expostos. "Projetamos um carro híbridos justamente para andar nas ruas da Masdar City, que terão apenas três metros de largura", conta Rein Kielstia, diretor da 2GetThere, empresa contratada pela estatal de Abu Dhabi para desenvolver o projeto. O carro, com cerca de dois metros de comprimento e um de largura não possui direcção. "Temos um pequeno painel dentro do veículo do qual basta você digitar o seu destino e ele te leva", conta Kielstia. Dentro do carro há dois bancos, um de frente para o outro, em cada um deles cabem três pessoas. "Três sentam em um banco e três no outro, sem se preocuparem com o trânsito ou o caminho, as pessoas podem ir conversando tranquilamente", descreve o responsável pelo projecto.
Masdar City
A Masdar City é fruto de uma inovadora cooperação internacional e tem por objectivo criar uma cidade perto de Abu Dhabi com uma área de 6 quilômetros quadrados para uma população de 50 mil habitantes, livre de emissões de carbono e sem recurso ao petróleo. As principais fontes de energia são a solar e a eólica, em casas projectados com uma proximidade tal que permitam criar sombras uns sobre os outros como forma de diminuir o impacto das altas temperaturas que o deserto à volta produz.
FONTE: Gazeta Mercantil

Domingo, 18 de Janeiro de 2009

CÂMARA DE LISBOA INVESTE EM PAINÉIS SOLARES E JÁ VENDE ENERGIA

Município tem 31 pontos de microgeração em prédios de habitação social, creches e escolas.
A Câmara de Lisboa já investiu 700 mil euros na criação de sistemas de microgeração em 23 edifícios e em oito estabelecimentos de ensino.
Em poucos anos, a venda de energia pode render ao município 155 mil euros por ano.


Apenas uma das oito escolas, a nº 117, no Bairro da Flamenga, já vende energia desde o final do mês de Outubro, mas a ideia é certificar os painéis que existem e ligá-los à rede, para que possam também render dinheiro. Isto no imediato, uma vez que o objectivo é alargar o projecto.
A microgeração em Lisboa é a resposta ao incentivo criado pelo Governo à microprodução de energia por particulares. A autarquia escolheu oito escolas, abrangendo 2904 pessoas (entre alunos, professores e auxiliares), 22 edifícios habitacionais (que totalizam 494 fracções e 1729 moradores) e o edifício-sede da Gebalis, empresa municipal que gere os bairros sociais e que tem também instalado um equipamento solar-térmico que alimenta todas as seis casas-de-banho do edifício.
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, espera ter o retorno do investimento feito até agora (500 mil euros nos edifícios e 200 mil nas escolas) dentro de oito a dez anos. E pretende, nos próximos dois anos, estender o projecto a mais 23 escolas da cidade. "É um contributo muito importante para uma maior eficiência energética", frisou ontem o autarca, durante a apresentação dos projectos em curso na área da microgeração de energia eléctrica e de aproveitamento das energias renováveis na cidade de Lisboa. "As energias renováveis serão as questões centrais deste século", acrescentou.
Na sua óptica, a redução das emissões poluentes passa por um grande investimento em eficiência energética, redução do tráfego automóvel, uso do transporte público, além do investimento em microgeração. "A Câmara e as empresas têm que estar na primeira linha a dar o exemplo", defendeu.
De acordo com Luís Natal Marques, presidente da Gebalis, a empresa municipal gastou, em 2007, mais de um milhão de euros em electricidade, gasto que se prendeu apenas com os espaços comuns dos bairros municipais. Por isso, sublinhou que a instalação dos painéis solares será fundamental para reduzir a factura com a EDP, vendendo energia e fazendo um encontro de contas.
Se as condições climatéricas ajudarem, a microgeração nos edifícios poderá render, por ano, cerca de 80 mil euros. As oito escolas, poderão render, por sua vez, 26 mil euros, assegurou o responsável da Gebalis. Quando o projecto se estender a mais 23 escolas, os ganhos anuais poderão subir até aos 75 mil euros.
Segundo Luís Natal Marques, o projecto de microgeração em curso tem benefícios sociais, económicos e ambientais. Explicou que a produção média estimada de energia por ano, por instalação, é de 5110 kwh/ano, acrescentando que evita a emissão anual de cerca de duas toneladas de CO2 por ano, por sistema instalado.
Para as escolas, foram tidos como critérios de escolha as características adequadas de construção e arquitectura, avaliação de possibilidades de correcta orientação solar e as condições de segurança. Critérios idênticos foram utilizados para a selecção dos edifícios, a que se juntou ainda um outro requisito: não ter registo de actos de vandalismo.

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

3.ª EIDÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS EM EDIFÍCIOS

A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, do Instituto Politécnico de Setúbal, promove a 3.ª edição da Pós-Graduação em Energias Renováveis em Edifícios de 6 de Fevereiro a 20 de Novembro de 2009. Com o objectivo de formar técnicos com grau académico superior, nas áreas de Engenharia, Arquitectura e Gestão, e que permita desenvolver conhecimentos na área das energias renováveis em edifícios, o curso vai ser leccionado às sextas-feiras das 14 às 20h30, num total de 250 Horas.


Tendo como destinatários técnicos com formação académica superior nas áreas da Engenharia, Arquitectura ou Gestão, a Pós-Graduação em Energias Renováveis em Edifícios tem como objectivo permitir formar técnicos com grau académico superior, nas áreas de Engenharia, Arquitectura e Gestão, e permitir desenvolver conhecimentos na área das energias renováveis em edifícios em diversas aplicações, nomeadamente habitações, edifícios de serviços, hospitais e hotéis, de forma a promover a implementação deste tipo de energias. Pretende-se que os formandos adquiram conhecimentos que permitam desenvolver estudos de viabilidade técnica e financeira, estudos de implementação, manutenção de sistemas e promoção de tecnologia. A primeira edição do curso esteve integrada no projecto europeu "Building and Energy Systems and Technologies in Renewable Energy Sources Update and Linked Training - Best Results", financiado pela Executive Agency for Competitiveness and Innovation (EACI). Nesta edição dá-se continuidade à anterior edição baseando-se na mesma estrutura e na experiência entretanto adquirida.

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

CHINESES CONSTRUIRÃO USINA SOLAR COM 30 MW

As duas empresas chinesas China Technology Group Corp. e a empresa privada New Energy Group anunciaram planos de construir uma usina solar com capacidade de 30 MW no noroeste da China que poderá, um dia, tornar-se a maior construção fotovoltaica do mundo. Ambas as companhias irão iniciar a construção da estação solar na base de Qaidam com um investimento inicial de US$ 150 milhões.
A usina deverá gerar 1 GWh, porém as empresas não estabeleceram um prazo para o término do projecto. A China Techonology Group Corp declarou que o governo chinês estabeleceu Qaidam como uma Zona Económica Especial Experimental em 2005 para projectos de energias renováveis. A zona abrange uma área de 256 mil quilómetros quadrados, um vasto deserto onde a usina será instalada. "O ambicioso plano de construir uma usina solar com uma escala dessa representa um passo significativo para nossa província. Isso também reflecte o compromisso assumido por nosso governo para responder aos desafios colocados pelas alterações climáticas e energias renováveis com confiança.", disse Luo Yulin, vice-governador de Qaidam.

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

O NOVO NEGÓCIO DE VENDER QUOTAS DE POLUIÇÃO

Os génios dos "valores virtuais" descobriram que é possível vender, comprar e trocar quotas de poluição, e estão a fazer disso um novo negócio. Conclusão, as políticas de protecção do ambiente assim avançam a passo de caracol.
Enquanto isto, os cépticos do aquecimento global adiam soluções, e em Portugal a crise económica vai ser pretexto para "acimentar" as reservas naturais. Afinal, a quem interessam as cobras e os mosquitos?
Há algumas contas que se conseguem fazer mesmo sem ter tirado um curso superior de Matemática. Aqui está um exemplo: com a aprovação do programa conhecido por 20-20-20, a UE desenhou três grandes metas para o ano 2020: reduzir em 20% as emissões de gases com efeito estufa, garantir que 20% da energia consumida seja oriunda de fontes renováveis e aumentar em 20% a eficiência no uso da energia.
A conta que proponho para 2009 é muito simples: faltam agora 10 anos (mais uns trocados) para a data limite e, por isso, se dividirmos os objectivos por 10 teremos aquilo que é preciso fazer no próximo ano, ou seja, reduzir em 2% as emissões, pedir às energias renováveis mais 2% e finalmente exigir dos consumidores de energia mais 2% de eficiência. Parece fácil? Vamos lá começar por apagar a luz que ficou acesa.


Passos de caracol
Com as fábricas de automóveis a parar a produção e as de calçado a mudarem-se para a China, a Europa fica com poucas ocupações rentáveis. Já se percebeu que isto de vender acções e dinheiro que na verdade não existe, é chão que já deu uvas. Imaginaram-se, então, outros valores virtuais. Foi aí que alguém se lembrou de aproveitar as necessidades de redução de gases de efeito estufa, para "inventar" que os direitos de poluir também se podiam comprar, vender e trocar. O negócio pegou e atinge hoje milhões de dólares, ultrapassando logo no seu primeiro ano a venda de hipotecas de barracas nos subúrbios das cidades americanas. E em 2009 vai surgir ainda mais um mercado: a possibilidade de trocar certificados verdes, ou seja, negociar o uso e desenvolvimento de fontes de energias renováveis.


É complicado? Não, é muito simples - o país A tem de aumentar o uso de energias alternativas, mas não está para isso nem quer investir nesse campo. Por outro lado, o país B, que tem imenso vento na costa, produz mais do que aquilo a que é obrigado. Vai daí, na folha de cálculo final, transfere-se um número de uma coluna para a outra e… já está. Entretanto, numa outra folha com os extractos bancários, passa-se uns milhões de euros, mas no sentido inverso. Todos ficam bem, porque os objectivos aparentemente foram cumpridos, excepto a protecção do Ambiente que avança a passo de caracol.

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

MAIOR CENTRAL FOTOVOLTAICA DO MUNDO JÁ ESTÁ A FUNCIONAR NA AMARELEJA

A ACCIONA Energía colocou em funcionamento o parque solar fotovoltaico da Amareleja (Moura), o maior em todo o mundo com este tipo de tecnologia, após um tempo recorde de construção de 13 meses.
Com 46 MWp de potência, representa um investimento de 261 milhões de euros. A instalação produzirá 93 milhões de kWh, energia suficiente para suprir o consumo de mais de 30 mil lares portugueses, e evitará a emissão de 89.383 toneladas anuais de CO2.

Com este projecto, a ACCIONA – Companhia de referência mundial em energias renováveis – reforça a sua liderança internacional em energia solar. Em Espanha, a empresa tem já instalados 68 MW fotovoltaicos e 100 MW termosolares em construção, e é ainda proprietária, nos EUA, da maior estação solar termoeléctrica (64 MW) instalada nos últimos 17 anos.

250 hectares de área

A central solar fotovoltaica de Amareleja pertence na totalidade à ACCIONA, que adquiriu em Janeiro de 2007 as acções da sociedade proprietária dos direitos de instalação (Amper Solar) aos seus accionistas de então: Câmara Municipal de Moura (88%), Comoiprel (2%) e à consultora Renatura Networks.Com (10%).
A central ocupa uma área de 250 hectares na freguesia de Amareleja, concelho de Moura, e é constituída por 2.520 seguidores solares “Buskil”, de tecnologia ACCIONA, cada um com 140 m2 de superfície (13 metros de comprimento por 10,8 metros de altura).
Cada seguidor solar alberga 104 módulos de silício policristalino, de 170 e 180 Wp de potência, o que significa um total de 262.080 módulos fotovoltaicos no conjunto da central solar.
Os seguidores desenvolverão um movimento azimutal de 240º de volta seguindo a parábola do sol, com uma inclinação fixa de 45º. Os seguidores solares azimutais são dispositivos mecânicos que orientam os painéis solares perpendiculares ao sol, desde a alvorada, a leste, até ao poente, a oeste.
Os primeiros 3 MW foram instalados em finais de 2007, com ligação provisória em Março de 2008.
Durante o ano de 2008 foi feita a instalação do restante campo solar e, paralelamente, a construção da linha de evacuação de electricidade, concluída a semana passada com a ligação da central à rede.

Construída pela ACCIONA Solar

A ACCIONA Solar – filial da ACCIONA Energía - foi a empresa responsável pela construção da central, onde trabalharam em média 150 pessoas, chegando-se a um máximo de cerca de 500 trabalhadores em determinados períodos temporais.
A ACCIONA Solar – empresa líder em instalações solares - já instalou 68 MWp em Espanha, sobretudo nas chamadas “hortas solares”, conceito criado e registado pela empresa.
Mais de 3.500 proprietários investiram já cerca de 456 milhões de euros neste tipo de instalações fotovoltaicas.

Cumprimento de objectivos em Portugal

A central solar fotovoltaica de Amareleja (Moura) contribuirá para o cumprimento dos objectivos definidos pelo Programa E4 de Eficiência Energética e Energias Renováveis aprovado pelo Governo português, bem como para cumprir com os compromissos assumidos por Portugal quanto à redução da emissão de gases com efeito estufa.
No que se refere à questão fotovoltaica, o objectivo português é de 150 MW, contribuindo a Central de Moura com 30% deste valor.
A instalação alentejana criará ainda riqueza e postos de trabalho a nível local e será uma referência no desenvolvimento da energia solar.

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

CERTIFICADO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICO JÁ É OBRIGATÓRIO

O certificado de eficiência energética para vender ou arrendar casa passou a ser obrigatório desde o inicio de 2009.
O certificado, que terá de existir sempre que houver uma transacção comercial, tem de ser passado por um técnico reconhecido pela Agência para a Energia e pode chegar a custar, no caso de uma residência particular, mais de 200 euros.
A certificação energética permite aos futuros utilizadores obter informação sobre os consumos de energia potenciais, no caso dos novos edifícios ou no caso de edifícios existentes sujeitos a grandes intervenções de reabilitação, dos seus consumos reais ou aferidos para padrões de utilização típicos, passando o critério dos custos energéticos, durante o funcionamento normal do edifício, a integrar o conjunto dos demais aspectos importantes para a caracterização do edifício.
Nos edifícios existentes, a certificação energética destina-se a proporcionar informação sobre as medidas de melhoria de desempenho, com viabilidade económica, que o proprietário pode implementar, nos edifícios novos e nos edifícios existentes sujeitos a grandes intervenções de reabilitação, a certificação energética permite comprovar a correcta aplicação da regulamentação térmica em vigor para o edifício e para os seus sistemas energéticos.
Alexandre Fernandes, director-geral da Agência para a Energia explicou que, «Quando houver uma transacção comercial é obrigatório apresentar a certificação, nos edifícios residenciais. Nos edifícios de serviços, o enquadramento é ligeiramente diferente».
Do certificado, além da classificação energética da habitação, constam também sugestões para a tornarem mais eficiente, poupando-se assim na factura da energia.
Outra vantagem, para quem tiver um edifício/habitação bem classificado (com A ou A+) obterá benefícios fiscais em sede de IRS. «O edifício A ou A+ tem, em sede de IRS, uma dedução majorada em 10 por cento, ou seja, no crédito à habitação, os valores contraídos são majorados em 10 Por cento», esclareceu Alexandre Fernandes, adiantando: «Por outro lado, sempre que o proprietário do edifício inclua energias renováveis, 30 por cento desse valor é dedutível à colecta em termos de IRS».
A Agência para a Energia disponibiliza, na Internet, uma lista, com contactos, de todos os 800 especialistas existentes no país, habilitados a passar o documento.

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

PROJECTO-PILOTO EM MOÇAMBIQUE

Escolinhas Rurais é um projecto que está a ser implementado em Moçambique para assegurar o abastecimento diário de água e luz às escolas do distrito de Namaacha, através da energia Solar.
Para já é experimental, mas no futuro pretende alargar o fornecimento de energias renováveis a outras escolas e estruturas de saúde africanas em que os Médicos do Mundo (MdM) operam.
O projecto é dos MdM, EDP e Efacec.

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