As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Conheça Växjö… a cidade mais verde da Europa

Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Ambiente, viajamos até àquela que é considerada a cidade mais verde da Europa, onde os recursos florestais são o ponto de partida para um projecto ambiental ambicioso.

Há um país onde as florestas não são notícia por causa dos incêndios, mas porque são usadas para produzir energia eléctrica e aquecimento para as casas. E onde os restos do jantar que vão para o lixo são aproveitados para fazer andar o autocarro que se apanha no dia seguinte para o trabalho.
Växjö, na Suécia, foi considerada a “cidade mais verde da Europa” e é apenas um dos exemplos num país que leva a defesa ambiental muito a sério. O governo sueco comprometeu-se a reduzir em 30 por cento as emissões de gases com efeito de estufa até 2020. São mais 10 por cento do que a meta indicativa definida pela União Europeia.
Exemplo desse esforço é a própria capital do país, Estocolmo. A cidade tem há vários anos uma estratégia de promoção de veículos amigos do ambiente, e é líder na Europa a este nível. Neste momento, para se tirar uma nova licença de táxi em Estocolmo, o carro tem de ser um “veículo limpo”. O objectivo é que, já no próximo ano, toda a frota de veículos municipais seja constituída este tipo de carros.
Para facilitar esse objectivo, a câmara municipal promoveu nos últimos anos a construção de dezenas de estação de abastecimento de energias limpas para abastecer os carros, seja biogás, bioetanol ou electricidade. Estocolmo tem ainda projectos de cooperação com outras cidades europeias, entre elas a cidade do Porto.
Em entrevista à Renascença, o presidente da Câmara, Bo Frank, lembra que nos anos 70, “os lagos estavam muito poluídos, e tivemos de avançar com um plano de recuperação das águas” e que, depois, perceberam que “o facto de estarmos rodeados de floresta poderia trazer muitas vantagens”. Por isso, a partir dos anos 80 começaram a usar a biomassa florestal para a produção de energia.“Neste momento nós transformamos os resíduos florestais tanto para a produção de energia eléctrica, como para aquecimento das casas. Complementando com outras fontes de energia renováveis, como eólica ou solar, neste momento mais de 50 por cento da energia que a cidade consome vem de fontes renováveis”, explica.
Os dados ajudam: “Desde então, conseguimos reduzir as emissões de CO2 em 33 por cento, o que é muito bom. Em média, cada habitante de Vaxjo consome menos de 3 toneladas de CO2/per capita. A média da Europa é cerca de 10 toneladas”.
Questionado sobre que conselhos daria a Portugal e às cidades portuguesas, Bo Frank deixa um aviso: “Vocês têm muito potencial ao nível das energias renováveis. Podem, por exemplo, construir mais parques eólicos. Mas também aproveitar este sol magnífico, e usar mais painéis solares! Ah, claro, e devem promover mais os transportes públicos de qualidade. Há muitas coisas a fazer!”.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Brasil é o maior mercado de renováveis e representa 90% dos novos investimentos na América Latina

O Brasil é o maior mercado mundial de energias renováveis e representa mais de 90 por cento dos novos investimentos neste sector na América Latina, assegura um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.
Cerca de 46 por cento da energia no Brasil provém de fontes renováveis, graças à enorme capacidade hídrica e à indústria de bio-etanol há muito implantada, informa o relatório "Tendências Globais sobre Investimento em Energias Sustentáveis 2009".
O Brasil, que teve um aumento de investimento de 76 por cento em relação a 2007 (cifrando-se em 7 mil milhões de euros) é ainda o líder mundial em financiamento de energias renováveis, pois, no ano passado, o brasileiro Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social foi o maior fornecedor global de financiamento para projectos nesta área.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Portugal sem potência para construir mais parques eólicos

O presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa, defende que "não há potência disponível para construir mais parques eólicos em Portugal".

Segundo o responsável, recentemente indigitado para chefiar o Centro Ibérico de Energias Renováveis e Eficiência Energética, em Badajoz (Espanha), só a construção de novas barragens e centrais reversíveis poderá viabilizar a criação de mais parques eólicos no País, "para lá dos que já estão com pontos de ligação atribuídos".
O presidente da APREN defende a construção das barragens do Tua e do Baixo Sabor, tendo em conta a sua capacidade de armazenagem de energia. "O papel da hídrica será ainda maior, porque se não tivermos forma de armazenar a energia gerada pelo vento durante a noite, em horas de menor consumo, o vento passa e não gera nada", alega.
Com a construção de centrais reversíveis, a energia eólica pode ser aproveitada para bombear água nas albufeiras. "Durante a noite, quando há menos consumo, mas há mais vento, o excesso de electricidade pode ser usado para bombear a água de um nível inferior para um nível superior, para que noutras alturas, quando não há vento e há mais consumo, essa mesma água possa fluir em sentido contrário, gerando electricidade", explica Sá da Costa, acrescentando que "estas centrais reversíveis são indispensáveis ao País, porque permitem armazenar energia, que de outra forma não era utilizada".
Contas feitas, para atribuir mais potência, só quando as grandes centrais hídricas estiverem em funcionamento. "Julgo que só será atribuída mais potência por volta de 2014-2015, para entrar em exploração em 2017-2018, porque esta questão só se resolve com a construção das novas barragens e respectivas centrais", adianta o presidente da APREN.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Energia eléctrica de fontes renováveis cresceu 64% até Março

Portugal mantém-se com tendência ascendente nas energias renováveis, tanto é que segundo os dados do primeiro trimestre de 2009 houve um aumento de 64% da produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis.
Os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia mostram que Portugal continua com uma boa performance no campo das energias renováveis, com um aumento de 64% na produção de energia eléctrica, face a igual período de 2008.
No período terminado em Março, a produção de energia eólica aumentou 14%, em comparação homóloga. A energia hídrica registou uma subida menos acentuada em Março, comparativamente aos dois primeiros meses do ano.
O total da potência instalada renovável atingiu os 8 502 MW no final do primeiro trimestre de 2009.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Programa da ONU diz que Brasil é líder mundial em energias limpas

Um relatório sobre investimentos em energias limpas, divulgado hoje pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), qualifica o Brasil como "o maior mercado mundial de energias renováveis".
O relatório "Tendências Globais de Investimentos em Energia Sustentável" afirma que pela primeira vez na história os investimentos em energias limpas superaram em 2008 os feitos em fontes de combustíveis fósseis e chegaram a US$ 155 bilhões.
A seção dedicada à América Latina assinala que o Brasil é "o maior mercado mundial de energias renováveis".
Cerca de 46% da energia que o país consome procede de fontes renováveis e 85% de sua capacidade de geração é energia hidrelétrica e bioetanol, lembra o Pnuma.
Além disso, cerca de 90% de seus automóveis novos funcionam tanto com álcool como com gasolina (misturada com 25% de etanol). No final de 2008, o etanol representava mais de 52% do combustível consumido por veículos leves.
O Brasil é um dos líderes mundiais em financiamento de energias renováveis. Em 2008, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou mais projetos de energias renováveis que qualquer outra instituição financeira do mundo.
O relatório destaca que embora o Brasil represente mais de 90% dos novos investimentos na América Latina, Chile, Peru e México também estão aumentando seu apoio institucional às energias limpas.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

A Máfia atacou as eólicas da Sicília e apanhou a Martifer de surpresa

A Cosa Nostra infiltrou-se nas energias renováveis, numa região onde a Martifer, a Enel e a EDF têm investimentos.

Parece um filme sobre Al Capone, sobre a máfia, mas não. É, ao que diz a imprensa italiana, o retrato do sector das energias renováveis no Sul de Itália, a terra natal da Cosa Nostra siciliana e da Camorra napolitana.
É que a máfia siciliana está de novo na ordem do dia. Altos magistrados têm-na debaixo de olho, com a denominada "operação vento" (um furacão mais fraco). Em causa está o processo de licenciamento de novos parques eólicos na região. Segundo rezam as crónicas, uma importante família mafiosa está a oferecer dinheiro e votos às autoridades locais, garantindo em troca licenças de construção para parques eólicos, que mais tarde venderá a companhias italianas e multinacionais.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Austrália quer construir a maior central solar do mundo

A Austrália quer construir a maior central solar do mundo, capaz de produzir mil megawatts de energia, num investimento de cerca de 777 milhões de euros, anunciou hoje o primeiro-ministro Kevin Rudd.
“O Governo pretende investir com a indústria na maior central de produção de energia solar do mundo, que será três vezes maior do que a actual, que está na Califórnia”, disse Rudd. Os detalhes serão revelados no final do ano e os candidatos à construção da central deverão ser nomeados no primeiro semestre de 2010.
Rudd justificou o desafio com a necessidade de “apoiar um futuro limpo para a Austrália, de promover a actividade económica e para criar postos de trabalho”. O primeiro-ministro sublinhou ainda que a Austrália quer ser líder na energia renovável. “Não queremos ser seguidores, queremos ser líderes”.
Mas não é tudo. Kevin Rudd adiantou que, eventualmente, esta central será o primeiro passo para criar uma rede de centrais solares por todo o país. As localizações serão escolhidas de forma a integrar-se na actual rede eléctrica.
O investimento de 777 milhões de euros faz parte de um pacote de 2,5 mil milhões de euros para energias limpas, iniciativa do Governo de Camberra.
Rudd adiantou ainda que a Austrália vai tornar-se membro de pleno direito da Agência Internacional das Energias Renováveis (IRENA, sigla em inglês). O seu primeiro encontro global está marcado para Junho. A IRENA foi criada oficialmente em Bona, a 26 de Janeiro deste ano. Até ao momento, 80 Estados já assinaram os seus estatutos: 29 africanos, 27 europeus, 16 asiáticos e oito latino-americanos. Portugal está na lista.

Obama quer criar milhões de empregos nas energias renováveis

O governo norte-americano vai dar esta semana os primeiros passos na criação de um plano energético que permita gerar milhões de empregos no sector das renováveis e ajudar a economia norte-americana a sair da crise.
Fonte da Administração Obama disse à Reuters que a reunião de quarta-feira do grupo de trabalho para reanimar a economia vai centrar-se na elaboração de recomendações com vista à criação de um novo plano energético nacional.
O objectivo do grupo, encabeçado pelo antigo presidente da Reserva Federal norte-americana Paul Volcker, é garantir a criação de condições para que se gerem milhões de empregos nas energias limpas, que são uma das prioridades de Barack Obama.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Projecto “Óbidos Solar”

Investimento de 37 milhões em energias renováveis
O projecto “Óbidos Solar”, com investimento estimado em 37 milhões de euros, resulta do envolvimento, ao longo do último ano, do Município de Óbidos com um conjunto de empresas na área das energias renováveis. O programa tem como meta a instalação de painéis fotovoltaicos e solares térmicos para acesso à microgeração em 1500 fogos no Concelho.
O Município de Óbidos lança o projecto “Óbidos Solar” através do qual pretende apoiar os seus munícipes na adopção de soluções que visem a sustentabilidade e, consequentemente, lhes proporcione uma redução da sua factura energética, pelo uso de energias renováveis na produção de energia eléctrica e Águas Quentes Sanitárias (AQS).
Óbidos, com esta iniciativa, torna-se na primeira autarquia a desenvolver um projecto que proporciona um aumento das receitas às famílias e uma redução das suas despesas com AQS. Simultaneamente, com vista ao alcance dos objectivos delineados no âmbito do programa “Óbidos Carbono Social”, vai proporcionar uma redução das emissões de CO2 no concelho.
A apresentação pública e detalhada deste projecto será feita a 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente.

CURSO DE PROJECTO ENERGIAS RENOVÁVEIS

Projecto de Viabilidade Técnica-Económico

De modo a poder tirar partido das TER's, é fundamental avaliar se um projecto dessa natureza faz sentido do ponto de vista técnico-económico.
O software comercial RetScreen é aqui considerado como uma ferramenta essencial de apoio ao Projecto em Energias Renováveis, facilitando sobremaneira as análises de pré-viabilidade técnico-económicas subjacentes a projectos desta natureza.

Curso de PER - Projecto em Energias Renováveis
no PORTO, em 22, 23, 29 e 30 de MAIO
Duração: 18 Horas
Horário: Sextas: 19:00-22:00 e Sábados: 09:30-17:00

ver em mais detalhes AQUI

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Portugal supera limites de Kyoto

As emissões de gases do efeito estufa em Portugal em 2007 atingiram 81,8 milhões de toneladas, sem levar em consideração alterações do uso do solo e floresta, 11% acima do limite fixado pelo Protocolo de Kyoto, segundo anunciou ontem a Associação Nacional de Conservação da Natureza. Os dados de 2007 apontam para 38% de emissões de gases acima de 1990.
Mas os valores apresentam um decréscimo de emissões em relação a 2006, de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), redução de 4,8% em relação ao ano base de 1990 e de 3,4% em relação ao ano anterior.

Domingo, 12 de Abril de 2009

Portugal é o segundo país do mundo que melhor aplica a energia eólica

A energia eólica contribui 13,2% para bolo de electricidade consumida em Portugal. Só a Dinamarca tem um aproveitamento melhor.

Segundo a Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), 13% da energia consumida em Portugal no primeiro trimestre de 2009 foi eólica. Estes números fazem de Portugal o segundo país do mundo com melhor aproveitamento daquele tipo de energia, a cerca de cinco pontos percentuais da líder mundial, a Dinamarca.
O presidente da APREN acredita que esta fatia "poderá aumentar para 20 ou 22%". Ao JPN, António Sá da Costa perspectiva ainda que o total de "consumo das energias renováveis possa atingir os 64%" em 2020, bem acima dos 60% previstos pelo Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Este é um dado positivo tendo em conta o compromisso estabelecido con o governo no sentido de "fazer a produção de electricidade com base em energias renováveis passar do objectivo inicial de 39% para 45% do consumo a atingir no próximo ano". Quanto aos prazos estipulados pela Associação Europeia de Energia Eólica, a APREN lembra que "os dados portugueses terão de ser indicados até Junho de 2010".
Portugal com comportamento energético "positivo"
Confrontado com a previsão da European Wind Energy Association (EWEA), segundo a qual a energia eólica representará, em 2020, entre 14% a 18% do fornecimento eléctrico aos lares da União Europeia, o líder da APREN considera que Porugal está "no bom caminho, que há boa vontade dos cidadãos e dos parques eólicos". Alerta, porém, para as incertezas que esta área pode representar e que "os dados não podem ser isolados, já que a produção de energia poderá não ser compatível caso o consumo aumente".
Já a Quercus refere que as energias renováveis são o forte de Portugal no que compete ao Protocolo de Quioto. Os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia mostram que as energias renováveis em 2008 representavam mais de 38% do pacote energético, focando o aumento de produção da energia eólica de 42% desde 2007.
Por tudo isso, António Sá da Costa considera "positivo" o comportamento do sector energético nacional, não deixando de realçar a colaboração da EDP e da REN.

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Possível cartelização no negócio dos painéis solares

Há apenas três empresas no ramo
A Associação dos Instaladores de Portugal (Aipor) alertou este sábado para uma possível cartelização do negócio dos painéis solares, juntando-se assim às criticas já avançadas pela Associação Portuguesa da Industria Solar (Apisolar), escreve a Lusa.
«A Associação dos Instaladores de Portugal (Aipor) alerta que o negócio dos painéis solares pode estar a ser conduzido sob uma forma pouco encapotada de cartel, a confirmarem-se as notícias que dão conta do benefício, por parte do Governo, de apenas três empresas», refere a associação em comunicado.

O Governo anunciou recentemente benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que desejem instalar painéis solares.
Na sequência desse anúncio, estabeleceu um protocolo com quatro bancos (BES,BPI,BCP e CGD) e com três marcas (Vulcano, Martifer e a Ao Sol) para a promoção da venda de painéis solares.

A Apisolar foi a primeira a criticar esta opção do Governo, afirmando que a grande maioria das empresas que operam no mercado não vai beneficiar do programa de incentivos, falando em «situação de distorção da livre concorrência no mercado».
A Aipor junta-se agora às críticas, considerando que se trata de «uma forma um pouco encapotada de cartel» e deixa algumas «interrogações políticas».
Governo «está a ignorar lei comunitária
«Como é possível fazer penetrar na apertada malha legislativa europeia anti-cartel medidas deste tipo? Como pode o Governo português ignorar a Lei Comunitária e os interesses do tecido empresarial, quer do nosso próprio País, quer do resto da Europa?», questiona a Aipor.
«A associação que representa os instaladores portugueses (subsector da construção civil) entende que ainda é tempo do Governo reflectir e, se necessário, inflectir neste processo», afirma.
«Assim o exige a coesão competitiva, valor que é muito caro a esta Associação de Instaladores», acrescenta.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, já tinha garantido, após as criticas da Apisolar, não existir discriminação das empresas mais pequenas no acesso ao protocolo para aquisição de painéis solares.
Programa quer abranger 65 mil habitações este ano
Manuel Pinho assegurou que todas as empresas são bem-vindas a participar na iniciativa desde que cumpram os critérios mínimos, desconto, instalação, garantia de instalação, manutenção e garantia de manutenção durante seis anos, que foram definidos para defender os interesses dos consumidores.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.
O Governo prometeu às famílias que queiram instalar painéis solares benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Painéis solares: maioria das empresas «não vão beneficiar»

Alertam Governo para «urgência de acção»A Associação Portuguesa da Indústria Solar criticou o facto de a grande maioria das empresas que operam no mercado «não virem a beneficiar» do programa de incentivos à promoção da instalação de painéis solares em residências.
«Estamos a alertar [o Governo] para a urgência de acção e correcção de uma situação de distorção da livre concorrência no mercado, que vai impedir que a grande maioria das empresas «beneficie» da aplicação das medidas de incentivo à promoção da instalação de painéis solares em residências», disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação, Rafael Ribas.
«Só duas empresas foram escolhidas para fornecer equipamentos ou painéis solares», garantiu o mesmo responsável, salientando desconhecer «as razões da exclusão das restantes igualmente certificadas».
Recorde-se que na semana passada, o Governo anunciou no debate quinzenal na Assembleia da República, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.

Energias renováveis: o que pode deduzir no IRS

Podem ser deduzidos no IRS 30% dos custos (até ao máximo de 796 euros) com equipamentos novos para utilização de energias renováveis e de equipamentos para a produção de energia eléctrica e ou térmica por microturbinas, que consumam gás natural, nomeadamente:
- instalações solares térmicas para aquecimento de águas sanitárias, utilizando como dispositivos de captação da energia colectores solares planos ou colectores solares concentradores;
- bombas de calor destinadas ao aquecimento de águas sanitárias;
- painéis fotovoltaicos e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações;
- aerogeradores de potência nominal inferior a 5 Kw e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações;
- equipamentos de queima de resíduos florestais, nomeadamente salamandras e fogões para aquecimento ambiente, recuperadores de calor de lareiras destinados quer ao aquecimento ambiente quer de águas sanitárias e as caldeiras destinadas a alimentação de sistemas de aquecimento ambiente ou aquecimento de águas sanitárias;
- equipamentos para a produção de energia eléctrica ou térmica (co-geração) por microturbinas, com potência até 100 kW que consuma gás natural.

Investir nas renováveis para poupar no ambiente e nas contas

Proteja o ambiente, poupe nos custos energéticos e pague menos impostos. Esta é a máxima que lhe propomos, a pensar nas energias renováveis. Acima de tudo, fique com esta ideia: poupe no ambiente. E por muito que os equipamentos de utilização das energias renováveis lhe pareçam caros, lembre-se que quando compra um fogão eléctrico não está a pensar quando vai recuperar esse investimento e está dependente do preço da electricidade que não tem parado de aumentar.
De qualquer forma, 30 por cento do custo com estes equipamentos, bem como de equipamento complementar indispensável para a sua utilização, pode ser deduzido à colecta do IRS, num máximo de 796 euros. As formas de energia renováveis que estão abrangidas por esta medida são a radiação solar directa ou difusa, a energia contida nos resíduos florestais ou agrícolas e a energia eólica.
Saiba aqui quais os equipamentos que podem ser deduzidos à colecta.
Os contribuintes singulares apenas poderão deduzir na declaração respeitante ao ano em que os equipamentos foram comprados, mas as empresas, escolas ou condomínios que invistam em equipamento solar podem amortizar o respectivo investimento num período de quatro anos, uma vez que o valor máximo de reintegração e amortização, para efeitos de IRC, é de 25 por cento.
Veja aqui o vídeo
Em relação à utilização da energia solar, as estimativas do Governo apontam para um custo de cerca de sete mil euros em equipamentos (cinco mil para painéis fotovoltaicos e dois mil para solar térmico), recuperáveis em cinco anos, e Sócrates promete uma redução na factura energética na ordem dos 20 por cento/ano.
Com base nestes números, a Associação dos Produtores com base em Renováveis (APREN) garante que a instalação de painéis fotovoltaicos e térmicos vai permitir às famílias ganhar 800 a 1200 euros «limpos»/ano, já depois de paga a conta da luz (vai produzir mais do que o que precisa), ajudando assim a amortizar o investimento e a pagar o crédito de metade do preço do equipamento. Isto tendo em conta que o Governo comparticipa em 50 por cento a compra.
Eduardo Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e ex-secretário de Estado da Energia, subscreve os ganhos energéticos e os benefícios fiscais, mas sublinha que o maior ganho se verifica a nível ambiental: «Procurar energias de origem natural é a solução definitiva do futuro».

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Certificação Energética dos imóveis é obrigatória

Sabia que a partir de Janeiro de 2009, a Certificação Energética dos imóveis para venda ou arrendamento é obrigatória?

A Certificação Energética mede o Consumo e o Conforto do imóvel, quantifica o seu Desempenho Energético, ao qual é atribuído uma etiqueta e que considera:
- Localização, exposição solar, características da construção e equipamentos
- Nível de energia necessário para produzir água quente e para manter a habitação a uma temperatura superior a 20º C no Inverno e inferior a 25º C no Verão.

A Certificação Energética permite:
- Realizar a escritura cumprindo a legislação: o proprietário do imóvel que não apresente o certificado de eficiência energética na escritura está sujeito a uma coima de € 250,00 a € 3.740,98
- Reduzir a factura energética, melhorar o conforto térmico e preservar o meio ambiente
- A valorização da sua casa, no caso de ter uma boa classificação
- Recuperar o custo: Majoração em 10% da dedução à colecta dos custos de Crédito à Habitação em sede de IRS caso tenha classe A ou A+

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Produzir Energia - SOLAR TÉRMICO

No sector doméstico, a água quente é utilizada essencialmente em duches e banhos de imersão, na lavagem de louça e da roupa.
Os equipamentos convencionais mais comuns utilizados no aquecimento da água são os esquentadores e caldeiras murais a gás e os termoacumuladores a gás e eléctricos. Estes sistemas têm custos de funcionamento associados ao preço do petróleo, cujas perspectivas de evolução os tornarão num encargo cada vez maior. Estes aparelhos são responsáveis por cerca de 50% do consumo de energia no sector doméstico, com o correspondente peso na factura energética mensal das famílias.
Por outro lado, a energia solar é um recurso endógeno gratuito que pode proporcionar uma importante poupança para os seus utilizadores e contribuir para a redução das emissões de CO2.
Trata-se de uma solução em franca expansão dentro de Portugal, já que se trata do país com melhor exposição solar na União Europeia (o número médio anual de horas de Sol em Portugal é de aproximadamente 2500 horas) e ao contrário do que é comum pensar-se, a variação da radiação solar útil entre o Sul e o Norte de Portugal (aproveitada por um sistema solar para aquecimento de águas) não é significativa, cifrando-se em apenas 18% de diferença entre o Porto e Faro.

Composição de um sistema solar térmico:
Um sistema solar pode ser definido como um equipamento que aquece a água a partir do Sol. Tem dois componentes essenciais: o colector solar para captação da energia solar e o depósito para armazenamento da água quente. Estes dois componentes podem ser interligados com ou sem bomba circuladora, dependendo da possibilidade de colocar ou não o depósito de acumulação a um nível mais elevado que o(s) colector(es) solar(es).

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Etapas necessárias para aderir à micro-produção

O Decreto Lei 363/2007, de 2 de Novembro, define as etapas necessárias para ligação à rede de um sistema de microgeração:

1. Registo on-line no portal www.renovaveisnahora.pt ;
2. Pagamento de uma taxa de inscrição (280 €);
3. Após o registo provisório, o futuro produtor terá 120 dias para proceder à instalação da unidade e requerer o certificado de exploração, através da internet;
4. Inspecção da instalação com o objectivo de verificar se todos os requisitos legais estão cumpridos. Caso o parecer seja favorável é emitido um certificado de exploração, se existirem não conformidades é entregue uma lista de pontos a corrigir e será marcada uma nova inspecção;
5. Celebração de contrato com o Comercializador de Energia (EDP).

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

FOTOVOLTAICO - Produtores de Electricidade

O Decreto Lei 363/2007, de 2 de Novembro define que “Podem ser produtores de electricidade por intermédio de unidades de microprodução todas as entidades que disponham de um contrato de compra de electricidade em baixa tensão”, sendo então este o requisito base para se tornar num microprodutor.
A remuneração da microprodução está dividida em duas vertentes, que variam o valor da energia vendida consoante se cumpre ou não os requisitos para cada regime:
Regime geral: Regime aplicável aos produtores que não cumprem os requisitos mínimos para o regime bonificado. O valor da remuneração pela energia vendida pelo produtor é igual ao valor pago pela energia comprada.
Regime Bonificado: O valor da remuneração pela energia iniciará em 650,00 € por MWh vendido e diminuirá ao fim de 5 anos, contados após o ano da instalação, em 5% por cada 10MW entretanto instalados na rede.

Os produtores a enquadrar neste regime deverão cumprir os seguintes requisitos:
• Dispor de colectores solares térmicos para aquecimento de água com um mínimo de 2m2 de área de colector, excepto para condomínios;
• Os condomínios deverão realizar auditoria energética ao edifício;
• A potência de ligação deverá ser igual ou inferior a 3,68kW e a metade da potência contratada para consumo;

Estão previstos adicionalmente vários benefícios fiscais, designadamente, IVA de 12% e dedução à colecta de IRS de 30% dos investimentos em equipamentos de energias renováveis novos, com o limite de 777 €, bem como a isenção dos rendimentos da microprodução para efeitos de IRS até ao limite de €5.000/ano.

Domingo, 8 de Março de 2009

AIE elogia trabalho de Portugal nas energias renováveis

O director geral da Agência Internacional da Energia (AIE), Nobuo Tanaka, elogiou hoje o trabalho feito por Portugal ao nível das energias renováveis, lembrando ainda que “este país está a dar um bom exemplo ao empenhar-se num mercado ibérico de energia”.
“Valorizamos os esforços feitos por Portugal”, disse o responsável da AIE numa conferência em Lisboa, destacando que Portugal tem na Europa a quinta meta mais ambiciosa de incorporação das renováveis no sector energético no plano para 2020.
Nobuo Tanaka participou numa conferência promovida pelo Ministério da Economia e Inovação. O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou, após a intervenção do director da AIE, que “Portugal fica muito bem na fotografia e deve ser um motivo de orgulho que Portugal seja um caso a apresentar na próxima reunião da AIE”. O responsável da AIE lembrou a necessidade de investimento global nas energias renováveis (8,5 biliões de dólares até 2030), defendendo que isso deve ser visto como uma oportunidade de relançamento económico.
Manuel Pinho considera que Portugal saiu a ganhar por se ter antecipado na aposta nas renováveis. “Devemos dar graças a Deus por termos lançado estes projectos em 2005 e 2006. Tenho muitas dúvidas de que os investidores estivessem disponíveis se os projectos fossem lançados agora”, disse o ministro da Economia.
António Mexia, presidente da EDP, mostrou-se tranquilo em relação à liquidez no investimento em renováveis. “A evolução do mercado de crédito nos últimos meses tem mostrado que vai no sentido de uma normalização. Tem havido mais liquidez”, salientou António Mexia, acrescentando que a crise financeira de 2007 e 2008 permitiu que hoje haja “uma maior diferenciação entre o bom e o mau risco”.

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

EDP distribui mais de 40 mil lâmpadas nos bairros lisboetas

Famílias vão poupar 18 milhões de euros
A EDP vai distribuir, entre 2 a 27 de Março, 40.440 lâmpadas eficientes nos bairros históricos de Lisboa. Com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa e da ADENE, esta acção tem o objectivo de promover a eficiência energética e vai permitir às famílias portuguesas poupar.
A iniciativa faz parte do programa ECO e está inserida no âmbito do Plano de Promoção de Eficiência no Consumo (PPEC) da ERSE. Vai ser feita uma distribuição, a nível nacional, de um total de 400 mil lâmpadas eficientes a moradores de bairros sociais e históricos. No geral, vai permitir uma redução total de 161.160 Mega Watts no consumo energético nacional, o equivalente ao consumo anual de 60 mil famílias portuguesas.
«Esta medida permite que as famílias poupem cerca de 18 milhões de euros e evita a emissão de 60 mil toneladas de CO2 para a atmosfera», adianta a EDP em comunicado.

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

O desafio da eficiência enegética em Portugal

Tal como o Parlamento Europeu reconheceu numa série de resoluções, a promoção das fontes de energia renováveis e das tecnologias energeticamente eficientes tem um papel importante a desempenhar na luta contra as alterações climáticas e na redução da dependência da UE em relação às fontes de energia externas.
A UE comprometeu-se em Dezembro último a atingir a meta de 20% de energias renováveis até 2020, sendo que para cada Estado-membro foram determinadas metas individuais de forma a distribuir o esforço equitativamente (tendo em conta o estádio de desenvolvimento do país e a quota de renováveis em 2005).
A meta atribuída a Portugal (31% de energia renovável até 2020) é, aparentemente, exequível. Contudo, não é certo que o programa apresentado pelo Governo Português, que vai além desta meta, chegue a bom porto, principalmente numa época de crise económica e de baixo preço do petróleo.Apesar do constante crescimento das necessidades energéticas e da dependência face ao exterior, Portugal ainda é um dos países da UE com menor consumo de electricidade per capita. Só a Letónia, a Lituânia, a Polónia e a Hungria registam consumos mais baixos. Por seu lado, e segundo o Eurostat, a intensidade energética do nosso país (mede a eficiência energética da economia) em 2005 era de 250 kg de equivalente de petróleo por 1000€ de PIB, o 14° melhor valor da EU a 27, estando pior que todos os antigos Estados-membros, excepto a Finlândia.
Pode-se assim concluir que o país ainda não tem níveis de consumo energético característicos dos países mais desenvolvidos e que a eficiência energética da economia é típica de um país relativamente atrasado.
Face a este quadro e à situação económica actual, podemos questionar se o programa que o Governo apresentou é realista.
O nosso país espera poder produzir energia renovável suficiente para atingir a meta de 31% do consumo final de energia em 2020 e vender o resto a EM que não cumpram as suas metas.
Segundo o Governo, os objectivos serão atingidos não só com o incremento de todos os vectores energéticos do lado da oferta, mas também pela promoção da eficiência energética e da utilização racional de energia, visando um crescimento do consumo de electricidade inferior ao crescimento do PIB.
Contrastando com a panóplia de publicidade governamental relativa a investimentos em energias renováveis, é o lado da procura que se encontra esquecido e que mais dificuldades apresenta. De facto, a política do Governo para a eficiência energética tem sido inconsequente (veja-se o caso do recente diploma sobre a certificação energética dos edifícios) ou então perfeitamente inexistente.Esperava-se muito mais no sentido de melhorar a mobilidade e o ordenamento do território, de promover o urbanismo e a arquitectura bio-climática, assim como a microgeração e a eficiência energética do sector dos serviços.

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Terceira central solar em Ferreira do Alentejo deverá começar a produzir em Junho

A terceira central solar fotovoltaica no concelho de Ferreira do Alentejo (Beja) deverá começar a funcionar parcialmente em Junho, num investimento de quase 45 milhões de euros para produzir energia "limpa" durante 25 anos.
Numa primeira fase, a central vai começar a produzir e a injectar energia na rede de forma parcial em Junho, quando estiverem instalados os primeiros 2,5 MW, disse hoje à agência Lusa Francisco Pintor, administrador da Tecneira, a empresa que está a desenvolver o projecto.
Propriedade da Sociedade Ventos da Serra, detida pela Tecneira, a Central Solar Fotovoltaica de Ferreira, com uma capacidade instalada de 10 megawatts (MW), está a ser construída num terreno de 40 hectares a Oeste da vila de Ferreira do Alentejo.
As obras de construção civil começaram em Janeiro e a instalação dos 45.500 painéis solares vai arrancar em Abril, disse o responsável.
A central deverá ficar concluída e começar a funcionar em pleno em Outubro, para produzir anualmente 19 gigawatts/hora (GWh) de energia, o suficiente para abastecer 7.300 habitações e poupar cerca de 32 mil toneladas de emissões de gases com efeito estufa (CO2) por ano, indicou Francisco Pintor.
O projecto, que na actual fase de instalação vai empregar temporariamente 200 trabalhadores, prevê criar "cerca de 10 postos de trabalho permanentes", nos serviços de operações e manutenção, referiu o responsável.
Francisco Pintor justificou a instalação da central no concelho de Ferreira do Alentejo por se tratar de "uma das zonas com maior radiação solar directa normal no país" e "onde existe capacidade de rede".
A central solar da Sociedade Ventos da Serra é a terceira no concelho de Ferreira do Alentejo, depois de uma do grupo Generg, com 12 MW, em instalação e que deverá começar a produzir parcialmente em Março, e de outra da empresa Net Plan, com 1,8 MW distribuídos por cinco pequenas centrais e que começou a funcionar em Dezembro de 2008.
Em declarações à Lusa, o presidente do município de Ferreira do Alentejo, Aníbal Costa, congratulou-se com a instalação da terceira central, "mais uma que vem afirmar a importância do concelho como produtor de energias renováveis" e que poderá "atrair outros investimentos associados".
Além das três centrais de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, que tem a maior potência fotovoltaica licenciada em Portugal, existem outras cinco centrais, entre as quais a maior do mundo, com 46,41 MW e a produzir em pleno desde Dezembro de 2008 perto da vila de Amareleja, no concelho de Moura.

Domingo, 1 de Março de 2009

ECONOMIZAR é a melhor forma de energia renovável

“Uma das maiores e mais baratas alternativas para a redução, em todo o mundo, das emissões de gases do efeito estufa como o carbono é o estudo da eficiência energética dos veículos e edificações das grandes cidades”, destacou John Twidell, diretor do Centro Amset da Universidade de Montfort, no Reino Unido.
Twidell foi um dos palestrantes de ontem quinta-feira (26/2), na sede da FAPESP, em São Paulo, no Workshop on Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship, que será concluído hoje com vasta programação científica.
Segundo o pesquisador, os edifícios consomem cerca de 50% das fontes de energia produzidas por um país, principalmente para iluminação, comunicação, aquecimento, resfriamento e bombeamento. E em casos particulares – a exemplo da Inglaterra – mais de 10% da energia utilizada no país é perdida de forma passiva, como em leds de rádios e televisores que ficam ligados o tempo todo.
“A economia é a melhor forma de energia renovável. Isso remete à necessidade de sempre analisarmos a eficiência do que está sendo produzido pelos países, como no caso brasileiro, que tem alta produção de energia hidroelétrica e etanol. Mas será que o país está dando a atenção necessária ao desempenho dos refrigeradores, isolantes térmicos e motores utilizados em suas construções e automóveis?”, questionou.
Segundo ele, visando ao aumento da utilização de energias renováveis até 2020 na União Européia, nos últimos anos foram criados diversos marcos regulatórios nos países que compõem o bloco econômico e político. Um desses padrões é que, até aquela data, 20% da energia total utilizada nesses países devem ter origem em fontes renováveis.
“Na Grã-Bretanha, por exemplo, todos os novos edifícios deverão seguir o conceito de carbono zero. Se essas construções utilizarem energia que contribua para a emissão de carbono, por exemplo, elas terão que compensar com o uso de alternativas como células fotovoltaicas, energia eólica ou biocombustíveis”, explicou.
Ainda de acordo com essas metas, para abastecer sua população e indústria em diferentes setores econômicos, cada um dos 27 países da União Européia deverá ter, pelo menos, dez fontes de energias renováveis a mais do que as atuais. Por sua vez, o governo do Reino Unido obriga a redução das emissões de carbono no país em 80% até 2050.
“Essas metas são revolucionárias e, se não cumpri-las, as comissões européias de meio ambiente poderão responder nos tribunais pelos danos causados. O curioso é que a equipe do presidente Barack Obama já está estudando a adoção de metas equivalentes para os Estados Unidos”, disse.
Eficiência energética
Ao citar tecnologias de transporte desenvolvidas em diferentes países, como veículos elétricos ou movidos a hidrogênio, Twidell voltou a ressaltar que a ênfase das pesquisas para os próximos anos deverá estar mais nos veículos e em outros componentes do que nos próprios combustíveis.
“O foco deve estar muito mais no desenvolvimento de veículos adequados que sejam utilizados da forma mais eficiente possível. Chegamos a um patamar de abundância na área das energias renováveis, mas ainda temos muito a estudar no campo da eficiência energética, cujas tecnologias possam garantir a sustentabilidade a um custo adequado”, apontou.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Dejetos de aves geram energia e rendem créditos de carbono para cooperativa

Com apoio da Itaipu Binacional, a Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira (Oeste do Paraná), passará a produzir energia elétrica a partir do dejeto de aves da sua unidade industrial localizada em Matelândia. Além disso, como reduzirá a emissão de gases na atmosfera, será compensada com créditos de carbono.

O projeto, inédito no Brasil, foi desenvolvido pela cooperativa em conjunto com a empresa espanhola ZeroEmissions, do grupo Abengoa. O presidente da cooperativa, Irineu da Costa Rodrigues, um representante do grupo Abengoa, Javier Sanchez, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, apresentaram o projeto, nesta quinta-feira, a produtores rurais da região.
A cooperativa investiu R$ 4 milhões no projeto, que rendará 20 mil créditos de carbono ao ano, ou seja, deixarão de ser emitidas para a atmosfera 20 mil toneladas anuais de CO2. A comercialização desses créditos irá gerar uma renda variável, que depende de cotação em bolsa, mas que deverá ser superior a 120 mil euros por ano. Esse comércio foi instituído pelo Protocolo de Kyoto e permite a países desenvolvidos, com metas apertadas de redução de emissões de gases estufa, adquirir créditos de países em desenvolvimento, através do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Primeiramente, os efluentes da unidade industrial da Lar passam por um conjunto de peneiras e por um sistema de flotação. A matéria orgânica retirada nesses passos é utilizada como matéria-prima para ração. O restante do material líquido vai para os biodigestores, onde produzem o gás metano usado para a produção de energia. Os efluentes prosseguem para um conjunto de lagoas onde a água é retirada para reuso industrial e para irrigação. “Acreditamos que esse tipo de projeto vai crescer cada vez mais no Brasil por causa da preocupação ambiental”, afirmou Irineu Rodrigues, da Lar.

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Maioria das empresas "não vai beneficiar" de programa de ajuda à instalação painéis solares

A Associação Portuguesa da Indústria Solar criticou hoje o facto de a grande maioria das empresas que operam no mercado "não virem a beneficiar" do programa de incentivos à promoção da instalação de painéis solares em residências.

"Estamos a alertar [o Governo] para a urgência de acção e correcção de uma situação de distorção da livre concorrência no mercado, que vai impedir que a grande maioria das empresas 'beneficie' da aplicação das medidas de incentivo à promoção da instalação de painéis solares em residências", disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação, Rafael Ribas.
Na semana passada, o Governo anunciou no debate quinzenal na Assembleia da República, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.
A Associação alerta o Governo para que o grosso das empresas certificadas que vivem da produção, venda e montagem de painéis solares está "muito apreensivo" em relação ao futuro do seu negócio.
"Só duas empresas foram escolhidas para fornecer equipamentos ou painéis solares", garantiu à Lusa Rafael Ribas, salientando desconhecer "as razões da exclusão das restantes igualmente certificadas".
A empresa PME Link vai funcionar como "uma central de compras" com o apoio dos bancos para acesso dos clientes ao subsídio ou ao empréstimo.
A Associação defendeu, no entanto, que deveria ser criada "mais uma via de comercialização", que permitisse às empresas excluídas participarem na aplicação do programa de incentivos e promoção da instalação de painéis solares em residências.
"Queremos que estas empresas forneçam directamente o cliente que poderá recorrer aos bancos [Caixa Geral de Depósitos, Millenium Bcp e Banco Espírito Santo], através de uma factura pró-forma, para beneficiarem dos incentivos", salientou.
A Associação já enviou uma carta ao primeiro-ministro, José Sócrates, e aos ministros da Economia e das Finanças a pedir reuniões de urgência, pois considera que "o modelo escolhido" distorcerá a livre concorrência no mercado, originando falências e agravando o desemprego.

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

EDP Renováveis terá atingido lucros de 90,8 milhões em 2008

O resultado líquido da EDP Renováveis, no quarto trimestre de 2008, terá ascendido a 31,8 milhões de euros, suportado pelo grande aumento da capacidade instalada e elevados load factors , segundo a média das estimativas de nove analistas consultados pela Reuters, que aponta para lucros de 90,8 milhões em 2008.
O resultado líquido da EDP Renováveis, no quarto trimestre de 2008, terá ascendido a 31,8 milhões de euros, suportado pelo grande aumento da capacidade instalada e elevados “load factors”, segundo a média das estimativas de nove analistas consultados pela Reuters, que aponta para lucros de 90,8 milhões em 2008.
O EBITDA da empresa ter-se-á fixado em 134 milhões de euros nos últimos três meses do ano passado. Os analistas lembram que não há um comparativo com os valores do quarto trimestre de 2007, uma vez que a EDP Renováveis só se autonomizou da EDP-Energias de Portugal após um IPO realizado em Junho de 2008.
A média das estimativas dos analistas para o cômputo do ano de 2008 aponta para um lucro de 90,8 milhões de euros e um EBITDA de 440,9 milhões de euros contra, respectivamente, 3,9 milhões de euros e 229,6 milhões de euros em 2007. "
A EDP Renováveis viveu um dos trimestres mais ventosos do ano no quarto trimestre, com os 'load factors' a atingirem 40% nos EUA e 28% na Europa. Além das excelentes condições de vento, a maioria do reforço de capacidade ocorreu neste trimestre", afirma José Fernandez, numa nota do BNP Paribas.
A EDPR anunciou, no final de Janeiro, que a produção de electricidade através de energia eólica subiu 78% para 7.804 giga watts (GW) em 2008.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

QUERO POUPAR ENERGIA

DUCHE
Dois minutos a menos poupam 40 litros de água por dia.
AR CONDICIONADO
Um grau a menos no Inverno e outro a mais no Verão baixam a conta da electricidade.
RECICLAGEM
Separar papel, vidro, plástico e alumínio diminui em 75% o volume de resíduos que vai para os aterros sanitários.
COMPOSTAGEM
Utilize os resíduos orgânicos para fazer adubo natural; ajuda o seu jardim e reduz a quantidade de lixo enviado para os aterros.
MICRO-ONDAS
Sempre que possível, prefira o micro-ondas em vez do forno, que gasta 4,8 vezes mais energia.
FRIGORÍFICO
Abra a porta só durante o tempo necessário e organize-se para tirar ou guardar tudo de uma vez.
FOGÃO
Utilize o tacho adequado ao bico do seu fogão.
LIXO
Utilize os sacos de plástico das compras para forrar o caixote do lixo.
LAVAR OS DENTES
Não deixar a torneira aberta enquanto lava os dentes, permite poupar até 19 litros por dia.
FAZER A BARBA
Com idêntico procedimento, as poupanças serão ainda mais significativas.
SANITA
Coloque uma garrafa de água dentro do autoclismo, para reduzir o volume de descarga.
LÂMPADAS
Substitua as lâmpadas convencionais por outras de baixo consumo. Deslique as luzes exteriores durante a noite.
FUMAR
Use fósforos de papelão em vez de madeira. evite os isqueiros, que são feitos de plástico e gastam gás.
AUTOMÓVEL
Evite deixar o motor a funcionar quando o carro está parado (polui 20 vezes mais do que a 50 km/h)
PILHAS
Compre pilhas recarregáveis, são mais caras, mas podem durar o equivalente a 1000 das outras.
MULTIBANCO
Peça recibo só quando for absolutamente necessário. Poupa muito papel e salva árvores.
CONTAS
Adira à factura electrónica se possível, outra forma de poupar papel.
TV
Desligue o aparelhoa quando não está a usar; mesmo em stand-by gasta energia. Uma tomada múltipla com interruptor permite desligar vários aparelhos com um único gesto.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Vento e Água são tábua de salvação para Portugal sair da crise

A aposta nas energias eólicas e nos recursos hídricos foi reiterada, esta quarta-feira, por José Sócrates que considerou incontornável o facto das energias renováveis serem a «tábua de salvação» para a economia portuguesa poder sair da actual crise.
O primeiro-ministro afirmou que o reforço do investimento público irá para a área das energias renováveis, de forma a poder haver uma resposta para a crise financeira que o país atravessa neste momento.
«Qualquer que seja o Governo, tenha a cor política que tiver, procura áreas de investimento para reforçar o investimento público, e uma das áreas onde é mais claro o investimento dos Estados é a da energia. É por isso que vamos continuar com este projecto, de reforçar o investimento na área energética», considerou.
José Sócrates mostrou-se ainda determinado no investimento na construção de novas barragens.
«Portugal é o país da Europa que mais potencial hídrico tem por explorar, e, apesar de sabermos que temos de ter muito cuidado na construção de barragens, a verdade é que temos de fazer esse investimento para que Portugal possa também beneficiar dessa fonte de energia renovável», afirmou.
O primeiro-ministro considerou «a energia eólica e a energia hídrica, como o coração, a parte central do desenvolvimento que vamos fazer nos próximos anos».

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Ministério da agricultura financia investimentos na produção de energias renováveis nas explorações agrícolas

O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas apoia os investimentos na produção de energias a partir de fontes renováveis e melhoria da eficácia energética nas explorações agrícolas através de uma ajuda pública de 15 milhões de euros.
Deste modo, qualquer pessoa, individual ou colectiva, que exerça a actividade de gestão de uma exploração agrícola pode candidatar-se, através do Programa Operacional Agricultura e Desenvolvimento Rural à aquisição e instalação de equipamentos que visem a eficiência energética e utilização de energias renováveis, particularmente painéis fotovolotáicos, aero-micro geradores, bombas e motores.
Os interessados devem apresentar as suas candidaturas até 31 de Março de 2009, sabendo que terão direito a um subsídio não reembolsável até 50% do investimento elegível.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Workshop em Loulé sobre investimento nas energias renováveis

“Microgeração – Oportunidades de Investimento nas Energias Renováveis” é o tema de uma workshop no próximo dia 2 de Março, no auditório da ExpoAlgarve – NERA, na Zona Industrial de Loulé, dirigido a empresas, unidades hoteleiras e ao público em geral.
Integrada na Rede “Algarve Central”, a iniciativa tem em vista a sensibilização para a necessidade de se implementarem novas atitudes e procedimentos de redução dos consumos energéticos e o estímulo à eficiência energética.
O workshop arranca pelas 14:30 horas com a sessão de abertura pelo presidente da Autarquia de Loulé, Seruca Emídio, e José Leite Pereira, director regional de Economia (presença a confirmar). Pelas 14:45 horas, Renato Romano, da direcção geral de Energia e Geologia, apresenta o tema “A Microgeração”. Segue-se, às 15:20 horas, uma exposição da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Algarve relativa ao “Financiamento para aquisição de equipamentos”. Às 15:40 horas, José Oliveira, da AREAL, e João Vargues, da Câmara Municipal de Faro, vão falar sobre “Experiências de implementação de sistemas de microgeração”, seguindo-se um debate. A iniciativa encerra às 16:30 horas com contactos com empresas fornecedoras de serviços nesta área (a organização vai disponibilizar um espaço às unidades instaladoras certificadas para que divulguem os serviços das suas empresas).
As inscrições são gratuitas e devem ser efectuadas para a Divisão de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal de Loulé através do e-mail dads@cm-loule.pt ou pelo telefone (289 400 890), até ao dia 26 de Fevereiro.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Central de Alqueva permite aumentar autonomia energética de Portugal

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, no Alentejo, vai permitir "aumentar a autonomia energética" de Portugal e reduzir a dependência do petróleo.
"É um investimento dirigido para o nosso futuro, para que possamos depender mais das energias renováveis e não depender tanto do petróleo", declarou José Sócrates, durante uma visita às obras de construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva.
Em 2007, a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) e a EDP assinaram um contrato para a exploração da central hidroeléctrica de Alqueva.
A EDIA recebeu um encaixe financeiro imediato de 195 milhões de euros e vai receber da EDP uma renda anual de 12,6 milhões de euros durante os próximos 35 anos.
Ao abrigo do contrato, a EDP está a construir uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, que vai permitir duplicar a capacidade instalada (de 260 para 520 Megawatts), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A nova central, que deverá começar a funcionar em Dezembro de 2011, na sequência de um investimento total de 160 milhões de euros, vai ter uma produção média anual de 470 gigawatts/hora, o suficiente para abastecer 300 mil pessoas e evitar 235 kilotoneladas de emissões de CO2 por ano.
A obra vai permitir criar 450 postos de trabalho directos.
"Para um país que dependia e depende tanto do petróleo, era realmente um erro (Portugal) não aproveitar o seu potencial hídrico" para produzir energia", declarou José Sócrates, acompanhado pelos ministros da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e da Agricultura, Jaime Silva.
Nesse sentido, garantiu, que Portugal aposta no aproveitamento da energia hidroeléctrica.
Depois dos investimentos nas barragens do Picote, Bemposta e Alqueva, José Sócrates garantiu que Portugal vai continuar a fazer reforços do potencial instalado noutras barragens para que o país "possa depender menos do petróleo e depender mais de si próprio, das energias renováveis.
Sete anos após o fecho das comportas da barragem, o projecto Alqueva produz energia, está pronto para abastecer 70 mil habitantes e poderá regar 24 mil hectares na próxima campanha de rega, prevendo atingir 110 mil até 2013.
Após 12 anos de obras e sete a encher a albufeira, o projecto, considerado estruturante para o Alentejo, já envolveu um investimento superior a 1.430 milhões de euros, distribuído pelas valências agrícola, hidroeléctrica e de abastecimento público.
A albufeira de Alqueva, localizada no "coração" do Alentejo, no rio Guadiana, começou a encher a 08 de Fevereiro de 2002 e, actualmente, está a 81,8 por cento da sua capacidade total, à quota de 148,37 metros.
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) prevê concluir o projecto global até 2013, depois de inicialmente previsto para 2025, revista para 2015 e, entretanto, antecipada em dois anos.
No que respeita à energia, além das centrais de Alqueva e do Pedrógão, concessionadas à EDP, a empresa gestora do Alqueva prevê instalar sete pequenas centrais hidroeléctricas (Pisão, Alvito, Odivelas, Vale do Gaio, Roxo, Serpa e uma central reversível na Estação Elevatória dos Álamos), com uma potência total superior a 21 megawatts (MW).
A primeira destas centrais, instalada na barragem do Pisão (Beja), está concluída, estando a decorrer as empreitadas de construção das centrais de Serpa, Alvito, Roxo e Odivelas.
Após o contrato de concessão celebrado com a EDIA, a EDP já iniciou as obras para duplicar a capacidade instalada da central hidroeléctrica de Alqueva (de 260 para 520 MW), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A EDIA aposta ainda noutras fontes de energia renovável e instalou, numa área com cerca de 2.000 metros quadrados, localizada junto à barragem de Alqueva, uma central com 65 Kilowatts pico, com uma produção anual de 120 MW e em exploração há dois anos.
O projecto global de Alqueva obrigou à construção de uma nova povoação para alojar os cerca de 400 habitantes da aldeia da Luz e implicará, segundo a nova programação, um investimento total acumulado de 2.363 milhões de euros, até 2013.
Alqueva já é o maior lago artificial de Portugal e, quando atingir a capacidade total de armazenamento, à cota de 152 metros, será o maior da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Criada a Agência Internacional para as Energias Renováveis

75 estados fundaram, a Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), em Bona, na Alemanha. Desde os anos 90 que a Eurosolar e a WCRE têm vindo a promover de forma contínua a IRENA. O governo alemão iniciou o processo que levou agora à fundação da agência. Quase 400 representantes de 120 países, entre os quais 43 ministros, fizeram parte da conferência fundadora.

De acordo com Hermann Scheer, presidente da Eurosolar, «a IRENA irá impulsionar a utilização global de energias renováveis e acelerar a sua introdução. Agora esta agência poderá começar o seu trabalho sem atrasos e criar as primeiras estruturas. Depois de 19 anos de preparação não podemos perder mais tempo».
Ao longo das duas últimas décadas, Hermann Scheer lutou constantemente pela criação de uma instituição política, sob a forma de uma organização governamental internacional para a energia renovável. «A IRENA irá proporcionar aconselhamento e apoio tanto para países industrializados, como para países em desenvolvimento, de modo a facultar uma rápida introdução das energias renováveis. Para além disso, irá oferecer aconselhamento político, de forma prática e concreta, acelerar a transferência de tecnologia e facilitar o acesso aos mecanismos de financiamento», afirma Scheer.
O governo alemão convidou todos os Estados-membros das Nações Unidas para a conferência fundadora, em Bona. Entre os 75 estados fundadores encontram-se Espanha, Portugal, Dinamarca, França, Turquia, os Emirados Árabes Unidos, os países Escandinavos, o Egipto, a Índia, o Chile, a Colômbia, a Nigéria e o Quénia.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Energias renováveis fazem parte da solução para a crise

O Ministro do Ambiente diz que a resolução da crise económica pode passar pela criação de um novo tipo de economia menos dependente do carbono.

Nunes Correia diz que o combate às alterações climáticas pode ser uma arma para travar a nova crise.
“As crises criam espaço para novas soluções, para oportunidades (…) e estas são áreas de uma economia imergente que temos que construir. Isto é, o problema das alterações climáticas - e uma área em Portugal já hoje tão importante como as energias renováveis - fazem parte da solução para a crise económica” – sublinhou o ministro, ouvido ao final da manhã em Lisboa, à margem de uma conferência sobre Psicologia e Alterações Climáticas.
Hoje, a Comissão Europeia decide novos passos para a concretização do pacote de medidas para energia e clima e apresenta a estratégia negocial para a Cimeira de Copenhaga, que em Dezembro deve rubricar o Protocolo Pós-Quioto.

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Al Gore subscreve plano de Obama para as alterações climáticas

Al Gore destacou a necessidade de pôr em marcha o plano de recuperação económica de Barack Obama para vincar a urgência da resposta às alterações climáticas do planeta. O prémio Nobel da Paz pela sua actividade na defesa do ambiente frisou que as questões estão interligadas reforçando que os Estados Unidos passem a ter um sistema de licenciamento de emissões de dióxido de carbono.
«Durante anos que os nossos esforços para lidar com a crescente crise climática foram condicionados pela ideia de que devemos escolher entre o nosso planeta e o nosso modo de vida. De facto, as soluções para a crise climática são exactamente as mesmas que responderão também às nossas crises económica e de segurança nacional», referiu Al Gore citado pela agência Reuters.
Al Gore deu conselhos ambientais a Obama
O político que mais celebrizou «Uma Verdade Inconveniente» (galardoado com um «Óscar» da Academia de Holywood para melhor documentário em 2007) falou nesta quarta-feira durante uma sessão do novo Congresso dos Estados Unidos. Gore enalteceu o plano de Obama de investimento na eficiência energética, nas energias renováveis, nos carros menos poluentes e na construção de uma grelha nacional para potenciar as energias renováveis.
O caminho de Gore é claro: «Dar um novo fôlego à nossa economia, restaurar a liderança económica e moral da América no mundo e recuperar o controlo do nosso destino». O antigo vice-presidente de Bill Clinton quer que os EUA cheguem a Copenhaga (em Dezembro deste ano) «com autoridade renovada para liderar o mundo no estabelecimento de um justo e efectivo tratado» sobre alterações climáticas a vigorar a partir de 2012.
«Obama está empenhado»
É nessa data que termina o vigente Protocolo de Quioto que os EUA nunca ratificaram alegando desfavorecimento em relação às economias em crescimento (que não têm limites estabelecidos para as emissões de CO2). A administração de Obama, no entanto, está determinada a inverter a posição e propõe que os EUA passem a ter um sistema de licenciamento de emissões dos gases com efeito de estufa.
O plano do novo presidente dos Estados Unidos já foi aprovado por este Congresso que ouviu Al Gore e precisa agora de ser aprovado pelo Senado. O senador John Kerry frisou a «séria» urgência dessa aprovação no seguimento do que falou com Obama em Dezembro passado, após a conferência sobre alterações climáticas de Poznan: «Ele está empenhado em fazer as coisas acontecerem. Ele vai exercer a sua liderança e gastar capital na questão.»

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Alta de Lisboa recebe projecto de Microprodução Solar

O condomínio dos Jardins de São Bartolomeu, na Alta de Lisboa, tem em curso o projecto (já totalmente instalado e certificado pela Certiel) para instalação de 16 unidades de microprodução de electricidade através de energia solar (painéis fotovoltaicos).
Com este projecto, o condomínio torna-se o maior microprodutor em Portugal ao nível residencial, com um potencial de mais de 50 mil euros por ano de receitas pela venda de energia. Com uma produção de cerca de 80 MWh/ano de electricidade, o condomínio poderá contribuir para o cumprimento dos objectivos nacionais de energias renováveis, bem como de redução de gases com efeito de estufa, já que evitará a emissão de 38 toneladas de CO2 equivalentes.
Esta iniciativa pioneira, promovida pelos moradores do condomínio, enquadra-se no programa “Renováveis na Hora”, que tem por objectivo a promoção da microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis de energia.
A instalação foi concluída em Dezembro de 2008 prevendo-se a entrada em operação para este mês de Janeiro.

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

PORTUGAL É TERCEIRO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS

Aposta na produção de energias renováveis dá a Portugal um terceiro lugar no ranking dos países europeus. Energia eólica domina a produção.
Segundo dados revelados pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), em complemento da análise feita nos finais de 2006, Portugal apresenta-se em terceiro lugar no grupo de países da Europa que produzem mais energia vinda de fontes renováveis.
Nos últimos dados lançados pela DGEG, no total de energia consumida em Portugal, 42% teve origem em produções renováveis.
Foi igualmente notório até ao terceiro trimestre deste ano, um aumento de cerca de 9% na produção de energia vinda da força do vento, em comparação ao mesmo período do ano passado.
À frente de Portugal encontram-se a Áustria e a Suécia, num consumo de aproximadamente 60% energias de origem renováveis no total de consumo, com a utilização de energia hídrica, eólica, de biomassa e biogás.
Neste momento a energia eólica é a grande aposta de Portugal na produção de energia de fonte renovável.
Cada vez mais apresenta-se numa potência rentável para as zonas que beneficiam muitas horas de vento. No nosso país existem cerca de 157 parques eólicos, com um total de 1271 aerogeradores.
Os distritos com maior recurso vento foram, em 2007, Bragança, Guarda, Lisboa, Vila Real, Santarém, Porto, Viana do Castelo e Aveiro.

Segunda-feira, 26 de Janeiro de 2009

ESTATÍSTICAS SOBRE AQUECIMENTO GLOBAL

GLOBAL Temperature Anomalies (GISS) - mais dados

Global Surface Temperature Anomalies (NOAA)

UAH lower troposphere anomalies

UAH mid-troposphere anomalies

Sea Ice Index

Mauna Loa Observatory CO2 concentrations

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Novo secretário da Energia dos EUA vê oportunidade no "carvão limpo"

Steven Chu, a escolha de Barack Obama para secretário da Energia, afirmou que os Estados Unidos têm a "oportunidade" de desenvolver tecnologias que queimarão carvão com menos emissões de gases com efeito de estufa."
Sinto que se trata não apenas de uma oportunidade. Os EUA, com a sua excelente liderança tecnológica, deveriam aproveitar a ocasião para desenvolverem esta área", afirmou Chu, citado pela Bloomberg.
Num discurso feito em 2007, Chu disse que o contínuo uso de carvão era o seu "pior pesadelo". A sua ideia é ajudar a determinar o papel do carvão, numa Administração que pretende reduzir as emissões de gases com efeito de estufa – que contribuem para o aquecimento global.
O Departamento norte-americano da Energia tem um orçamento de 24 mil milhões de dólares e conta com 115.000 funcionários. No ano passado, este departamento cancelou um projecto no Illinois para a construção de uma central movida a carvão, sem emissões poluentes, justificando a decisão com a forte subida de custos. A construção da central estava avaliada em 1,8 mil milhões de dólares.
Alguns membros do Congresso têm apelado a um maior investimento governamental em tecnologia capaz de sequestrar e armazenar o dióxido de carbono libertado da queima do carvão.
Obama quer duplicar o uso de energias renováveis nos próximos três anos, meta que o CEO da Exxon Mobil, Rex Tillerson, considera bastante “desafiante”, atendendo aos condicionalismos a nível de tecnologia e fabrico.
Steven Chu foi galardoado com o Prémio Nobel da Física em 1997, devido ao seu trabalho com lasers.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

EDP RENOVÁVEIS CUMPRIU OBJECTIVO PARA 2008

A EDP Renováveis, empresa de energias renováveis do grupo EDP - Energias de Portugal (que controla a EDP Energias do Brasil) fechou o ano 2008 com 1.413 megawatts (MW) de nova capacidade instalada. "Ao atingir o seu objectivo anual, a empresa demonstra a sua credibilidade para cumprir os objectivos anuais a que se propõe. A EDP Renováveis começa assim 2009 com um portfolio superior a 5.000 MW em operação", informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Durante 2008, a EDP Renováveis aumentou a sua capacidade instalada na Europa em 744 MW e nos Estados Unidos da América (EUA) em 669 MW. Na Europa, ao longo do quarto trimestre, a EDP Renováveis instalou 348 MW em Espanha, 36 MW em Portugal sendo os restantes 88 MW no resto da Europa. Por ser um novo mercado, a empresa destaca os 47 MW instalados na Bélgica.
Já nos EUA, a EDP Renováveis instalou no último trimestre do ano passado 426 MW. Foram concluídos os parques eólicos de Meridian Way (201 MW), Pionner Prairie I (21 MW) e Rattlesnake (103 MW) e foram parcialmente instalados os parques de Pionner Prairie II (94 MW de um total de 102 MW) e de Wheatfield (6 MW de 97 MW), informou a EDP Renováveis num documento com os dados operacionais provisórios de 2008.
No ano passado a electricidade produzida pela EDP Renováveis subiu 78%, para 7.804 gigawatts/hora (GWh). Em Portugal, o maior mercado do grupo na Europa, o aumento foi de 40%. Em Espanha a EDP Renováveis registou uma subida de 28% da electricidade produzida e no resto da Europa cresceu 100%, ou seja, duplicou. Nos EUA, o maior mercado da EDP Renováveis, por via da Horizon, a produção de electricidade subiu 167%, para 3.907 GWh, dando ao mercado norte-americano mais peso que toda a produção na Europa (3.898 GWh).

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

ABU DHABI QUER SER A MECA DAS RENOVÁVEIS

Para não perder o posto de um dos principais fornecedores de energia do mundo, os Emirados Árabes Unidos - região repleta de petróleo - prometem investir bilhões de petrodólares em novas tecnologias que substituam os combustíveis fósseis. A intenção do país, que tem como capital Abu Dhabi (o mais rico dos sete Emirados), é não ficar à mercê das variações nos preços do petróleo, que é a base da sua economia, e tão pouco correr o risco de ver suas reservas se esgotarem.
Para provar o potencial do país nas energias renováveis o país realiza, desde o ano passado, a maior feira sobre energias alternativas do mundo, a World Future Energy Summit (que teve sua segunda edição iniciada ontem). O evento reúne empresas de todos os tamanhos e dos mais diversos países. Os expositores árabes, por sua vez, salientam o potencial do país e ecoam: "Aqui há muitos jovens, os impostos são baixos e a mão-de-obra é barata (principalmente porque atraímos muitos estrangeiros como indianos e kenianos), nossos recursos naturais são imensos e temos capital para investir", afirmam.

A Masdar City, cidade que está sendo financiada pela estatal Abu Dhabi Future Energy Company, é o melhor exemplo de um investimento agressivo em renováveis. Trata-se de uma cidade futurística, que está sendo construída em Abu Dhabi, e totalmente projectada para não emitir gases que provocam o efeito estufa. Ao circular pela World Future Energy Summit, os visitantes podem conhecer inúmeros projectos que estão sendo aplicados na nova cidade. Automóveis eléctricos, placas fotovoltaicas mais eficientes e até cimento ecologicamente correcto estão expostos. "Projetamos um carro híbridos justamente para andar nas ruas da Masdar City, que terão apenas três metros de largura", conta Rein Kielstia, diretor da 2GetThere, empresa contratada pela estatal de Abu Dhabi para desenvolver o projeto. O carro, com cerca de dois metros de comprimento e um de largura não possui direcção. "Temos um pequeno painel dentro do veículo do qual basta você digitar o seu destino e ele te leva", conta Kielstia. Dentro do carro há dois bancos, um de frente para o outro, em cada um deles cabem três pessoas. "Três sentam em um banco e três no outro, sem se preocuparem com o trânsito ou o caminho, as pessoas podem ir conversando tranquilamente", descreve o responsável pelo projecto.
Masdar City
A Masdar City é fruto de uma inovadora cooperação internacional e tem por objectivo criar uma cidade perto de Abu Dhabi com uma área de 6 quilômetros quadrados para uma população de 50 mil habitantes, livre de emissões de carbono e sem recurso ao petróleo. As principais fontes de energia são a solar e a eólica, em casas projectados com uma proximidade tal que permitam criar sombras uns sobre os outros como forma de diminuir o impacto das altas temperaturas que o deserto à volta produz.
FONTE: Gazeta Mercantil

Segunda-feira, 19 de Janeiro de 2009

ESTATÍSTICAS DE ENERGIA

Relatório do Mercado de Combustíveis
Preço da gasolina em Portugal (MaisGasolina)
Preços dos combustíveis em Portugal (DGEM)
Séries temporais (petróleo e derivados nos mercados internacionais)
Preço da gasolina nos Estados Unidos (por condado)
Preço do Petróleo
Centro de informação REN (consumo e produção de energia em Portugal)

Domingo, 18 de Janeiro de 2009

CÂMARA DE LISBOA INVESTE EM PAINÉIS SOLARES E JÁ VENDE ENERGIA

Município tem 31 pontos de microgeração em prédios de habitação social, creches e escolas.
A Câmara de Lisboa já investiu 700 mil euros na criação de sistemas de microgeração em 23 edifícios e em oito estabelecimentos de ensino.
Em poucos anos, a venda de energia pode render ao município 155 mil euros por ano.


Apenas uma das oito escolas, a nº 117, no Bairro da Flamenga, já vende energia desde o final do mês de Outubro, mas a ideia é certificar os painéis que existem e ligá-los à rede, para que possam também render dinheiro. Isto no imediato, uma vez que o objectivo é alargar o projecto.
A microgeração em Lisboa é a resposta ao incentivo criado pelo Governo à microprodução de energia por particulares. A autarquia escolheu oito escolas, abrangendo 2904 pessoas (entre alunos, professores e auxiliares), 22 edifícios habitacionais (que totalizam 494 fracções e 1729 moradores) e o edifício-sede da Gebalis, empresa municipal que gere os bairros sociais e que tem também instalado um equipamento solar-térmico que alimenta todas as seis casas-de-banho do edifício.
António Costa, presidente da Câmara Municipal de Lisboa, espera ter o retorno do investimento feito até agora (500 mil euros nos edifícios e 200 mil nas escolas) dentro de oito a dez anos. E pretende, nos próximos dois anos, estender o projecto a mais 23 escolas da cidade. "É um contributo muito importante para uma maior eficiência energética", frisou ontem o autarca, durante a apresentação dos projectos em curso na área da microgeração de energia eléctrica e de aproveitamento das energias renováveis na cidade de Lisboa. "As energias renováveis serão as questões centrais deste século", acrescentou.
Na sua óptica, a redução das emissões poluentes passa por um grande investimento em eficiência energética, redução do tráfego automóvel, uso do transporte público, além do investimento em microgeração. "A Câmara e as empresas têm que estar na primeira linha a dar o exemplo", defendeu.
De acordo com Luís Natal Marques, presidente da Gebalis, a empresa municipal gastou, em 2007, mais de um milhão de euros em electricidade, gasto que se prendeu apenas com os espaços comuns dos bairros municipais. Por isso, sublinhou que a instalação dos painéis solares será fundamental para reduzir a factura com a EDP, vendendo energia e fazendo um encontro de contas.
Se as condições climatéricas ajudarem, a microgeração nos edifícios poderá render, por ano, cerca de 80 mil euros. As oito escolas, poderão render, por sua vez, 26 mil euros, assegurou o responsável da Gebalis. Quando o projecto se estender a mais 23 escolas, os ganhos anuais poderão subir até aos 75 mil euros.
Segundo Luís Natal Marques, o projecto de microgeração em curso tem benefícios sociais, económicos e ambientais. Explicou que a produção média estimada de energia por ano, por instalação, é de 5110 kwh/ano, acrescentando que evita a emissão anual de cerca de duas toneladas de CO2 por ano, por sistema instalado.
Para as escolas, foram tidos como critérios de escolha as características adequadas de construção e arquitectura, avaliação de possibilidades de correcta orientação solar e as condições de segurança. Critérios idênticos foram utilizados para a selecção dos edifícios, a que se juntou ainda um outro requisito: não ter registo de actos de vandalismo.

Sábado, 17 de Janeiro de 2009

3.ª EIDÇÃO DA PÓS-GRADUAÇÃO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS EM EDIFÍCIOS

A Escola Superior de Tecnologia de Setúbal, do Instituto Politécnico de Setúbal, promove a 3.ª edição da Pós-Graduação em Energias Renováveis em Edifícios de 6 de Fevereiro a 20 de Novembro de 2009. Com o objectivo de formar técnicos com grau académico superior, nas áreas de Engenharia, Arquitectura e Gestão, e que permita desenvolver conhecimentos na área das energias renováveis em edifícios, o curso vai ser leccionado às sextas-feiras das 14 às 20h30, num total de 250 Horas.


Tendo como destinatários técnicos com formação académica superior nas áreas da Engenharia, Arquitectura ou Gestão, a Pós-Graduação em Energias Renováveis em Edifícios tem como objectivo permitir formar técnicos com grau académico superior, nas áreas de Engenharia, Arquitectura e Gestão, e permitir desenvolver conhecimentos na área das energias renováveis em edifícios em diversas aplicações, nomeadamente habitações, edifícios de serviços, hospitais e hotéis, de forma a promover a implementação deste tipo de energias. Pretende-se que os formandos adquiram conhecimentos que permitam desenvolver estudos de viabilidade técnica e financeira, estudos de implementação, manutenção de sistemas e promoção de tecnologia. A primeira edição do curso esteve integrada no projecto europeu "Building and Energy Systems and Technologies in Renewable Energy Sources Update and Linked Training - Best Results", financiado pela Executive Agency for Competitiveness and Innovation (EACI). Nesta edição dá-se continuidade à anterior edição baseando-se na mesma estrutura e na experiência entretanto adquirida.

Quarta-feira, 14 de Janeiro de 2009

CHINESES CONSTRUIRÃO USINA SOLAR COM 30 MW

As duas empresas chinesas China Technology Group Corp. e a empresa privada New Energy Group anunciaram planos de construir uma usina solar com capacidade de 30 MW no noroeste da China que poderá, um dia, tornar-se a maior construção fotovoltaica do mundo. Ambas as companhias irão iniciar a construção da estação solar na base de Qaidam com um investimento inicial de US$ 150 milhões.
A usina deverá gerar 1 GWh, porém as empresas não estabeleceram um prazo para o término do projecto. A China Techonology Group Corp declarou que o governo chinês estabeleceu Qaidam como uma Zona Económica Especial Experimental em 2005 para projectos de energias renováveis. A zona abrange uma área de 256 mil quilómetros quadrados, um vasto deserto onde a usina será instalada. "O ambicioso plano de construir uma usina solar com uma escala dessa representa um passo significativo para nossa província. Isso também reflecte o compromisso assumido por nosso governo para responder aos desafios colocados pelas alterações climáticas e energias renováveis com confiança.", disse Luo Yulin, vice-governador de Qaidam.

Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

O NOVO NEGÓCIO DE VENDER QUOTAS DE POLUIÇÃO

Os génios dos "valores virtuais" descobriram que é possível vender, comprar e trocar quotas de poluição, e estão a fazer disso um novo negócio. Conclusão, as políticas de protecção do ambiente assim avançam a passo de caracol.
Enquanto isto, os cépticos do aquecimento global adiam soluções, e em Portugal a crise económica vai ser pretexto para "acimentar" as reservas naturais. Afinal, a quem interessam as cobras e os mosquitos?
Há algumas contas que se conseguem fazer mesmo sem ter tirado um curso superior de Matemática. Aqui está um exemplo: com a aprovação do programa conhecido por 20-20-20, a UE desenhou três grandes metas para o ano 2020: reduzir em 20% as emissões de gases com efeito estufa, garantir que 20% da energia consumida seja oriunda de fontes renováveis e aumentar em 20% a eficiência no uso da energia.
A conta que proponho para 2009 é muito simples: faltam agora 10 anos (mais uns trocados) para a data limite e, por isso, se dividirmos os objectivos por 10 teremos aquilo que é preciso fazer no próximo ano, ou seja, reduzir em 2% as emissões, pedir às energias renováveis mais 2% e finalmente exigir dos consumidores de energia mais 2% de eficiência. Parece fácil? Vamos lá começar por apagar a luz que ficou acesa.


Passos de caracol
Com as fábricas de automóveis a parar a produção e as de calçado a mudarem-se para a China, a Europa fica com poucas ocupações rentáveis. Já se percebeu que isto de vender acções e dinheiro que na verdade não existe, é chão que já deu uvas. Imaginaram-se, então, outros valores virtuais. Foi aí que alguém se lembrou de aproveitar as necessidades de redução de gases de efeito estufa, para "inventar" que os direitos de poluir também se podiam comprar, vender e trocar. O negócio pegou e atinge hoje milhões de dólares, ultrapassando logo no seu primeiro ano a venda de hipotecas de barracas nos subúrbios das cidades americanas. E em 2009 vai surgir ainda mais um mercado: a possibilidade de trocar certificados verdes, ou seja, negociar o uso e desenvolvimento de fontes de energias renováveis.


É complicado? Não, é muito simples - o país A tem de aumentar o uso de energias alternativas, mas não está para isso nem quer investir nesse campo. Por outro lado, o país B, que tem imenso vento na costa, produz mais do que aquilo a que é obrigado. Vai daí, na folha de cálculo final, transfere-se um número de uma coluna para a outra e… já está. Entretanto, numa outra folha com os extractos bancários, passa-se uns milhões de euros, mas no sentido inverso. Todos ficam bem, porque os objectivos aparentemente foram cumpridos, excepto a protecção do Ambiente que avança a passo de caracol.

Sábado, 10 de Janeiro de 2009

MAIOR CENTRAL FOTOVOLTAICA DO MUNDO JÁ ESTÁ A FUNCIONAR NA AMARELEJA

A ACCIONA Energía colocou em funcionamento o parque solar fotovoltaico da Amareleja (Moura), o maior em todo o mundo com este tipo de tecnologia, após um tempo recorde de construção de 13 meses.
Com 46 MWp de potência, representa um investimento de 261 milhões de euros. A instalação produzirá 93 milhões de kWh, energia suficiente para suprir o consumo de mais de 30 mil lares portugueses, e evitará a emissão de 89.383 toneladas anuais de CO2.

Com este projecto, a ACCIONA – Companhia de referência mundial em energias renováveis – reforça a sua liderança internacional em energia solar. Em Espanha, a empresa tem já instalados 68 MW fotovoltaicos e 100 MW termosolares em construção, e é ainda proprietária, nos EUA, da maior estação solar termoeléctrica (64 MW) instalada nos últimos 17 anos.

250 hectares de área

A central solar fotovoltaica de Amareleja pertence na totalidade à ACCIONA, que adquiriu em Janeiro de 2007 as acções da sociedade proprietária dos direitos de instalação (Amper Solar) aos seus accionistas de então: Câmara Municipal de Moura (88%), Comoiprel (2%) e à consultora Renatura Networks.Com (10%).
A central ocupa uma área de 250 hectares na freguesia de Amareleja, concelho de Moura, e é constituída por 2.520 seguidores solares “Buskil”, de tecnologia ACCIONA, cada um com 140 m2 de superfície (13 metros de comprimento por 10,8 metros de altura).
Cada seguidor solar alberga 104 módulos de silício policristalino, de 170 e 180 Wp de potência, o que significa um total de 262.080 módulos fotovoltaicos no conjunto da central solar.
Os seguidores desenvolverão um movimento azimutal de 240º de volta seguindo a parábola do sol, com uma inclinação fixa de 45º. Os seguidores solares azimutais são dispositivos mecânicos que orientam os painéis solares perpendiculares ao sol, desde a alvorada, a leste, até ao poente, a oeste.
Os primeiros 3 MW foram instalados em finais de 2007, com ligação provisória em Março de 2008.
Durante o ano de 2008 foi feita a instalação do restante campo solar e, paralelamente, a construção da linha de evacuação de electricidade, concluída a semana passada com a ligação da central à rede.

Construída pela ACCIONA Solar

A ACCIONA Solar – filial da ACCIONA Energía - foi a empresa responsável pela construção da central, onde trabalharam em média 150 pessoas, chegando-se a um máximo de cerca de 500 trabalhadores em determinados períodos temporais.
A ACCIONA Solar – empresa líder em instalações solares - já instalou 68 MWp em Espanha, sobretudo nas chamadas “hortas solares”, conceito criado e registado pela empresa.
Mais de 3.500 proprietários investiram já cerca de 456 milhões de euros neste tipo de instalações fotovoltaicas.

Cumprimento de objectivos em Portugal

A central solar fotovoltaica de Amareleja (Moura) contribuirá para o cumprimento dos objectivos definidos pelo Programa E4 de Eficiência Energética e Energias Renováveis aprovado pelo Governo português, bem como para cumprir com os compromissos assumidos por Portugal quanto à redução da emissão de gases com efeito estufa.
No que se refere à questão fotovoltaica, o objectivo português é de 150 MW, contribuindo a Central de Moura com 30% deste valor.
A instalação alentejana criará ainda riqueza e postos de trabalho a nível local e será uma referência no desenvolvimento da energia solar.

Terça-feira, 6 de Janeiro de 2009

CERTIFICADO DE EFICIÊNCIA ENERGÉTICO JÁ É OBRIGATÓRIO

O certificado de eficiência energética para vender ou arrendar casa passou a ser obrigatório desde o inicio de 2009.
O certificado, que terá de existir sempre que houver uma transacção comercial, tem de ser passado por um técnico reconhecido pela Agência para a Energia e pode chegar a custar, no caso de uma residência particular, mais de 200 euros.
A certificação energética permite aos futuros utilizadores obter informação sobre os consumos de energia potenciais, no caso dos novos edifícios ou no caso de edifícios existentes sujeitos a grandes intervenções de reabilitação, dos seus consumos reais ou aferidos para padrões de utilização típicos, passando o critério dos custos energéticos, durante o funcionamento normal do edifício, a integrar o conjunto dos demais aspectos importantes para a caracterização do edifício.
Nos edifícios existentes, a certificação energética destina-se a proporcionar informação sobre as medidas de melhoria de desempenho, com viabilidade económica, que o proprietário pode implementar, nos edifícios novos e nos edifícios existentes sujeitos a grandes intervenções de reabilitação, a certificação energética permite comprovar a correcta aplicação da regulamentação térmica em vigor para o edifício e para os seus sistemas energéticos.
Alexandre Fernandes, director-geral da Agência para a Energia explicou que, «Quando houver uma transacção comercial é obrigatório apresentar a certificação, nos edifícios residenciais. Nos edifícios de serviços, o enquadramento é ligeiramente diferente».
Do certificado, além da classificação energética da habitação, constam também sugestões para a tornarem mais eficiente, poupando-se assim na factura da energia.
Outra vantagem, para quem tiver um edifício/habitação bem classificado (com A ou A+) obterá benefícios fiscais em sede de IRS. «O edifício A ou A+ tem, em sede de IRS, uma dedução majorada em 10 por cento, ou seja, no crédito à habitação, os valores contraídos são majorados em 10 Por cento», esclareceu Alexandre Fernandes, adiantando: «Por outro lado, sempre que o proprietário do edifício inclua energias renováveis, 30 por cento desse valor é dedutível à colecta em termos de IRS».
A Agência para a Energia disponibiliza, na Internet, uma lista, com contactos, de todos os 800 especialistas existentes no país, habilitados a passar o documento.

Domingo, 4 de Janeiro de 2009

PROJECTO-PILOTO EM MOÇAMBIQUE

Escolinhas Rurais é um projecto que está a ser implementado em Moçambique para assegurar o abastecimento diário de água e luz às escolas do distrito de Namaacha, através da energia Solar.
Para já é experimental, mas no futuro pretende alargar o fornecimento de energias renováveis a outras escolas e estruturas de saúde africanas em que os Médicos do Mundo (MdM) operam.
O projecto é dos MdM, EDP e Efacec.

Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

PRIMEIRO VOO COMERCIAL COM BIODIESEL

Sete de janeiro de 2009 ficará para a história da aviação comercial como o dia em que, pela primeira vez, um avião levantará voo com 50% de biocombustível, neste caso biodiesel, produzido a partir de algas, jatrofa e pinheiro-manso.
Para a empresa, este teste pode ser um contributo decisivo para que o sector da aviação se junte ao esforço global de reução de emissões de CO2.
O Boeing 737-800, da Continental Airlines, será tripulado por pilotos de teste licenciados pela Federal Aviation Administration (FAA), não levará passageiros.

Sábado, 27 de Dezembro de 2008

PORTUGAL É O TERCEIRO

Na produção de energia a partir de fontes renováveis, o terceiro lugar na Europa é ocupado por Portugal ( a Suécia está em primeiro e a Áustria em segundo).
Apesar das inúmeras possibilidades, em especial no solar (temos o maior número de horas de sol por dia e o seu aproveitamento está muito aquém do seu potencial), a aposta nacional tem incidido na hídrica e na eólica. Os dados foram divulgados pela Direcção-Geral de Energia e Geologia (DGEG) e não obstante se referirem a 2006 são os mais recentes.
Mas o investimento em renováveis não estagnou: a energia eléctrica consumida no país em 2007 com origem em renováveis aumentou 12% em 2007 (em 2006 era de 30%, em 2007 subiu para os 42%). Por distritos, Bragança e Viseu são os que melhor aproveitam os seus recursos (o primeiro em hídrica, o segundo na hídrica e na eólica).
Ainda segundo a DGEG, no primeiro trimestre deste ano a produção de energia a partir do vento aumentou 9%, por comparação a igual período do ano anterior.

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

POUPAR ENERGIA EM TODA A CASA

Todos podemos contribuir para uma maior eficiência energética com pequenas acções quotidianas. E também os fabricantes, reduzindo o consumo em stand-by, por exemplo. Cada kWh poupado pode fazer a diferença.
Quando recebemos uma factura ao final do mês ou quando falta a luz descobrimos o quanto dependemos da energia eléctrica. Associado ao consumo voraz de energia, estão as alterações climáticas e o aumento do custo da electricidade e dos combustíveis. Este é um campo onde o consumidor pode desempenhar um papel muito importante. Podemos usufruir dos produtos e serviços, evitando gastos desnecessários. Uma das opções é aderir à tarifa bi-horária.
Cozinha
- Desligue a chama-piloto do esquentador quando não o utiliza, pois poupa dezenas de euros por ano. No Verão, baixe a temperatura da água do esquentador ou da caldeira.
- Ao cozinhar com as panelas ou tachos tapados, o gasto de electricidade ou de gás será menor. Desligue o bico antes de a comida estar cozinhada, pois o calor residual será suficiente para finalizar a cozedura. O mesmo se aplica ao forno.
- Aproveite ao máximo o sol e o vento, estendendo a roupa num estendal , e evitando a máquina de secar. Quanto às máquinas de lavar roupa e loiça, evite programas com temperaturas elevadas.
- Mantenha o frigorífico e o congelador com as portas fechadas, pois tal evita a acumulação de gelo e a entrada de calor. O frigorífico deve ter uma temperatura entre 3 e 5ºC e o congelador entre -18 e -24ºC.
- Prefira um aparelho (como frigoríficos ou máquinas de lavar) com uma etiqueta energética de classe A. O consumo é menor em 70% de electricidade do que um modelo de classe D.
Casa de banho
- Retire a escova de dentes eléctrica e a máquina de barbear da tomada, após estarem carregados.
- Pode gastar menos gás e poupar 80 mil litros de água por ano se tomar duche em vez de banho de imersão.
- As torneiras de fluxo reduzido podem diminuir para metade a abundância de água. Fechar a torneira enquanto faz a barba ou lava os dentes permite poupar água e energia até 50 por cento.
Sala
- Face às lâmpadas incandescentes , as economizadoras permitem poupar mais de 80% de energia. Embora mais caras, duram muito mais tempo, o que compensa o custo de aquisição. Quando já não funcionam, devem ser entregues a ecocentros. Desligue as luzes em divisões que não estão a ser utilizadas ou em zonas de passagem, como corredores. Tal pode significar uma redução em 25% do consumo energético anual.
- Desligue a televisão, o leitor de DVD e a aparelhagem directamente no aparelho, e retire da tomada a ficha do computador e dos periféricos.
- No Inverno, regule a temperatura dos radiadores ou do aquecimento central para 20ºC. Baixe a temperatura ou desligue o aquecimento durante a noite em períodos de ausência. Caso tenha um termóstato programável, a regulação poderá ser automática. Para o aquecimento central, as escolhas económicas são as caldeiras a gás natural ou o ar condicionado central. O ar condicionado é preferível aos tradicionais radiadores eléctricos.
Quarto
- As unidades exteriores de ar condicionado devem ser instaladas num local onde haja circulação de ar, sem estar exposto ao Sol. Feche as portas da divisão onde o ar condicionado está a funcionar, para não haver perdas energéticas. No Verão, mantenha as persianas o mais fechadas possível durante as horas de maior calor, para evitar que o ar condicionado trabalhe em esforço. Desligue os aparelhos quando ninguém estiver na divisão e limpe os filtros de 15 em 15 dias.
- Após carregar o telemóvel, retire o carregador da tomada.
- Prefira janelas com vidros duplos, que isolam do frio e do ruído. A caixilharia em madeira é melhor do que o alumínio tradicional. Se optar por este, a caixilharia deverá ter corte térmico. No Inverno, cortinas pesadas ou carpetes ajudam a conservar o calor no interior da casa.

Quarta-feira, 23 de Julho de 2008

FUTURE 4 PLANET

Hoje começamos uma nova secção "Future For Planet", com a primeira colecção de artigos sobre temas actuais ligados ao Ambiente, Energia e a tudo o que diga respeito sobre o futuro do nosso planeta Terra.


Terça-feira, 22 de Julho de 2008

Renováveis - Estatísticas Rápidas de Maio 2008

O total da potência instalada renovável atingiu 7 737 MW, no final de Maio de 2008.
O aumento de potência, relativamente a Abril, verificou-se na potência instalada eólica e fotovoltaica.

A produção total de energia eléctrica, a partir de FER, continua a decrescer, no período de Janeiro a Maio de 2008, relativamente a igual período de 2007, devido ao comportamento da sua componente hídrica. No entanto, nos dois últimos meses deste período, a produção hídrica foi 8% superior à verificada nos meses homólogos do ano anterior.
A produção eólica, de Janeiro a Maio de 2008, cresceu 47% relativamente a igual período de 2007. Em Maio a produção foi 4% superior à registada no mês homólogo do ano anterior, verificando-se um decréscimo acentuado da produção em Maio, contrariando a sazonalidade.
Renováveis - Estatísticas Rápidas - Maio 2008 (Ficheiro PDF, 210 kb)

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

Energia: não basta garantir a oferta. É preciso otimizar o consumo

O desenvolvimento sustentável está no centro das atenções do Século XXI. Deterioração da camada de ozono, aquecimento global e desastres ambientais são alguns dos temas que dominam os debates sobre o futuro do nosso planeta. No meio empresarial, um dos assuntos em destaque é a busca por novas fontes energéticas e a necessidade de redução do consumo de energias fósseis. Seja pelos efeitos nocivos ao meio ambiente, por questões econômicas ou pelas dúvidas com relação ao futuro da oferta, é neste contexto que o conceito de eficiência energética ganha cada vez mais importância.
Para entender, de facto, o que é eficiência energética e como ela pode contribuir para o desenvolvimento sustentável, o primeiro passo é conhecer a formação da matriz energética mundial. De acordo com dados da Agência Internacional de Energia (AIE), o petróleo responde por mais de 35% de toda a energia utilizada no mundo, seguido pelo carvão mineral, com cerca de 25%. O gás natural, por sua vez, ocupa a terceira colocação, com cerca de 20%. Ou seja, as três principais fontes respondem por 80% de toda a energia utilizada no mundo.
O problema é que as três alternativas mais utilizadas são fontes minerais e não renováveis, ou seja, estão disponíveis em quantidade limitada na natureza. Além disso, são chamadas de energias sujas, uma vez que liberam uma série de gases de efeito estufa durante a combustão, principalmente o dióxido de carbono (CO2). Entre os combustíveis fósseis, o gás natural é o que apresenta combustão mais limpa, pois liberta apenas dióxido de carbono e uma quantidade de óxidos de azoto muito inferior à que resulta da combustão da gasolina, por exemplo. No entanto, mesmo assim, apresenta dificuldades de transporte e limitações de oferta.
Se não bastasse os efeitos e os problemas ambientais provocados pelas fontes de energia não-renováveis, há um grande dilema económico. Com o forte crescimento mundial, principalmente na última década, o actual modelo energético mostra-se insustentável no longo prazo. Para se ter uma idéia, pelas estimativas da AIE, a demanda por petróleo deve aumentar 37% até 2030. Em 2007, no Brasil, o aumento do consumo de energia foi de cerca de 5% entre os meses de janeiro a outubro ante o mesmo período de 2006. Trata-se de uma expansão recorde. E, ao que tudo indica, se mantivermos a tendência de crescimento econômico, estes percentuais devem subir ainda mais.
Como já dizia a velha lei da oferta e da procura, o resultado de uma demanda maior que a oferta é a alta dos preços. No início da década, a cotação do barril de petróleo estava em torno de US$ 20. Hoje, já superou a barreira dos US$ 135. Ou seja, para usar a mesma energia que há cerca de sete anos, as empresas estão desembolsando quase sete vezes mais.
É consenso entre especialistas que, para atender a crescente demanda, é necessário economizar energia e desenvolver as energias alternativas não emissoras de CO2. E o conceito de eficiência energética, que é a relação entre a produção e o consumo de energia, enquadra-se exatamente neste objetivo. Na prática, ser eficiente na área de energia significa buscar formas para optimizar e controlar o consumo.
Estudo da AIE publicado em 2004 mostrou que, naquela época, já possuíamos tecnologias que possibilitavam a redução de 16% das emissões de CO2. Por este mesmo estudo, 60% dessa redução seriam originados com a eficiência energética e 20% com o uso de energias renováveis.
Está na hora das empresas buscarem esta eficiência, seja com investimentos em pesquisa e desenvolvimento, em pessoal qualificado ou na contratação de empresas especializadas na otimização do consumo. A energia é um insumo básico para todos os sectores da economia e pequenas mudanças na forma de consumo podem reduzir gastos, além de contribuir para o desenvolvimento sustentável.

Sábado, 12 de Julho de 2008

Mapa gerado por satélite da Nasa poderá ajudar a produzir energia a partir de ventos no oceano

Os esforços para aproveitar o potencial dos ventos oceânicos para a geração de energia elétrica vão ganhar em breve um novo aliado: a Nasa (agência espacial americana) está produzindo mapas globais a partir de imagens de satélite. Armazenadas há cerca de dez anos, as informações registradas pelo satélite QuickSCAT revelam as áreas dos oceanos onde os ventos podem produzir energia.
A pesquisa foi publicada esta semana na revista "Geophysical Research Letters". Segundo a agência especial, os novos mapas poderão ser usados para diversas atividades, entre elas o planejamento da localização de "fazendas de vento" em alto mar, onde a energia eólica poderia ser transformada em energia elétrica de forma pouco poluente e com um impacto menor se comparada à mesma produção em terra firme.

A energia eólica é bem-vinda para o meio ambiente. Após o investimento inicial para construir e instalar turbinas de vento, você não queima mais combustível fóssil, que emite carbono - ressaltou em entrevista divulgada pela Nasa o principal autor do estudo, Tim Liu, pesquisador do laboratório da agência espacial americana em Pasadena, na Califórnia. - Como a energia solar, a energia eólica é uma energia verde.
Além de evitar o ruído que pode alterar os ecossistemas em terra, as fazendas de vento oceânicas também são mais eficientes, já que a energia eólica em alto mar tende a ser maior por não haver montanhas ou outras barreiras artificiais. Segundo Liu, as novas tecnologias tornaram esse novo método de produção de energia possível e já fazendas de vento oceânicas em todo o mundo.

Nova Zelândia, Califórnia e Terra do Fogo entre as áreas com potencial
Os dados dos mapas da Nasa vão, agora, ajudar a localizar as melhores áreas e oferecer informações que auxiliarão no desenvolvimento de mecanismos para aproveitar os ventos. Entre as áreas apontadas como ideais pelos cientistas estão a costa da Califórnia, da Nova Zelândia e da Terra do Fogo, na América do Sul.
Segundo o chefe do laboratório, Paul Dimotakis, a energia eólica pode oferecer até 15% da futura demanda mundial por energia. O pesquisador reconhece que outras formas de energia limpa, como a solar, são mais eficientes - ou seja, em um espaço menor, são capazes de produzir mais. Dimotakis diz, entretanto, que essa desvantagem só é notada quando as condições para obtenção de energia solar são ideais, o que não é verificado em todo o mundo. Além disso, ele afirma que a energia eólica pode ser convertida em energia elétrica a um custo mais baixo.
Lançado em 1999, o QuikSCAT rastreia a velocidade, a direção e o poder dos ventos próximos à superfície oceânica. Captadas por um radar de microondas especial, chamado SeaWinds, as informações do satélite também são usadas para prever tempestades e aprimorar previsões climáticas.

Quinta-feira, 10 de Julho de 2008

Não podemos disfarçar os problemas do choque petrolífero

País deve apostar nas energias renováveis
Para o primeiro-ministro José Sócrates não se deve disfarçar a dimensão do problema causado pelo terceiro choque petrolífero.
Desta forma, o Executivo volta a afastar uma possível baixa dos impostos sobre os combustíveis, o que no entender do mesmo, iria dar aos consumidores «a mensagem errada de que não seria preciso ajustar os comportamentos à nova realidade dos preços e significariam pôr todos os contribuintes a pagar os custos de sectores particulares».
Apostar nas energias renováveis, no aproveitamento dos recursos hídricos, eólicos e de energia solar são algumas das soluções apontadas por Sócrates, no seu discurso de abertura do debate «Estado da Nação», que se realiza esta quinta-feira, no Parlamento.

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

Carros com emissão zero à venda dentro de três anos

Os primeiros carros com níveis de emissão zero, da Nissan/Renault, vão estar à venda dentro de três anos, sendo o protocolo com vista a este projecto assinado esta quarta-feira. Os ambientalistas lembram que esta é uma solução caso a electricidade usada venha de fontes renováveis.
O grupo Nissan/Renault promete vender dentro de três anos, em Portugal, os primeiros automóveis com níveis de emissão zero, com o Governo a comprometer-se na construção de uma rede de abastecimento e de troca de baterias.
«Prevê-se que suceda entre 2010 e 2012 que o país esteja preparado para adoptar em mais larga escala veículos que não vão consumir gasolina e que portanto têm efeitos ambientais muito positivos», explicou o ministro da Economia.
Em declarações à TSF, Manuel Pinho adiantou ainda que o protocolo que vai ser assinado esta quarta-feira neste sentido poderá trazer boas notícias para a indústria portuguesa de componentes.
«Se seguirmos um processo virtuoso no que diz respeito aos carros eléctricos estaremos melhor posicionados para nos candidatarmos à produção de alguns componentes que são necessários para a construção destes carros», explicou.
Manuel Pinho assegurou ainda que o «Governo vai tentar criar todas as condições para que a produção de componentes para esta indústria seja uma realidade».
Portugal vai assim tornar-se num dos primeiros países a receber estes veículos eléctricos, movidos a baterias de iões de lítio e construídos a partir do zero, a seguir a Israel e à Dinamarca.

Terça-feira, 17 de Junho de 2008

Veículos Movidos a Hidrogénio

Cada vez mais existe a certeza de que o hidrogénio será o combustível do futuro, no sector automóvel.
Grandes marcas estão já a apostar no desenvolvimento de protótipos cujo combustível é o hidrogénio: A Ford, a Honda, Toyota (Lexus) a DaimlerChrysler,a BMW entre outras, tem já em teste veículos alimentados a hidrogénio, funcionando via Fuel-cell ou mesmo combustão directa do H2. Em ambos os casos não há libertação de C02, apenas Água!
No Porto, já circularam 3 autocarros movidos a hidrogénio durante 2004, inseridos no projecto-piloto CUTE (Clean Urban Transport for Europe) financiados pela UE.

How a Fuel Cell Works


A Comissão Europeia quer acelerar a comercialização de veículos movidos a hidrogénio de 2010 a 2020. Hoje, Bruxelas aprovou a criação de um programa de investigação que prevê um financiamento europeu de 470 milhões de euros, nos próximos seis anos, e a simplificação da entrada no mercado dos veículos já disponíveis.
As propostas de criação do Fuel Cells and Hydrogen Joint Initiative (JTI) e da simplificação de processos estão ainda sujeitas a aprovação pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho de Ministros.
“A introdução dos veículos a hidrogénio tem o potencial de tornar o ar da Europa mais limpo e reduzir a sua dependência dos combustíveis fósseis”, comentou Gunter Verheugen, vice-presidente da comissão.
“Definir padrões comuns vai ajudar à introdução destes veículos e garantir a segurança dos cidadãos. Além disso, vai aumentar a competitividade dos fabricantes europeus”, acrescentou.
De momento, os veículos a hidrogénio não estão incluídos no sistema de aprovação de veículos da União Europeia. Por isso, os processos de aprovação são complicados e caros. A proposta de hoje vai incluí-los nesse sistema.

BMW HYDROGEN Technology 3D Animation


O hidrogénio, quando usado nos motores de combustão ou nos sistemas de células de combustível, não emite gases com efeito de estufa, diz a Comissão Europeia. No entanto, a produção de hidrogénio pode produzir emissões, a não ser que se faça a partir de fontes de combustíveis não fósseis ou que se faça o sequestro do carbono.
Fonte: Público

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