A utilização de tecnologias no âmbito das Energias Limpas, ou seja eficiência energética e energias renováveis tem crescido enormemente nas últimas décadas.
Tecnologias, consideradas no passado como exóticas, estão agora disponíveis no mercado, representando alternativas economicamente viáveis aos sistemas baseados na utilização de combustíveis fósseis com todos os problemas associados, nomeadamente no que concerne à emissão de gases com efeito de estufa.

As últimas NOTÍCIAS sobre Energia Renovável

Quarta-feira, 3 de Março de 2010

Quantas licenças de emissão serão distribuídas gratuitamente par ao novo período, 2008-2013, às instalações portuguesas?

As licenças de emissão a atribuir gratuitamente pelo Estado Português, no âmbito do PNALE II português, serão de 34,8 milhões de toneladas de CO2 e/ano entre 2008-2012. Este valor já inclui o corte de licenças anunciado por Bruxelas em Outubro de 2007, superior a 8% em relação à primeira propsota apresentada em 2006.

As instalações portuguesas terão que reduzir assim as suas emissões em três milhões de toneladas face ao primeiro período de atribuição de licenças (2005-2007).

Durante esse mesmo período, comparando com as licenças de emissão do PNALE I, em 2006 Portugal emitiu menos do que lhe era permitido, isto é, havia excesso de emissões atribuídas face às realizadas.

Em 2006, a 254 instalações industriais ao abrigo do Comércio Europeu de Licenças de Emissão (CELE) deixaram por usar 3,9 milhões de toneladas de CO2e, tendo em conta que o montante de reservas para este fim era de 5,1 milhões de toneladas.

Segunda-feira, 1 de Março de 2010

QUAIS AS OPÇÕES DISPONÍVEIS PARA EVITAR ESSAS SANSÕES POR NÃO CUMPRIMENTO?

Não existe um limite para as emissões de uma instalação individual, desde que esta adquira direitos de emissão suficientes. Há várias opções disponíveis, o que permite que cada instalação escolha a(s) que lhe permita(m) menores custos:
- Redução das emissões: por redução da produção ou através do investimento em melhores tecnologias e/ou formação dos funcionários;
- Transação de direitos de emissão: os países (e respectivos agentes sectoriais) que ultrapassem as emissões estipuladas podem comprar "títulos de emissão" (ou direitos) aos países (ou agentes sectoriais) que os conseguirem poupar e que os pretendam vender. A Directiva prevê a possibilidade de reconhecimento mútuo de títulos ou licenças de emissão entre o regime comunitário e outros regimes de comércio de emissões de GEE;
- Investimento em projectos de MDL ou IC: é possível a conversão de créditos relativos a MDL e à IC em licenças de emissão equivalentes, passíveis de transacção nommercado europeu e/ou utilização para cumprimento das metas de redução de emissões.

O principal argumento económico subjacente ao comércio de emissões é a garantia de que a redução das emissões necessária para atingir um resultado ambiental predeterminado terá lugar onde o seu custo for menor. O comércio de emissões permite que uma instalação emita mais do que a sua quota inicial atribuída e esteja dispostaa transferir os seus direitos de emissão "excedentários".

O resultado ambiental global é igual ao que seria obtido se as duas instalações utilizassem exectamente os direitos de emissão que lhes foram inicialmente atribuídos, mas com a diferença de que tanto a instalação que compra como a que vende beneficiam da flexibilidade oferecida pela transacção, sem desvantagens para o ambiente e obtida aos menores custos.

As reduções de emissões serão feitas onde tal for mais barato. Todos os EM que não tenham possibilidades d ereduzir as suas emissões com custos tão baixos, beneficiarão das reduções mais baratas através da aquisição de direitos. Por conseguinte, o comércio de emissões beneficia não só a compra, mas também quem vende.

A directiva foi transposta par ao direito interno através do Decreto-Lei n.º233/2004, de 14 de Dezembro.
Qualquer pessoa pode ser titular de licenças de emissão.

Domingo, 28 de Fevereiro de 2010

Em que consiste o Fundo de Carbono?

O Fundo Português de Carbono, previsto pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 53/2005, e estabelecido pelo decreto-lei n.º71/2006, é um instrumento operacional destinado a financiar medidas que facilitem o cumprimento dos compromissos do Estado Português no âmbito do Protocolo de Quioto e ao melhor preço, ou seja, o que não for alcançado com medidas internas, para redução das nossas emissões, será adquirido através desde Fundo.

A actividade do Fundo centra-se na obtenção de créditos de emissão por via dos mecanismos de flexibilidade previstos no Protocolo de Quioto ( Comércio de Licenças de Emissão, projectos IC ou MDL).

O Orçamento de Estado tranferirá anualmente para o Fundo Português de Carbono, em termos plurianuais, 348 milhões de euros a partir de 2007 e até 2012. O Fundo será "alimentado" por exemplo, pelas taxas sobre as lâmpadas de baixa eficiência ou com o aumento do preço do gasóleo para aquecimento.

Em Fevereiro de 2007, o Ministro do Ambiente, Francisco Nunes Correia, anunciou que o Governo vai lançar ainda em 2007 e através do Fundo, concursos internacionais para empresas privadas que estejam interessadas em desenvolver Projectos de MDL e tem em negociação protocolos noutros países africanos e do Leste Europeu.

Em Março de 2007, o Secretário de Estado do Ambiente revelou que o Fundo poderá apoiar o regresso da pastorícia às zonas protegidas, uma actividade considerada importante para o combate às emissões e prevenção de fogos florestais, dado que os estudos apontam que uma boa gestão das pastagens em zonas protegidas aumenta a retenção de carbono.

O Fundo de Carbono dentro das suas linhas de acção, prevê o apoio a projectos, em Portugal, na área de sumidouros de carbono (como seja a gestão agrícola, a gestão florestal e a gestão e pastagens) que conduzam a uma redução de emissões de GEE (DL n.º 71/2006, de 24 de Março).

Sábado, 27 de Fevereiro de 2010

EM QUE CONSISTE O COMÉRCIO DE EMISSÕES?

A Directiva n.º 2003/87/CE, modificada pela Directiva n.º 2004/101/CE (Directiva Linking), cria um regime económico de comércio de licenças de emissão de GEE na Comunidade, a fim de promover a redução das emissões de GEE em condições que ofereçam uma boa relação custo-eficácia e sejam economicamente eficientes, contribuindo eficazmente para os compromissos da União Europeia e dos seus estados-membros (EM) no âmbito do Protocolo de Quioto.

A Directiva estabelece dois períodos:
a) 2005-2007 (primeira fase de mercado; período experimental da directiva);
Desde Janeiro de 2005, cada EM ficou sujeito obrigatoriamente ao comércio europeu de licenças de emissão de GEE para as actividades específicas de vários sectores, em particular energia e instalações industriais de fabrico de pasta de papel.
A experiência de comércio de emissões de GEE adquirida nesta fase preliminar permite preparar o início do regime internacional de comércio dde emissões no âmbito do Protocolo de Quioto, previstom para iniciar em 2008.

b) 2008-2012
A partir de 2008, os Estados-Membros podem aplicar o regime de comércio de licenças de emissão a actividades, instalações e GEE não enumerados na Directiva, desde que a sua inclusão seja aprovada pela Comissão.

Para cada período, cada EM elaborou um Plano Nacional de Atribuição de Licenças de Emissão (PNALE), de acordo com critérios comuns de forma a proteger o mercado interno. Os PNALE estabelecem a quantidade total de licenças de emissão a atribuir pelo Estado-membro (em Portugal via Agência Portuguesa do Ambiente) e o respectivo método de atribuição aos agentes sectoriais abrangidos por este mercado. A Directiva estipula que cada EM atribua, gratuitamente, pelo mesno 95% das licenças de emissão para o primeiro período (2005-2007) e pelo menos 90% das licenças de emissão para o segundo período (2008-2012).

Em Portugal a Direcção-Geral de Geologia e Energia acompanha a implementação nacional do regime de comércio de licenças de emissão de GEE na Comunidade Europeia.

A licença de emissão de GEE deverá ser requerida por todas as instalações abrangidas pelo regime. Esta impõe a obrigação das instalações possuírem direitos e emissão equivalentes às emissões efectivamente realizadas de GEE (expressas em toneladas de equivalente de dióxido de carbono).

Esta licença estabelecerá os riquisitos de monitorização, comunicação e verificação respeitantes às emissões de GEE especificados em relação às actividades abrangidas, criando o enquadramento para a participação da instalação no regime de comércio e emissões.

Os operadores dessas instalações têm que apresentar, anualmente, um número suficiente de direitos de emissão para cobrir as suas emissões de GEE relevantes verificadas no ano civil anterior e com vista à sua anulação.

A não apresentação de direitos de emissões suficientes para cobrir as emissões verificadas resultará na imposição e sanções elevadas pelos Estados-membros para as instalações incumpridoras: pagamento de uma multa, para além de obrigatoriedade de aquisição de direitos no mercado que compensem as emissões adicionais de GEE, de acordo com o princípio do "poluidor-pagador".

Segunda-feira, 22 de Fevereiro de 2010

Mas qual a diferença entre implementação conjunta (IC) e mecanismos de desenvolvimento limpo (MDL)?

Com este tipo de projectos (MDL e IC), os países podem cumprir parte dos seus objectivos de redução e obter créditos de emissões financiando projectos que fomentem nomeadamente a transferência de tecnologia para reduzir os GEE e aumentar as remoções líquidas destes gases, incluindo sumidouros florestais, energias renováveis, tecnologias de baixo consumo energético e redução de emissões de resíduos urbanos, entre outras.

O MDL é idêntico à IC, com a diferença dos projectos ocorrerem entre países com objectivos de redução e países sem esses objectivos, como é o caso dos países em desenvolvimento.

O MDL pretende assegurar um desenvolvimento sustentável nos países em desenvolvimento, para que não sejam também eles emissores. No MDL há um incentivo para a "acção imediata", porque os países em desenvolvimento não estarão a reduzir as suas emissões de GEE em relação a nenhum ano base. Da perspectiva do aumento de temperatura, os países em desenvolvimento estão a diminuir a sua responsabilidade futura no aquecimento global.

A IC pode criar um "passivo ambiental", porque enquanto um país recebe o crédito, o outro adquire uma dívida; já no MDL não há dívida, não há a criação de "passivo ambiental" – o PQ refere apenas os créditos que advirão para os países desenvolvidos por meio de reduções certificadas de emissões no âmbito do MDL.

Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

Como pode então cada país atingir as metas de emissões de GEE impostas pelo Protocolo de Quioto?

Para além do desenvolvimento de políticas e medidas nacionais (em Portugal concretizado pelo PNAC), o Protocolo de Quioto prevê três mecanismos de mercado para atingir o objectivo global de redução de emissões de GEE:

comércio internacional de emissões – transacção internacional de direitos de emissão: as cotas de emissão de cada país serão transformadas em licenças de emissão transaccionáveis entre os países desenvolvidos; o limite global de emissões mantém-se inalterado, mas os países que excedam os limites impostos às suas emissões podem comprar licenças de emissão a países que estejam abaixo do respectivo limite; espera-se que esta compra represente uma despesa cada vez mais pesada, funcionando assim como mecanismo de encorajamento à adopção de tecnologias mais limpas (que sejam mais baratas); vide abaixo o comércio europeu de emissões;

implementação conjunta (IC) – transferência de unidades de redução de emissões em qualquer sector da economia e entre os países que possuam metas de emissões; esses países ou as suas empresas podem cumprir parte dos seus objectivos de redução financiando projectos eco-eficientes noutros países em igualdade de circunstâncias, mas onde os custos sejam mais baixos;

mecanismo de desenvolvimento limpo (MDL) – implementação, por parte dos países com metas de emissão, de projectos em países sem essas metas e que resultem em reduções certificadas de emissões.

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Como surgiu o Protocolo de Quioto?

Para dar resposta à ameaça global das alterações climáticas, 175 países, incluindo Portugal, no âmbito da União Europeia e com base nos relatórios do IPCC, assinaram a Convenção Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (CQNUAC) em 1993 e o Protocolo de Quioto em 2002.

Os seis principais GEE, previstos no âmbito do Protocolo de Quioto, são o dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), hidrofluorcarbonetos (HFC), perfluorocarbonetos (PFC) e hexafluoreto de enxofre (SF6). As emissões de transportes marítimos e aéreos não foram objecto de qualquer regulamentação neste protocolo.

No Protocolo de Quioto, foram estipulados compromissos de limitação e redução de emissões para cada Parte signatária, excepto países em vias de desenvolvimento, temporariamente dispensados. Portugal, no âmbito do Acordo de Partilha de Responsabilidades entre estados-membros (Decisão n.º 2002/358), ficou obrigado a limitar o aumento das suas emissões dos seis principais GEE a 27% relativamente aos valores de 1990 (ou seja 77,19 MtCO2e/ano), até ao período 2008 a 2012.

A entrada em vigor do Protocolo de Quioto foi difícil pois requeria a assinatura de países que perfizessem pelo menos 55% das emissões de GEE a nível mundial. Perante a possível rejeição da ratificação pelo Senado, então com maioria republicana, o Presidente Bill Clinton só o assinou no fim do seu mandato, decisão logo revogada pelo Presidente George W. Bush. A decisão positiva da Rússia permitiu a entrada em vigor do acordo a 16 de Fevereiro de 2005. Apenas ficaram de fora os EUA e a Austrália.

Quinta-feira, 18 de Fevereiro de 2010

FINANCIAR UM FUTURO COM MENOS CARBONO

A energia solar e a captura e o armazenamento de carbono deverão receber a maior parte dos fundos adicionais.

De acordo com últimas estimativas da UE, a Europa precisa de gastar mais 50 mil milhões de euros no desenvolvimento de tecnologias limpas na década que se avizinha, ou seja, quase triplicar o seu investimento actual.

No seu plano , a Comissão Europeia propõe a atribuição, ao longo dos próximos dez anos, de 16 mil milhões de euros à energia solar, 13 mil milhões de euros à captura e armazenamento de carbono, 7 mil milhões de euros à energia nuclear e 6 mil milhões de euros à energia eólica.

O reforço do investimento em tecnologias energéticas limpas irá acelerar a transição para uma economia pobre em carbono, o que, segundo o mesmo plano, é fundamental para reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e tornar a UE menos dependente da importação de petróleo e gás.

Numa altura em que mal começamos a sair da recessão, 50 mil milhões de euros poderá parecer um montante muito elevado, mas para os especialistas é claro que se trata de um investimento rentável. O mercado das tecnologias está em expansão, oferecendo perspectivas de ganhos significativos e de milhões de empregos para os países que tomarem a dianteira.

«Um maior investimento estratégico na investigação neste momento é uma oportunidade para desenvolver novas fontes de crescimento, garantir uma economia mais respeitadora do ambiente e assegurar a competitividade da UE quando sairmos da crise» declarou Janez Potočnik, o Comissário da Ciência e a Investigação.

O plano reafirma o empenhamento da UE na luta contra as alterações climáticas em vésperas da Conferência das Nações Unidas que se realizará em Copenhaga, em Dezembro, cujo objectivo é chegar a um novo acordo mais ambicioso para atenuar o aquecimento global. O acordo em vigor, o Protocolo de Quioto, chega ao termo no fim de 2012.

Actualmente, a UE gasta cerca de 3 mil milhões de euros por ano com investigação e desenvolvimento sobre energias limpas. O plano propõe um aumento desta verba para 8 mil milhões de euros, ou seja mais 50 mil milhões de euros durante a próxima década. O dinheiro proviria de várias fontes: indústria, banca, investidores privados, autoridades públicas, etc. Cerca de duas dezenas de cidades europeias seriam seleccionadas para lançar os projectos-piloto.

Os combustíveis fósseis como o petróleo, o gás e o carvão representam cerca de 80% da energia actualmente consumida na UE. Mais de 50% dessa energia provém de países terceiros.

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

ENERGIA PARA O FUTURO

Um pouco por toda a Europa, as cidades assumem o compromisso de reduzir ainda mais as emissões, abrindo assim uma nova frente na luta contra as alterações climáticas.

Numa cerimónia a realizar em Bruxelas, a 10 de Fevereiro, cerca de 300 cidades assumirão o compromisso de ir além do objectivo da UE de reduzir em 20% as emissões de CO2 até 2020. Está prevista a participação de algumas grandes cidades como Bielsko-Biała, Budapest, Hamburgo, Lisboa, Madrid, Riga e Zagrebe.

Este pacto entre autarcas (convenant of mayors) será adoptado durante a conferência anual sobre a energia sustentável onde serão apresentadas as novas tendências na área das tecnologias com baixas emissões de carbono e das energias renováveis. Esta conferência será o mais importante dos eventos que terão lugar em 52 cidades europeias durante a Semana da Energia Sustentável (9 a 13 de Fevereiro) e que inclui a cerimónia de entrega de prémios aos projectos mais inovadores.

Algumas cidades já estão bem posicionadas para atingirem o objectivo dos 20% de redução das emissões de CO2. Um dos municípios mais activos nesta área é a cidade alemã de Heidelberg, que criou uma agência para aconselhar os residentes sobre a melhor forma de poupar energia. «Nos últimos dez anos, reduzimos em quase 40% as nossas emissões de CO2 nos edifícios públicos», adianta Eckart Würzner, Presidente da Câmara de Heidelberg.

A conferência de Bruxelas terá lugar dois meses depois de os dirigentes da UE terem chegado a acordo quanto ao vasto pacote de medidas para reduzir a parte de responsabilidade da Europa nas alterações climáticas. Este plano propõe a reforma mais ambiciosa de que há memória na política energética europeia, tendo por objectivo tornar a Europa no líder mundial das tecnologias com baixas emissões de carbono e das energias renováveis. Por outro lado, estas medidas ajudarão a proteger a economia dos efeitos do aumento dos preços da energia e da incerteza do abastecimento.

Os preços da energia na UE subiram em média cerca de 15% em 2008, parcialmente em resposta à crescente procura por parte dos países em desenvolvimento como a China e a Índia. Mais de 50% da energia da UE vem de países terceiros e a sua dependência energética é cada vez maior. A maior parte desta energia vem da Rússia, cujas disputas com os países de trânsito levaram nos últimos anos a vários cortes no abastecimento. O último corte em Janeiro durou quase duas semanas.

Segunda-feira, 15 de Fevereiro de 2010

Sexta-feira, 15 de Janeiro de 2010

A que dizem respeito as alterações climáticas?

As alterações climáticas correspondem ao conjunto de mudanças que o clima já sofreu e se prevê venha a sofrer. Estas mudanças incluem o aquecimento global, mas também à modificação do regime das chuvas, entre outras.

De acordo com os sucessivos relatórios de avaliação do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC), as actividades humanas, nomeadamente o uso crescente do automóvel, contribuíram para um aumento substancial das concentrações de GEE na atmosfera, causando, em acréscimo ao efeito de estufa natural, um aquecimento médio adicional da superfície da Terra e da atmosfera.

Desde 1750, a concentração atmosférica de CO2 aumentou 31% (SIAM). A temperatura média global da atmosfera à superfície aumentou durante o século XX em 0.6ºC +/- 0.2ºC, representando os anos de 1998 e 2005 os anos mais quentes desde que existem registos. Este aquecimento tem acompanhado a fusão de glaciares, a subida do nível médio do mar e o aumento de frequência de condições extremas, como inundações, secas e incêndios florestais, com prejuízos económicos, sociais e ambientais (nomeadamente perda de espécies faunísticas e florísticas). A manterem-se estas tendências, a temperatura média da atmosfera poderá subir 1 a 4ºC até ao fim do século e várias zonas costeiras baixas ou ilhas inteiras do Pacífico poderá ser submergidas.

A produção de electricidade a partir de fontes renováveis, como o vento, a água, o sol ou as marés, pode reduzir o recurso à queima de combustíveis fósseis. O mais recente relatório do IPCC (2007) acentua, na sua mensagem, a responsabilidade humana e refere que parte do aquecimento será inevitável, pelo que a sociedade terá que se preparar e adaptar a estas mudanças (medidas de adaptação). Por outro lado, medidas que visem a redução da emissão de GEE (medidas de mitigação) é necessária para diminuir a escala dos danos para o ambiente, sociedade e economia.

No entanto, continuam a haver cientistas cépticos sobre a possibilidade de estarmos a assistir a uma mudança estrutural do sistema climática, defendendo que estas são alterações pontuais como as que já existiram no passado.

Terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Segunda-feira, 15 de Junho de 2009

Conheça Växjö… a cidade mais verde da Europa

Na semana em que se assinala o Dia Mundial do Ambiente, viajamos até àquela que é considerada a cidade mais verde da Europa, onde os recursos florestais são o ponto de partida para um projecto ambiental ambicioso.

Há um país onde as florestas não são notícia por causa dos incêndios, mas porque são usadas para produzir energia eléctrica e aquecimento para as casas. E onde os restos do jantar que vão para o lixo são aproveitados para fazer andar o autocarro que se apanha no dia seguinte para o trabalho.
Växjö, na Suécia, foi considerada a “cidade mais verde da Europa” e é apenas um dos exemplos num país que leva a defesa ambiental muito a sério. O governo sueco comprometeu-se a reduzir em 30 por cento as emissões de gases com efeito de estufa até 2020. São mais 10 por cento do que a meta indicativa definida pela União Europeia.
Exemplo desse esforço é a própria capital do país, Estocolmo. A cidade tem há vários anos uma estratégia de promoção de veículos amigos do ambiente, e é líder na Europa a este nível. Neste momento, para se tirar uma nova licença de táxi em Estocolmo, o carro tem de ser um “veículo limpo”. O objectivo é que, já no próximo ano, toda a frota de veículos municipais seja constituída este tipo de carros.
Para facilitar esse objectivo, a câmara municipal promoveu nos últimos anos a construção de dezenas de estação de abastecimento de energias limpas para abastecer os carros, seja biogás, bioetanol ou electricidade. Estocolmo tem ainda projectos de cooperação com outras cidades europeias, entre elas a cidade do Porto.
Em entrevista à Renascença, o presidente da Câmara, Bo Frank, lembra que nos anos 70, “os lagos estavam muito poluídos, e tivemos de avançar com um plano de recuperação das águas” e que, depois, perceberam que “o facto de estarmos rodeados de floresta poderia trazer muitas vantagens”. Por isso, a partir dos anos 80 começaram a usar a biomassa florestal para a produção de energia.“Neste momento nós transformamos os resíduos florestais tanto para a produção de energia eléctrica, como para aquecimento das casas. Complementando com outras fontes de energia renováveis, como eólica ou solar, neste momento mais de 50 por cento da energia que a cidade consome vem de fontes renováveis”, explica.
Os dados ajudam: “Desde então, conseguimos reduzir as emissões de CO2 em 33 por cento, o que é muito bom. Em média, cada habitante de Vaxjo consome menos de 3 toneladas de CO2/per capita. A média da Europa é cerca de 10 toneladas”.
Questionado sobre que conselhos daria a Portugal e às cidades portuguesas, Bo Frank deixa um aviso: “Vocês têm muito potencial ao nível das energias renováveis. Podem, por exemplo, construir mais parques eólicos. Mas também aproveitar este sol magnífico, e usar mais painéis solares! Ah, claro, e devem promover mais os transportes públicos de qualidade. Há muitas coisas a fazer!”.

Sexta-feira, 12 de Junho de 2009

Brasil é o maior mercado de renováveis e representa 90% dos novos investimentos na América Latina

O Brasil é o maior mercado mundial de energias renováveis e representa mais de 90 por cento dos novos investimentos neste sector na América Latina, assegura um relatório do Programa das Nações Unidas para o Ambiente.
Cerca de 46 por cento da energia no Brasil provém de fontes renováveis, graças à enorme capacidade hídrica e à indústria de bio-etanol há muito implantada, informa o relatório "Tendências Globais sobre Investimento em Energias Sustentáveis 2009".
O Brasil, que teve um aumento de investimento de 76 por cento em relação a 2007 (cifrando-se em 7 mil milhões de euros) é ainda o líder mundial em financiamento de energias renováveis, pois, no ano passado, o brasileiro Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social foi o maior fornecedor global de financiamento para projectos nesta área.

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

Portugal sem potência para construir mais parques eólicos

O presidente da Associação Portuguesa de Energias Renováveis (APREN), António Sá da Costa, defende que "não há potência disponível para construir mais parques eólicos em Portugal".

Segundo o responsável, recentemente indigitado para chefiar o Centro Ibérico de Energias Renováveis e Eficiência Energética, em Badajoz (Espanha), só a construção de novas barragens e centrais reversíveis poderá viabilizar a criação de mais parques eólicos no País, "para lá dos que já estão com pontos de ligação atribuídos".
O presidente da APREN defende a construção das barragens do Tua e do Baixo Sabor, tendo em conta a sua capacidade de armazenagem de energia. "O papel da hídrica será ainda maior, porque se não tivermos forma de armazenar a energia gerada pelo vento durante a noite, em horas de menor consumo, o vento passa e não gera nada", alega.
Com a construção de centrais reversíveis, a energia eólica pode ser aproveitada para bombear água nas albufeiras. "Durante a noite, quando há menos consumo, mas há mais vento, o excesso de electricidade pode ser usado para bombear a água de um nível inferior para um nível superior, para que noutras alturas, quando não há vento e há mais consumo, essa mesma água possa fluir em sentido contrário, gerando electricidade", explica Sá da Costa, acrescentando que "estas centrais reversíveis são indispensáveis ao País, porque permitem armazenar energia, que de outra forma não era utilizada".
Contas feitas, para atribuir mais potência, só quando as grandes centrais hídricas estiverem em funcionamento. "Julgo que só será atribuída mais potência por volta de 2014-2015, para entrar em exploração em 2017-2018, porque esta questão só se resolve com a construção das novas barragens e respectivas centrais", adianta o presidente da APREN.

Terça-feira, 9 de Junho de 2009

Energia eléctrica de fontes renováveis cresceu 64% até Março

Portugal mantém-se com tendência ascendente nas energias renováveis, tanto é que segundo os dados do primeiro trimestre de 2009 houve um aumento de 64% da produção de energia eléctrica a partir de fontes renováveis.
Os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia mostram que Portugal continua com uma boa performance no campo das energias renováveis, com um aumento de 64% na produção de energia eléctrica, face a igual período de 2008.
No período terminado em Março, a produção de energia eólica aumentou 14%, em comparação homóloga. A energia hídrica registou uma subida menos acentuada em Março, comparativamente aos dois primeiros meses do ano.
O total da potência instalada renovável atingiu os 8 502 MW no final do primeiro trimestre de 2009.

Sexta-feira, 5 de Junho de 2009

Programa da ONU diz que Brasil é líder mundial em energias limpas

Um relatório sobre investimentos em energias limpas, divulgado hoje pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), qualifica o Brasil como "o maior mercado mundial de energias renováveis".
O relatório "Tendências Globais de Investimentos em Energia Sustentável" afirma que pela primeira vez na história os investimentos em energias limpas superaram em 2008 os feitos em fontes de combustíveis fósseis e chegaram a US$ 155 bilhões.
A seção dedicada à América Latina assinala que o Brasil é "o maior mercado mundial de energias renováveis".
Cerca de 46% da energia que o país consome procede de fontes renováveis e 85% de sua capacidade de geração é energia hidrelétrica e bioetanol, lembra o Pnuma.
Além disso, cerca de 90% de seus automóveis novos funcionam tanto com álcool como com gasolina (misturada com 25% de etanol). No final de 2008, o etanol representava mais de 52% do combustível consumido por veículos leves.
O Brasil é um dos líderes mundiais em financiamento de energias renováveis. Em 2008, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) financiou mais projetos de energias renováveis que qualquer outra instituição financeira do mundo.
O relatório destaca que embora o Brasil represente mais de 90% dos novos investimentos na América Latina, Chile, Peru e México também estão aumentando seu apoio institucional às energias limpas.

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

A Máfia atacou as eólicas da Sicília e apanhou a Martifer de surpresa

A Cosa Nostra infiltrou-se nas energias renováveis, numa região onde a Martifer, a Enel e a EDF têm investimentos.

Parece um filme sobre Al Capone, sobre a máfia, mas não. É, ao que diz a imprensa italiana, o retrato do sector das energias renováveis no Sul de Itália, a terra natal da Cosa Nostra siciliana e da Camorra napolitana.
É que a máfia siciliana está de novo na ordem do dia. Altos magistrados têm-na debaixo de olho, com a denominada "operação vento" (um furacão mais fraco). Em causa está o processo de licenciamento de novos parques eólicos na região. Segundo rezam as crónicas, uma importante família mafiosa está a oferecer dinheiro e votos às autoridades locais, garantindo em troca licenças de construção para parques eólicos, que mais tarde venderá a companhias italianas e multinacionais.

Quinta-feira, 21 de Maio de 2009

Austrália quer construir a maior central solar do mundo

A Austrália quer construir a maior central solar do mundo, capaz de produzir mil megawatts de energia, num investimento de cerca de 777 milhões de euros, anunciou hoje o primeiro-ministro Kevin Rudd.
“O Governo pretende investir com a indústria na maior central de produção de energia solar do mundo, que será três vezes maior do que a actual, que está na Califórnia”, disse Rudd. Os detalhes serão revelados no final do ano e os candidatos à construção da central deverão ser nomeados no primeiro semestre de 2010.
Rudd justificou o desafio com a necessidade de “apoiar um futuro limpo para a Austrália, de promover a actividade económica e para criar postos de trabalho”. O primeiro-ministro sublinhou ainda que a Austrália quer ser líder na energia renovável. “Não queremos ser seguidores, queremos ser líderes”.
Mas não é tudo. Kevin Rudd adiantou que, eventualmente, esta central será o primeiro passo para criar uma rede de centrais solares por todo o país. As localizações serão escolhidas de forma a integrar-se na actual rede eléctrica.
O investimento de 777 milhões de euros faz parte de um pacote de 2,5 mil milhões de euros para energias limpas, iniciativa do Governo de Camberra.
Rudd adiantou ainda que a Austrália vai tornar-se membro de pleno direito da Agência Internacional das Energias Renováveis (IRENA, sigla em inglês). O seu primeiro encontro global está marcado para Junho. A IRENA foi criada oficialmente em Bona, a 26 de Janeiro deste ano. Até ao momento, 80 Estados já assinaram os seus estatutos: 29 africanos, 27 europeus, 16 asiáticos e oito latino-americanos. Portugal está na lista.

Obama quer criar milhões de empregos nas energias renováveis

O governo norte-americano vai dar esta semana os primeiros passos na criação de um plano energético que permita gerar milhões de empregos no sector das renováveis e ajudar a economia norte-americana a sair da crise.
Fonte da Administração Obama disse à Reuters que a reunião de quarta-feira do grupo de trabalho para reanimar a economia vai centrar-se na elaboração de recomendações com vista à criação de um novo plano energético nacional.
O objectivo do grupo, encabeçado pelo antigo presidente da Reserva Federal norte-americana Paul Volcker, é garantir a criação de condições para que se gerem milhões de empregos nas energias limpas, que são uma das prioridades de Barack Obama.

Sexta-feira, 15 de Maio de 2009

Projecto “Óbidos Solar”

Investimento de 37 milhões em energias renováveis
O projecto “Óbidos Solar”, com investimento estimado em 37 milhões de euros, resulta do envolvimento, ao longo do último ano, do Município de Óbidos com um conjunto de empresas na área das energias renováveis. O programa tem como meta a instalação de painéis fotovoltaicos e solares térmicos para acesso à microgeração em 1500 fogos no Concelho.
O Município de Óbidos lança o projecto “Óbidos Solar” através do qual pretende apoiar os seus munícipes na adopção de soluções que visem a sustentabilidade e, consequentemente, lhes proporcione uma redução da sua factura energética, pelo uso de energias renováveis na produção de energia eléctrica e Águas Quentes Sanitárias (AQS).
Óbidos, com esta iniciativa, torna-se na primeira autarquia a desenvolver um projecto que proporciona um aumento das receitas às famílias e uma redução das suas despesas com AQS. Simultaneamente, com vista ao alcance dos objectivos delineados no âmbito do programa “Óbidos Carbono Social”, vai proporcionar uma redução das emissões de CO2 no concelho.
A apresentação pública e detalhada deste projecto será feita a 5 de Junho, Dia Mundial do Ambiente.

CURSO DE PROJECTO ENERGIAS RENOVÁVEIS

Projecto de Viabilidade Técnica-Económico

De modo a poder tirar partido das TER's, é fundamental avaliar se um projecto dessa natureza faz sentido do ponto de vista técnico-económico.
O software comercial RetScreen é aqui considerado como uma ferramenta essencial de apoio ao Projecto em Energias Renováveis, facilitando sobremaneira as análises de pré-viabilidade técnico-económicas subjacentes a projectos desta natureza.

Curso de PER - Projecto em Energias Renováveis
no PORTO, em 22, 23, 29 e 30 de MAIO
Duração: 18 Horas
Horário: Sextas: 19:00-22:00 e Sábados: 09:30-17:00

ver em mais detalhes AQUI

Segunda-feira, 11 de Maio de 2009

Portugal supera limites de Kyoto

As emissões de gases do efeito estufa em Portugal em 2007 atingiram 81,8 milhões de toneladas, sem levar em consideração alterações do uso do solo e floresta, 11% acima do limite fixado pelo Protocolo de Kyoto, segundo anunciou ontem a Associação Nacional de Conservação da Natureza. Os dados de 2007 apontam para 38% de emissões de gases acima de 1990.
Mas os valores apresentam um decréscimo de emissões em relação a 2006, de aproximadamente 2,8 milhões de toneladas de dióxido de carbono equivalente (CO2e), redução de 4,8% em relação ao ano base de 1990 e de 3,4% em relação ao ano anterior.

Domingo, 12 de Abril de 2009

Portugal é o segundo país do mundo que melhor aplica a energia eólica

A energia eólica contribui 13,2% para bolo de electricidade consumida em Portugal. Só a Dinamarca tem um aproveitamento melhor.

Segundo a Associação Portuguesa das Energias Renováveis (APREN), 13% da energia consumida em Portugal no primeiro trimestre de 2009 foi eólica. Estes números fazem de Portugal o segundo país do mundo com melhor aproveitamento daquele tipo de energia, a cerca de cinco pontos percentuais da líder mundial, a Dinamarca.
O presidente da APREN acredita que esta fatia "poderá aumentar para 20 ou 22%". Ao JPN, António Sá da Costa perspectiva ainda que o total de "consumo das energias renováveis possa atingir os 64%" em 2020, bem acima dos 60% previstos pelo Ministro da Economia e Inovação, Manuel Pinho.
Este é um dado positivo tendo em conta o compromisso estabelecido con o governo no sentido de "fazer a produção de electricidade com base em energias renováveis passar do objectivo inicial de 39% para 45% do consumo a atingir no próximo ano". Quanto aos prazos estipulados pela Associação Europeia de Energia Eólica, a APREN lembra que "os dados portugueses terão de ser indicados até Junho de 2010".
Portugal com comportamento energético "positivo"
Confrontado com a previsão da European Wind Energy Association (EWEA), segundo a qual a energia eólica representará, em 2020, entre 14% a 18% do fornecimento eléctrico aos lares da União Europeia, o líder da APREN considera que Porugal está "no bom caminho, que há boa vontade dos cidadãos e dos parques eólicos". Alerta, porém, para as incertezas que esta área pode representar e que "os dados não podem ser isolados, já que a produção de energia poderá não ser compatível caso o consumo aumente".
Já a Quercus refere que as energias renováveis são o forte de Portugal no que compete ao Protocolo de Quioto. Os dados da Direcção-Geral de Energia e Geologia mostram que as energias renováveis em 2008 representavam mais de 38% do pacote energético, focando o aumento de produção da energia eólica de 42% desde 2007.
Por tudo isso, António Sá da Costa considera "positivo" o comportamento do sector energético nacional, não deixando de realçar a colaboração da EDP e da REN.

Sexta-feira, 10 de Abril de 2009

Possível cartelização no negócio dos painéis solares

Há apenas três empresas no ramo
A Associação dos Instaladores de Portugal (Aipor) alertou este sábado para uma possível cartelização do negócio dos painéis solares, juntando-se assim às criticas já avançadas pela Associação Portuguesa da Industria Solar (Apisolar), escreve a Lusa.
«A Associação dos Instaladores de Portugal (Aipor) alerta que o negócio dos painéis solares pode estar a ser conduzido sob uma forma pouco encapotada de cartel, a confirmarem-se as notícias que dão conta do benefício, por parte do Governo, de apenas três empresas», refere a associação em comunicado.

O Governo anunciou recentemente benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que desejem instalar painéis solares.
Na sequência desse anúncio, estabeleceu um protocolo com quatro bancos (BES,BPI,BCP e CGD) e com três marcas (Vulcano, Martifer e a Ao Sol) para a promoção da venda de painéis solares.

A Apisolar foi a primeira a criticar esta opção do Governo, afirmando que a grande maioria das empresas que operam no mercado não vai beneficiar do programa de incentivos, falando em «situação de distorção da livre concorrência no mercado».
A Aipor junta-se agora às críticas, considerando que se trata de «uma forma um pouco encapotada de cartel» e deixa algumas «interrogações políticas».
Governo «está a ignorar lei comunitária
«Como é possível fazer penetrar na apertada malha legislativa europeia anti-cartel medidas deste tipo? Como pode o Governo português ignorar a Lei Comunitária e os interesses do tecido empresarial, quer do nosso próprio País, quer do resto da Europa?», questiona a Aipor.
«A associação que representa os instaladores portugueses (subsector da construção civil) entende que ainda é tempo do Governo reflectir e, se necessário, inflectir neste processo», afirma.
«Assim o exige a coesão competitiva, valor que é muito caro a esta Associação de Instaladores», acrescenta.
O ministro da Economia, Manuel Pinho, já tinha garantido, após as criticas da Apisolar, não existir discriminação das empresas mais pequenas no acesso ao protocolo para aquisição de painéis solares.
Programa quer abranger 65 mil habitações este ano
Manuel Pinho assegurou que todas as empresas são bem-vindas a participar na iniciativa desde que cumpram os critérios mínimos, desconto, instalação, garantia de instalação, manutenção e garantia de manutenção durante seis anos, que foram definidos para defender os interesses dos consumidores.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.
O Governo prometeu às famílias que queiram instalar painéis solares benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário.

Quinta-feira, 9 de Abril de 2009

Painéis solares: maioria das empresas «não vão beneficiar»

Alertam Governo para «urgência de acção»A Associação Portuguesa da Indústria Solar criticou o facto de a grande maioria das empresas que operam no mercado «não virem a beneficiar» do programa de incentivos à promoção da instalação de painéis solares em residências.
«Estamos a alertar [o Governo] para a urgência de acção e correcção de uma situação de distorção da livre concorrência no mercado, que vai impedir que a grande maioria das empresas «beneficie» da aplicação das medidas de incentivo à promoção da instalação de painéis solares em residências», disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação, Rafael Ribas.
«Só duas empresas foram escolhidas para fornecer equipamentos ou painéis solares», garantiu o mesmo responsável, salientando desconhecer «as razões da exclusão das restantes igualmente certificadas».
Recorde-se que na semana passada, o Governo anunciou no debate quinzenal na Assembleia da República, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.

Energias renováveis: o que pode deduzir no IRS

Podem ser deduzidos no IRS 30% dos custos (até ao máximo de 796 euros) com equipamentos novos para utilização de energias renováveis e de equipamentos para a produção de energia eléctrica e ou térmica por microturbinas, que consumam gás natural, nomeadamente:
- instalações solares térmicas para aquecimento de águas sanitárias, utilizando como dispositivos de captação da energia colectores solares planos ou colectores solares concentradores;
- bombas de calor destinadas ao aquecimento de águas sanitárias;
- painéis fotovoltaicos e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações;
- aerogeradores de potência nominal inferior a 5 Kw e respectivos sistemas de controlo e armazenamento de energia, destinados ao abastecimento de energia eléctrica a habitações;
- equipamentos de queima de resíduos florestais, nomeadamente salamandras e fogões para aquecimento ambiente, recuperadores de calor de lareiras destinados quer ao aquecimento ambiente quer de águas sanitárias e as caldeiras destinadas a alimentação de sistemas de aquecimento ambiente ou aquecimento de águas sanitárias;
- equipamentos para a produção de energia eléctrica ou térmica (co-geração) por microturbinas, com potência até 100 kW que consuma gás natural.

Investir nas renováveis para poupar no ambiente e nas contas

Proteja o ambiente, poupe nos custos energéticos e pague menos impostos. Esta é a máxima que lhe propomos, a pensar nas energias renováveis. Acima de tudo, fique com esta ideia: poupe no ambiente. E por muito que os equipamentos de utilização das energias renováveis lhe pareçam caros, lembre-se que quando compra um fogão eléctrico não está a pensar quando vai recuperar esse investimento e está dependente do preço da electricidade que não tem parado de aumentar.
De qualquer forma, 30 por cento do custo com estes equipamentos, bem como de equipamento complementar indispensável para a sua utilização, pode ser deduzido à colecta do IRS, num máximo de 796 euros. As formas de energia renováveis que estão abrangidas por esta medida são a radiação solar directa ou difusa, a energia contida nos resíduos florestais ou agrícolas e a energia eólica.
Saiba aqui quais os equipamentos que podem ser deduzidos à colecta.
Os contribuintes singulares apenas poderão deduzir na declaração respeitante ao ano em que os equipamentos foram comprados, mas as empresas, escolas ou condomínios que invistam em equipamento solar podem amortizar o respectivo investimento num período de quatro anos, uma vez que o valor máximo de reintegração e amortização, para efeitos de IRC, é de 25 por cento.
Veja aqui o vídeo
Em relação à utilização da energia solar, as estimativas do Governo apontam para um custo de cerca de sete mil euros em equipamentos (cinco mil para painéis fotovoltaicos e dois mil para solar térmico), recuperáveis em cinco anos, e Sócrates promete uma redução na factura energética na ordem dos 20 por cento/ano.
Com base nestes números, a Associação dos Produtores com base em Renováveis (APREN) garante que a instalação de painéis fotovoltaicos e térmicos vai permitir às famílias ganhar 800 a 1200 euros «limpos»/ano, já depois de paga a conta da luz (vai produzir mais do que o que precisa), ajudando assim a amortizar o investimento e a pagar o crédito de metade do preço do equipamento. Isto tendo em conta que o Governo comparticipa em 50 por cento a compra.
Eduardo Oliveira Fernandes, professor da Faculdade de Engenharia da Universidade do Porto e ex-secretário de Estado da Energia, subscreve os ganhos energéticos e os benefícios fiscais, mas sublinha que o maior ganho se verifica a nível ambiental: «Procurar energias de origem natural é a solução definitiva do futuro».

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

Certificação Energética dos imóveis é obrigatória

Sabia que a partir de Janeiro de 2009, a Certificação Energética dos imóveis para venda ou arrendamento é obrigatória?

A Certificação Energética mede o Consumo e o Conforto do imóvel, quantifica o seu Desempenho Energético, ao qual é atribuído uma etiqueta e que considera:
- Localização, exposição solar, características da construção e equipamentos
- Nível de energia necessário para produzir água quente e para manter a habitação a uma temperatura superior a 20º C no Inverno e inferior a 25º C no Verão.

A Certificação Energética permite:
- Realizar a escritura cumprindo a legislação: o proprietário do imóvel que não apresente o certificado de eficiência energética na escritura está sujeito a uma coima de € 250,00 a € 3.740,98
- Reduzir a factura energética, melhorar o conforto térmico e preservar o meio ambiente
- A valorização da sua casa, no caso de ter uma boa classificação
- Recuperar o custo: Majoração em 10% da dedução à colecta dos custos de Crédito à Habitação em sede de IRS caso tenha classe A ou A+

Quarta-feira, 11 de Março de 2009

Produzir Energia - SOLAR TÉRMICO

No sector doméstico, a água quente é utilizada essencialmente em duches e banhos de imersão, na lavagem de louça e da roupa.
Os equipamentos convencionais mais comuns utilizados no aquecimento da água são os esquentadores e caldeiras murais a gás e os termoacumuladores a gás e eléctricos. Estes sistemas têm custos de funcionamento associados ao preço do petróleo, cujas perspectivas de evolução os tornarão num encargo cada vez maior. Estes aparelhos são responsáveis por cerca de 50% do consumo de energia no sector doméstico, com o correspondente peso na factura energética mensal das famílias.
Por outro lado, a energia solar é um recurso endógeno gratuito que pode proporcionar uma importante poupança para os seus utilizadores e contribuir para a redução das emissões de CO2.
Trata-se de uma solução em franca expansão dentro de Portugal, já que se trata do país com melhor exposição solar na União Europeia (o número médio anual de horas de Sol em Portugal é de aproximadamente 2500 horas) e ao contrário do que é comum pensar-se, a variação da radiação solar útil entre o Sul e o Norte de Portugal (aproveitada por um sistema solar para aquecimento de águas) não é significativa, cifrando-se em apenas 18% de diferença entre o Porto e Faro.

Composição de um sistema solar térmico:
Um sistema solar pode ser definido como um equipamento que aquece a água a partir do Sol. Tem dois componentes essenciais: o colector solar para captação da energia solar e o depósito para armazenamento da água quente. Estes dois componentes podem ser interligados com ou sem bomba circuladora, dependendo da possibilidade de colocar ou não o depósito de acumulação a um nível mais elevado que o(s) colector(es) solar(es).

Terça-feira, 10 de Março de 2009

Etapas necessárias para aderir à micro-produção

O Decreto Lei 363/2007, de 2 de Novembro, define as etapas necessárias para ligação à rede de um sistema de microgeração:

1. Registo on-line no portal www.renovaveisnahora.pt ;
2. Pagamento de uma taxa de inscrição (280 €);
3. Após o registo provisório, o futuro produtor terá 120 dias para proceder à instalação da unidade e requerer o certificado de exploração, através da internet;
4. Inspecção da instalação com o objectivo de verificar se todos os requisitos legais estão cumpridos. Caso o parecer seja favorável é emitido um certificado de exploração, se existirem não conformidades é entregue uma lista de pontos a corrigir e será marcada uma nova inspecção;
5. Celebração de contrato com o Comercializador de Energia (EDP).

Segunda-feira, 9 de Março de 2009

FOTOVOLTAICO - Produtores de Electricidade

O Decreto Lei 363/2007, de 2 de Novembro define que “Podem ser produtores de electricidade por intermédio de unidades de microprodução todas as entidades que disponham de um contrato de compra de electricidade em baixa tensão”, sendo então este o requisito base para se tornar num microprodutor.
A remuneração da microprodução está dividida em duas vertentes, que variam o valor da energia vendida consoante se cumpre ou não os requisitos para cada regime:
Regime geral: Regime aplicável aos produtores que não cumprem os requisitos mínimos para o regime bonificado. O valor da remuneração pela energia vendida pelo produtor é igual ao valor pago pela energia comprada.
Regime Bonificado: O valor da remuneração pela energia iniciará em 650,00 € por MWh vendido e diminuirá ao fim de 5 anos, contados após o ano da instalação, em 5% por cada 10MW entretanto instalados na rede.

Os produtores a enquadrar neste regime deverão cumprir os seguintes requisitos:
• Dispor de colectores solares térmicos para aquecimento de água com um mínimo de 2m2 de área de colector, excepto para condomínios;
• Os condomínios deverão realizar auditoria energética ao edifício;
• A potência de ligação deverá ser igual ou inferior a 3,68kW e a metade da potência contratada para consumo;

Estão previstos adicionalmente vários benefícios fiscais, designadamente, IVA de 12% e dedução à colecta de IRS de 30% dos investimentos em equipamentos de energias renováveis novos, com o limite de 777 €, bem como a isenção dos rendimentos da microprodução para efeitos de IRS até ao limite de €5.000/ano.

Domingo, 8 de Março de 2009

AIE elogia trabalho de Portugal nas energias renováveis

O director geral da Agência Internacional da Energia (AIE), Nobuo Tanaka, elogiou hoje o trabalho feito por Portugal ao nível das energias renováveis, lembrando ainda que “este país está a dar um bom exemplo ao empenhar-se num mercado ibérico de energia”.
“Valorizamos os esforços feitos por Portugal”, disse o responsável da AIE numa conferência em Lisboa, destacando que Portugal tem na Europa a quinta meta mais ambiciosa de incorporação das renováveis no sector energético no plano para 2020.
Nobuo Tanaka participou numa conferência promovida pelo Ministério da Economia e Inovação. O ministro da Economia, Manuel Pinho, afirmou, após a intervenção do director da AIE, que “Portugal fica muito bem na fotografia e deve ser um motivo de orgulho que Portugal seja um caso a apresentar na próxima reunião da AIE”. O responsável da AIE lembrou a necessidade de investimento global nas energias renováveis (8,5 biliões de dólares até 2030), defendendo que isso deve ser visto como uma oportunidade de relançamento económico.
Manuel Pinho considera que Portugal saiu a ganhar por se ter antecipado na aposta nas renováveis. “Devemos dar graças a Deus por termos lançado estes projectos em 2005 e 2006. Tenho muitas dúvidas de que os investidores estivessem disponíveis se os projectos fossem lançados agora”, disse o ministro da Economia.
António Mexia, presidente da EDP, mostrou-se tranquilo em relação à liquidez no investimento em renováveis. “A evolução do mercado de crédito nos últimos meses tem mostrado que vai no sentido de uma normalização. Tem havido mais liquidez”, salientou António Mexia, acrescentando que a crise financeira de 2007 e 2008 permitiu que hoje haja “uma maior diferenciação entre o bom e o mau risco”.

Quinta-feira, 5 de Março de 2009

EDP distribui mais de 40 mil lâmpadas nos bairros lisboetas

Famílias vão poupar 18 milhões de euros
A EDP vai distribuir, entre 2 a 27 de Março, 40.440 lâmpadas eficientes nos bairros históricos de Lisboa. Com a colaboração da Câmara Municipal de Lisboa e da ADENE, esta acção tem o objectivo de promover a eficiência energética e vai permitir às famílias portuguesas poupar.
A iniciativa faz parte do programa ECO e está inserida no âmbito do Plano de Promoção de Eficiência no Consumo (PPEC) da ERSE. Vai ser feita uma distribuição, a nível nacional, de um total de 400 mil lâmpadas eficientes a moradores de bairros sociais e históricos. No geral, vai permitir uma redução total de 161.160 Mega Watts no consumo energético nacional, o equivalente ao consumo anual de 60 mil famílias portuguesas.
«Esta medida permite que as famílias poupem cerca de 18 milhões de euros e evita a emissão de 60 mil toneladas de CO2 para a atmosfera», adianta a EDP em comunicado.

Quarta-feira, 4 de Março de 2009

O desafio da eficiência enegética em Portugal

Tal como o Parlamento Europeu reconheceu numa série de resoluções, a promoção das fontes de energia renováveis e das tecnologias energeticamente eficientes tem um papel importante a desempenhar na luta contra as alterações climáticas e na redução da dependência da UE em relação às fontes de energia externas.
A UE comprometeu-se em Dezembro último a atingir a meta de 20% de energias renováveis até 2020, sendo que para cada Estado-membro foram determinadas metas individuais de forma a distribuir o esforço equitativamente (tendo em conta o estádio de desenvolvimento do país e a quota de renováveis em 2005).
A meta atribuída a Portugal (31% de energia renovável até 2020) é, aparentemente, exequível. Contudo, não é certo que o programa apresentado pelo Governo Português, que vai além desta meta, chegue a bom porto, principalmente numa época de crise económica e de baixo preço do petróleo.Apesar do constante crescimento das necessidades energéticas e da dependência face ao exterior, Portugal ainda é um dos países da UE com menor consumo de electricidade per capita. Só a Letónia, a Lituânia, a Polónia e a Hungria registam consumos mais baixos. Por seu lado, e segundo o Eurostat, a intensidade energética do nosso país (mede a eficiência energética da economia) em 2005 era de 250 kg de equivalente de petróleo por 1000€ de PIB, o 14° melhor valor da EU a 27, estando pior que todos os antigos Estados-membros, excepto a Finlândia.
Pode-se assim concluir que o país ainda não tem níveis de consumo energético característicos dos países mais desenvolvidos e que a eficiência energética da economia é típica de um país relativamente atrasado.
Face a este quadro e à situação económica actual, podemos questionar se o programa que o Governo apresentou é realista.
O nosso país espera poder produzir energia renovável suficiente para atingir a meta de 31% do consumo final de energia em 2020 e vender o resto a EM que não cumpram as suas metas.
Segundo o Governo, os objectivos serão atingidos não só com o incremento de todos os vectores energéticos do lado da oferta, mas também pela promoção da eficiência energética e da utilização racional de energia, visando um crescimento do consumo de electricidade inferior ao crescimento do PIB.
Contrastando com a panóplia de publicidade governamental relativa a investimentos em energias renováveis, é o lado da procura que se encontra esquecido e que mais dificuldades apresenta. De facto, a política do Governo para a eficiência energética tem sido inconsequente (veja-se o caso do recente diploma sobre a certificação energética dos edifícios) ou então perfeitamente inexistente.Esperava-se muito mais no sentido de melhorar a mobilidade e o ordenamento do território, de promover o urbanismo e a arquitectura bio-climática, assim como a microgeração e a eficiência energética do sector dos serviços.

Segunda-feira, 2 de Março de 2009

Terceira central solar em Ferreira do Alentejo deverá começar a produzir em Junho

A terceira central solar fotovoltaica no concelho de Ferreira do Alentejo (Beja) deverá começar a funcionar parcialmente em Junho, num investimento de quase 45 milhões de euros para produzir energia "limpa" durante 25 anos.
Numa primeira fase, a central vai começar a produzir e a injectar energia na rede de forma parcial em Junho, quando estiverem instalados os primeiros 2,5 MW, disse hoje à agência Lusa Francisco Pintor, administrador da Tecneira, a empresa que está a desenvolver o projecto.
Propriedade da Sociedade Ventos da Serra, detida pela Tecneira, a Central Solar Fotovoltaica de Ferreira, com uma capacidade instalada de 10 megawatts (MW), está a ser construída num terreno de 40 hectares a Oeste da vila de Ferreira do Alentejo.
As obras de construção civil começaram em Janeiro e a instalação dos 45.500 painéis solares vai arrancar em Abril, disse o responsável.
A central deverá ficar concluída e começar a funcionar em pleno em Outubro, para produzir anualmente 19 gigawatts/hora (GWh) de energia, o suficiente para abastecer 7.300 habitações e poupar cerca de 32 mil toneladas de emissões de gases com efeito estufa (CO2) por ano, indicou Francisco Pintor.
O projecto, que na actual fase de instalação vai empregar temporariamente 200 trabalhadores, prevê criar "cerca de 10 postos de trabalho permanentes", nos serviços de operações e manutenção, referiu o responsável.
Francisco Pintor justificou a instalação da central no concelho de Ferreira do Alentejo por se tratar de "uma das zonas com maior radiação solar directa normal no país" e "onde existe capacidade de rede".
A central solar da Sociedade Ventos da Serra é a terceira no concelho de Ferreira do Alentejo, depois de uma do grupo Generg, com 12 MW, em instalação e que deverá começar a produzir parcialmente em Março, e de outra da empresa Net Plan, com 1,8 MW distribuídos por cinco pequenas centrais e que começou a funcionar em Dezembro de 2008.
Em declarações à Lusa, o presidente do município de Ferreira do Alentejo, Aníbal Costa, congratulou-se com a instalação da terceira central, "mais uma que vem afirmar a importância do concelho como produtor de energias renováveis" e que poderá "atrair outros investimentos associados".
Além das três centrais de Ferreira do Alentejo, no distrito de Beja, que tem a maior potência fotovoltaica licenciada em Portugal, existem outras cinco centrais, entre as quais a maior do mundo, com 46,41 MW e a produzir em pleno desde Dezembro de 2008 perto da vila de Amareleja, no concelho de Moura.

Domingo, 1 de Março de 2009

ECONOMIZAR é a melhor forma de energia renovável

“Uma das maiores e mais baratas alternativas para a redução, em todo o mundo, das emissões de gases do efeito estufa como o carbono é o estudo da eficiência energética dos veículos e edificações das grandes cidades”, destacou John Twidell, diretor do Centro Amset da Universidade de Montfort, no Reino Unido.
Twidell foi um dos palestrantes de ontem quinta-feira (26/2), na sede da FAPESP, em São Paulo, no Workshop on Physics and Chemistry of Climate Change and Entrepreneurship, que será concluído hoje com vasta programação científica.
Segundo o pesquisador, os edifícios consomem cerca de 50% das fontes de energia produzidas por um país, principalmente para iluminação, comunicação, aquecimento, resfriamento e bombeamento. E em casos particulares – a exemplo da Inglaterra – mais de 10% da energia utilizada no país é perdida de forma passiva, como em leds de rádios e televisores que ficam ligados o tempo todo.
“A economia é a melhor forma de energia renovável. Isso remete à necessidade de sempre analisarmos a eficiência do que está sendo produzido pelos países, como no caso brasileiro, que tem alta produção de energia hidroelétrica e etanol. Mas será que o país está dando a atenção necessária ao desempenho dos refrigeradores, isolantes térmicos e motores utilizados em suas construções e automóveis?”, questionou.
Segundo ele, visando ao aumento da utilização de energias renováveis até 2020 na União Européia, nos últimos anos foram criados diversos marcos regulatórios nos países que compõem o bloco econômico e político. Um desses padrões é que, até aquela data, 20% da energia total utilizada nesses países devem ter origem em fontes renováveis.
“Na Grã-Bretanha, por exemplo, todos os novos edifícios deverão seguir o conceito de carbono zero. Se essas construções utilizarem energia que contribua para a emissão de carbono, por exemplo, elas terão que compensar com o uso de alternativas como células fotovoltaicas, energia eólica ou biocombustíveis”, explicou.
Ainda de acordo com essas metas, para abastecer sua população e indústria em diferentes setores econômicos, cada um dos 27 países da União Européia deverá ter, pelo menos, dez fontes de energias renováveis a mais do que as atuais. Por sua vez, o governo do Reino Unido obriga a redução das emissões de carbono no país em 80% até 2050.
“Essas metas são revolucionárias e, se não cumpri-las, as comissões européias de meio ambiente poderão responder nos tribunais pelos danos causados. O curioso é que a equipe do presidente Barack Obama já está estudando a adoção de metas equivalentes para os Estados Unidos”, disse.
Eficiência energética
Ao citar tecnologias de transporte desenvolvidas em diferentes países, como veículos elétricos ou movidos a hidrogênio, Twidell voltou a ressaltar que a ênfase das pesquisas para os próximos anos deverá estar mais nos veículos e em outros componentes do que nos próprios combustíveis.
“O foco deve estar muito mais no desenvolvimento de veículos adequados que sejam utilizados da forma mais eficiente possível. Chegamos a um patamar de abundância na área das energias renováveis, mas ainda temos muito a estudar no campo da eficiência energética, cujas tecnologias possam garantir a sustentabilidade a um custo adequado”, apontou.

Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2009

Dejetos de aves geram energia e rendem créditos de carbono para cooperativa

Com apoio da Itaipu Binacional, a Cooperativa Agroindustrial Lar, de Medianeira (Oeste do Paraná), passará a produzir energia elétrica a partir do dejeto de aves da sua unidade industrial localizada em Matelândia. Além disso, como reduzirá a emissão de gases na atmosfera, será compensada com créditos de carbono.

O projeto, inédito no Brasil, foi desenvolvido pela cooperativa em conjunto com a empresa espanhola ZeroEmissions, do grupo Abengoa. O presidente da cooperativa, Irineu da Costa Rodrigues, um representante do grupo Abengoa, Javier Sanchez, e o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Jorge Samek, apresentaram o projeto, nesta quinta-feira, a produtores rurais da região.
A cooperativa investiu R$ 4 milhões no projeto, que rendará 20 mil créditos de carbono ao ano, ou seja, deixarão de ser emitidas para a atmosfera 20 mil toneladas anuais de CO2. A comercialização desses créditos irá gerar uma renda variável, que depende de cotação em bolsa, mas que deverá ser superior a 120 mil euros por ano. Esse comércio foi instituído pelo Protocolo de Kyoto e permite a países desenvolvidos, com metas apertadas de redução de emissões de gases estufa, adquirir créditos de países em desenvolvimento, através do chamado Mecanismo de Desenvolvimento Limpo (MDL).
Primeiramente, os efluentes da unidade industrial da Lar passam por um conjunto de peneiras e por um sistema de flotação. A matéria orgânica retirada nesses passos é utilizada como matéria-prima para ração. O restante do material líquido vai para os biodigestores, onde produzem o gás metano usado para a produção de energia. Os efluentes prosseguem para um conjunto de lagoas onde a água é retirada para reuso industrial e para irrigação. “Acreditamos que esse tipo de projeto vai crescer cada vez mais no Brasil por causa da preocupação ambiental”, afirmou Irineu Rodrigues, da Lar.

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Maioria das empresas "não vai beneficiar" de programa de ajuda à instalação painéis solares

A Associação Portuguesa da Indústria Solar criticou hoje o facto de a grande maioria das empresas que operam no mercado "não virem a beneficiar" do programa de incentivos à promoção da instalação de painéis solares em residências.

"Estamos a alertar [o Governo] para a urgência de acção e correcção de uma situação de distorção da livre concorrência no mercado, que vai impedir que a grande maioria das empresas 'beneficie' da aplicação das medidas de incentivo à promoção da instalação de painéis solares em residências", disse à agência Lusa o vice-presidente da Associação, Rafael Ribas.
Na semana passada, o Governo anunciou no debate quinzenal na Assembleia da República, benefícios fiscais e facilidades no acesso ao crédito bancário para as famílias que instalem painéis solares.
O programa de incentivos à utilização de energias renováveis dirigidos ao sector residencial pretende atingir 65 mil habitações em 2009, num investimento de 225 milhões de euros.
A Associação alerta o Governo para que o grosso das empresas certificadas que vivem da produção, venda e montagem de painéis solares está "muito apreensivo" em relação ao futuro do seu negócio.
"Só duas empresas foram escolhidas para fornecer equipamentos ou painéis solares", garantiu à Lusa Rafael Ribas, salientando desconhecer "as razões da exclusão das restantes igualmente certificadas".
A empresa PME Link vai funcionar como "uma central de compras" com o apoio dos bancos para acesso dos clientes ao subsídio ou ao empréstimo.
A Associação defendeu, no entanto, que deveria ser criada "mais uma via de comercialização", que permitisse às empresas excluídas participarem na aplicação do programa de incentivos e promoção da instalação de painéis solares em residências.
"Queremos que estas empresas forneçam directamente o cliente que poderá recorrer aos bancos [Caixa Geral de Depósitos, Millenium Bcp e Banco Espírito Santo], através de uma factura pró-forma, para beneficiarem dos incentivos", salientou.
A Associação já enviou uma carta ao primeiro-ministro, José Sócrates, e aos ministros da Economia e das Finanças a pedir reuniões de urgência, pois considera que "o modelo escolhido" distorcerá a livre concorrência no mercado, originando falências e agravando o desemprego.

Segunda-feira, 23 de Fevereiro de 2009

EDP Renováveis terá atingido lucros de 90,8 milhões em 2008

O resultado líquido da EDP Renováveis, no quarto trimestre de 2008, terá ascendido a 31,8 milhões de euros, suportado pelo grande aumento da capacidade instalada e elevados load factors , segundo a média das estimativas de nove analistas consultados pela Reuters, que aponta para lucros de 90,8 milhões em 2008.
O resultado líquido da EDP Renováveis, no quarto trimestre de 2008, terá ascendido a 31,8 milhões de euros, suportado pelo grande aumento da capacidade instalada e elevados “load factors”, segundo a média das estimativas de nove analistas consultados pela Reuters, que aponta para lucros de 90,8 milhões em 2008.
O EBITDA da empresa ter-se-á fixado em 134 milhões de euros nos últimos três meses do ano passado. Os analistas lembram que não há um comparativo com os valores do quarto trimestre de 2007, uma vez que a EDP Renováveis só se autonomizou da EDP-Energias de Portugal após um IPO realizado em Junho de 2008.
A média das estimativas dos analistas para o cômputo do ano de 2008 aponta para um lucro de 90,8 milhões de euros e um EBITDA de 440,9 milhões de euros contra, respectivamente, 3,9 milhões de euros e 229,6 milhões de euros em 2007. "
A EDP Renováveis viveu um dos trimestres mais ventosos do ano no quarto trimestre, com os 'load factors' a atingirem 40% nos EUA e 28% na Europa. Além das excelentes condições de vento, a maioria do reforço de capacidade ocorreu neste trimestre", afirma José Fernandez, numa nota do BNP Paribas.
A EDPR anunciou, no final de Janeiro, que a produção de electricidade através de energia eólica subiu 78% para 7.804 giga watts (GW) em 2008.

Sexta-feira, 20 de Fevereiro de 2009

QUERO POUPAR ENERGIA

DUCHE
Dois minutos a menos poupam 40 litros de água por dia.
AR CONDICIONADO
Um grau a menos no Inverno e outro a mais no Verão baixam a conta da electricidade.
RECICLAGEM
Separar papel, vidro, plástico e alumínio diminui em 75% o volume de resíduos que vai para os aterros sanitários.
COMPOSTAGEM
Utilize os resíduos orgânicos para fazer adubo natural; ajuda o seu jardim e reduz a quantidade de lixo enviado para os aterros.
MICRO-ONDAS
Sempre que possível, prefira o micro-ondas em vez do forno, que gasta 4,8 vezes mais energia.
FRIGORÍFICO
Abra a porta só durante o tempo necessário e organize-se para tirar ou guardar tudo de uma vez.
FOGÃO
Utilize o tacho adequado ao bico do seu fogão.
LIXO
Utilize os sacos de plástico das compras para forrar o caixote do lixo.
LAVAR OS DENTES
Não deixar a torneira aberta enquanto lava os dentes, permite poupar até 19 litros por dia.
FAZER A BARBA
Com idêntico procedimento, as poupanças serão ainda mais significativas.
SANITA
Coloque uma garrafa de água dentro do autoclismo, para reduzir o volume de descarga.
LÂMPADAS
Substitua as lâmpadas convencionais por outras de baixo consumo. Deslique as luzes exteriores durante a noite.
FUMAR
Use fósforos de papelão em vez de madeira. evite os isqueiros, que são feitos de plástico e gastam gás.
AUTOMÓVEL
Evite deixar o motor a funcionar quando o carro está parado (polui 20 vezes mais do que a 50 km/h)
PILHAS
Compre pilhas recarregáveis, são mais caras, mas podem durar o equivalente a 1000 das outras.
MULTIBANCO
Peça recibo só quando for absolutamente necessário. Poupa muito papel e salva árvores.
CONTAS
Adira à factura electrónica se possível, outra forma de poupar papel.
TV
Desligue o aparelhoa quando não está a usar; mesmo em stand-by gasta energia. Uma tomada múltipla com interruptor permite desligar vários aparelhos com um único gesto.

Quinta-feira, 19 de Fevereiro de 2009

Vento e Água são tábua de salvação para Portugal sair da crise

A aposta nas energias eólicas e nos recursos hídricos foi reiterada, esta quarta-feira, por José Sócrates que considerou incontornável o facto das energias renováveis serem a «tábua de salvação» para a economia portuguesa poder sair da actual crise.
O primeiro-ministro afirmou que o reforço do investimento público irá para a área das energias renováveis, de forma a poder haver uma resposta para a crise financeira que o país atravessa neste momento.
«Qualquer que seja o Governo, tenha a cor política que tiver, procura áreas de investimento para reforçar o investimento público, e uma das áreas onde é mais claro o investimento dos Estados é a da energia. É por isso que vamos continuar com este projecto, de reforçar o investimento na área energética», considerou.
José Sócrates mostrou-se ainda determinado no investimento na construção de novas barragens.
«Portugal é o país da Europa que mais potencial hídrico tem por explorar, e, apesar de sabermos que temos de ter muito cuidado na construção de barragens, a verdade é que temos de fazer esse investimento para que Portugal possa também beneficiar dessa fonte de energia renovável», afirmou.
O primeiro-ministro considerou «a energia eólica e a energia hídrica, como o coração, a parte central do desenvolvimento que vamos fazer nos próximos anos».

Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

Ministério da agricultura financia investimentos na produção de energias renováveis nas explorações agrícolas

O Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas apoia os investimentos na produção de energias a partir de fontes renováveis e melhoria da eficácia energética nas explorações agrícolas através de uma ajuda pública de 15 milhões de euros.
Deste modo, qualquer pessoa, individual ou colectiva, que exerça a actividade de gestão de uma exploração agrícola pode candidatar-se, através do Programa Operacional Agricultura e Desenvolvimento Rural à aquisição e instalação de equipamentos que visem a eficiência energética e utilização de energias renováveis, particularmente painéis fotovolotáicos, aero-micro geradores, bombas e motores.
Os interessados devem apresentar as suas candidaturas até 31 de Março de 2009, sabendo que terão direito a um subsídio não reembolsável até 50% do investimento elegível.

Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2009

Workshop em Loulé sobre investimento nas energias renováveis

“Microgeração – Oportunidades de Investimento nas Energias Renováveis” é o tema de uma workshop no próximo dia 2 de Março, no auditório da ExpoAlgarve – NERA, na Zona Industrial de Loulé, dirigido a empresas, unidades hoteleiras e ao público em geral.
Integrada na Rede “Algarve Central”, a iniciativa tem em vista a sensibilização para a necessidade de se implementarem novas atitudes e procedimentos de redução dos consumos energéticos e o estímulo à eficiência energética.
O workshop arranca pelas 14:30 horas com a sessão de abertura pelo presidente da Autarquia de Loulé, Seruca Emídio, e José Leite Pereira, director regional de Economia (presença a confirmar). Pelas 14:45 horas, Renato Romano, da direcção geral de Energia e Geologia, apresenta o tema “A Microgeração”. Segue-se, às 15:20 horas, uma exposição da Caixa de Crédito Agrícola Mútuo do Algarve relativa ao “Financiamento para aquisição de equipamentos”. Às 15:40 horas, José Oliveira, da AREAL, e João Vargues, da Câmara Municipal de Faro, vão falar sobre “Experiências de implementação de sistemas de microgeração”, seguindo-se um debate. A iniciativa encerra às 16:30 horas com contactos com empresas fornecedoras de serviços nesta área (a organização vai disponibilizar um espaço às unidades instaladoras certificadas para que divulguem os serviços das suas empresas).
As inscrições são gratuitas e devem ser efectuadas para a Divisão de Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara Municipal de Loulé através do e-mail dads@cm-loule.pt ou pelo telefone (289 400 890), até ao dia 26 de Fevereiro.

Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009

Central de Alqueva permite aumentar autonomia energética de Portugal

O primeiro-ministro, José Sócrates, garantiu hoje que a construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, no Alentejo, vai permitir "aumentar a autonomia energética" de Portugal e reduzir a dependência do petróleo.
"É um investimento dirigido para o nosso futuro, para que possamos depender mais das energias renováveis e não depender tanto do petróleo", declarou José Sócrates, durante uma visita às obras de construção de uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva.
Em 2007, a Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas de Alqueva (EDIA) e a EDP assinaram um contrato para a exploração da central hidroeléctrica de Alqueva.
A EDIA recebeu um encaixe financeiro imediato de 195 milhões de euros e vai receber da EDP uma renda anual de 12,6 milhões de euros durante os próximos 35 anos.
Ao abrigo do contrato, a EDP está a construir uma segunda central hidroeléctrica em Alqueva, que vai permitir duplicar a capacidade instalada (de 260 para 520 Megawatts), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A nova central, que deverá começar a funcionar em Dezembro de 2011, na sequência de um investimento total de 160 milhões de euros, vai ter uma produção média anual de 470 gigawatts/hora, o suficiente para abastecer 300 mil pessoas e evitar 235 kilotoneladas de emissões de CO2 por ano.
A obra vai permitir criar 450 postos de trabalho directos.
"Para um país que dependia e depende tanto do petróleo, era realmente um erro (Portugal) não aproveitar o seu potencial hídrico" para produzir energia", declarou José Sócrates, acompanhado pelos ministros da Economia e Inovação, Manuel Pinho, e da Agricultura, Jaime Silva.
Nesse sentido, garantiu, que Portugal aposta no aproveitamento da energia hidroeléctrica.
Depois dos investimentos nas barragens do Picote, Bemposta e Alqueva, José Sócrates garantiu que Portugal vai continuar a fazer reforços do potencial instalado noutras barragens para que o país "possa depender menos do petróleo e depender mais de si próprio, das energias renováveis.
Sete anos após o fecho das comportas da barragem, o projecto Alqueva produz energia, está pronto para abastecer 70 mil habitantes e poderá regar 24 mil hectares na próxima campanha de rega, prevendo atingir 110 mil até 2013.
Após 12 anos de obras e sete a encher a albufeira, o projecto, considerado estruturante para o Alentejo, já envolveu um investimento superior a 1.430 milhões de euros, distribuído pelas valências agrícola, hidroeléctrica e de abastecimento público.
A albufeira de Alqueva, localizada no "coração" do Alentejo, no rio Guadiana, começou a encher a 08 de Fevereiro de 2002 e, actualmente, está a 81,8 por cento da sua capacidade total, à quota de 148,37 metros.
A Empresa de Desenvolvimento e Infra-estruturas do Alqueva (EDIA) prevê concluir o projecto global até 2013, depois de inicialmente previsto para 2025, revista para 2015 e, entretanto, antecipada em dois anos.
No que respeita à energia, além das centrais de Alqueva e do Pedrógão, concessionadas à EDP, a empresa gestora do Alqueva prevê instalar sete pequenas centrais hidroeléctricas (Pisão, Alvito, Odivelas, Vale do Gaio, Roxo, Serpa e uma central reversível na Estação Elevatória dos Álamos), com uma potência total superior a 21 megawatts (MW).
A primeira destas centrais, instalada na barragem do Pisão (Beja), está concluída, estando a decorrer as empreitadas de construção das centrais de Serpa, Alvito, Roxo e Odivelas.
Após o contrato de concessão celebrado com a EDIA, a EDP já iniciou as obras para duplicar a capacidade instalada da central hidroeléctrica de Alqueva (de 260 para 520 MW), tornando-se a segunda maior hídrica em Portugal.
A EDIA aposta ainda noutras fontes de energia renovável e instalou, numa área com cerca de 2.000 metros quadrados, localizada junto à barragem de Alqueva, uma central com 65 Kilowatts pico, com uma produção anual de 120 MW e em exploração há dois anos.
O projecto global de Alqueva obrigou à construção de uma nova povoação para alojar os cerca de 400 habitantes da aldeia da Luz e implicará, segundo a nova programação, um investimento total acumulado de 2.363 milhões de euros, até 2013.
Alqueva já é o maior lago artificial de Portugal e, quando atingir a capacidade total de armazenamento, à cota de 152 metros, será o maior da Europa, com uma área de 250 quilómetros quadrados e cerca de 1.160 quilómetros de margens.

Sexta-feira, 6 de Fevereiro de 2009

Criada a Agência Internacional para as Energias Renováveis

75 estados fundaram, a Agência Internacional para as Energias Renováveis (IRENA), em Bona, na Alemanha. Desde os anos 90 que a Eurosolar e a WCRE têm vindo a promover de forma contínua a IRENA. O governo alemão iniciou o processo que levou agora à fundação da agência. Quase 400 representantes de 120 países, entre os quais 43 ministros, fizeram parte da conferência fundadora.

De acordo com Hermann Scheer, presidente da Eurosolar, «a IRENA irá impulsionar a utilização global de energias renováveis e acelerar a sua introdução. Agora esta agência poderá começar o seu trabalho sem atrasos e criar as primeiras estruturas. Depois de 19 anos de preparação não podemos perder mais tempo».
Ao longo das duas últimas décadas, Hermann Scheer lutou constantemente pela criação de uma instituição política, sob a forma de uma organização governamental internacional para a energia renovável. «A IRENA irá proporcionar aconselhamento e apoio tanto para países industrializados, como para países em desenvolvimento, de modo a facultar uma rápida introdução das energias renováveis. Para além disso, irá oferecer aconselhamento político, de forma prática e concreta, acelerar a transferência de tecnologia e facilitar o acesso aos mecanismos de financiamento», afirma Scheer.
O governo alemão convidou todos os Estados-membros das Nações Unidas para a conferência fundadora, em Bona. Entre os 75 estados fundadores encontram-se Espanha, Portugal, Dinamarca, França, Turquia, os Emirados Árabes Unidos, os países Escandinavos, o Egipto, a Índia, o Chile, a Colômbia, a Nigéria e o Quénia.

Quinta-feira, 5 de Fevereiro de 2009

Energias renováveis fazem parte da solução para a crise

O Ministro do Ambiente diz que a resolução da crise económica pode passar pela criação de um novo tipo de economia menos dependente do carbono.

Nunes Correia diz que o combate às alterações climáticas pode ser uma arma para travar a nova crise.
“As crises criam espaço para novas soluções, para oportunidades (…) e estas são áreas de uma economia imergente que temos que construir. Isto é, o problema das alterações climáticas - e uma área em Portugal já hoje tão importante como as energias renováveis - fazem parte da solução para a crise económica” – sublinhou o ministro, ouvido ao final da manhã em Lisboa, à margem de uma conferência sobre Psicologia e Alterações Climáticas.
Hoje, a Comissão Europeia decide novos passos para a concretização do pacote de medidas para energia e clima e apresenta a estratégia negocial para a Cimeira de Copenhaga, que em Dezembro deve rubricar o Protocolo Pós-Quioto.

Terça-feira, 3 de Fevereiro de 2009

Al Gore subscreve plano de Obama para as alterações climáticas

Al Gore destacou a necessidade de pôr em marcha o plano de recuperação económica de Barack Obama para vincar a urgência da resposta às alterações climáticas do planeta. O prémio Nobel da Paz pela sua actividade na defesa do ambiente frisou que as questões estão interligadas reforçando que os Estados Unidos passem a ter um sistema de licenciamento de emissões de dióxido de carbono.
«Durante anos que os nossos esforços para lidar com a crescente crise climática foram condicionados pela ideia de que devemos escolher entre o nosso planeta e o nosso modo de vida. De facto, as soluções para a crise climática são exactamente as mesmas que responderão também às nossas crises económica e de segurança nacional», referiu Al Gore citado pela agência Reuters.
Al Gore deu conselhos ambientais a Obama
O político que mais celebrizou «Uma Verdade Inconveniente» (galardoado com um «Óscar» da Academia de Holywood para melhor documentário em 2007) falou nesta quarta-feira durante uma sessão do novo Congresso dos Estados Unidos. Gore enalteceu o plano de Obama de investimento na eficiência energética, nas energias renováveis, nos carros menos poluentes e na construção de uma grelha nacional para potenciar as energias renováveis.
O caminho de Gore é claro: «Dar um novo fôlego à nossa economia, restaurar a liderança económica e moral da América no mundo e recuperar o controlo do nosso destino». O antigo vice-presidente de Bill Clinton quer que os EUA cheguem a Copenhaga (em Dezembro deste ano) «com autoridade renovada para liderar o mundo no estabelecimento de um justo e efectivo tratado» sobre alterações climáticas a vigorar a partir de 2012.
«Obama está empenhado»
É nessa data que termina o vigente Protocolo de Quioto que os EUA nunca ratificaram alegando desfavorecimento em relação às economias em crescimento (que não têm limites estabelecidos para as emissões de CO2). A administração de Obama, no entanto, está determinada a inverter a posição e propõe que os EUA passem a ter um sistema de licenciamento de emissões dos gases com efeito de estufa.
O plano do novo presidente dos Estados Unidos já foi aprovado por este Congresso que ouviu Al Gore e precisa agora de ser aprovado pelo Senado. O senador John Kerry frisou a «séria» urgência dessa aprovação no seguimento do que falou com Obama em Dezembro passado, após a conferência sobre alterações climáticas de Poznan: «Ele está empenhado em fazer as coisas acontecerem. Ele vai exercer a sua liderança e gastar capital na questão.»

Quarta-feira, 28 de Janeiro de 2009

Alta de Lisboa recebe projecto de Microprodução Solar

O condomínio dos Jardins de São Bartolomeu, na Alta de Lisboa, tem em curso o projecto (já totalmente instalado e certificado pela Certiel) para instalação de 16 unidades de microprodução de electricidade através de energia solar (painéis fotovoltaicos).
Com este projecto, o condomínio torna-se o maior microprodutor em Portugal ao nível residencial, com um potencial de mais de 50 mil euros por ano de receitas pela venda de energia. Com uma produção de cerca de 80 MWh/ano de electricidade, o condomínio poderá contribuir para o cumprimento dos objectivos nacionais de energias renováveis, bem como de redução de gases com efeito de estufa, já que evitará a emissão de 38 toneladas de CO2 equivalentes.
Esta iniciativa pioneira, promovida pelos moradores do condomínio, enquadra-se no programa “Renováveis na Hora”, que tem por objectivo a promoção da microprodução de energia eléctrica utilizando fontes renováveis de energia.
A instalação foi concluída em Dezembro de 2008 prevendo-se a entrada em operação para este mês de Janeiro.

Terça-feira, 27 de Janeiro de 2009

PORTUGAL É TERCEIRO EM ENERGIAS RENOVÁVEIS

Aposta na produção de energias renováveis dá a Portugal um terceiro lugar no ranking dos países europeus. Energia eólica domina a produção.
Segundo dados revelados pela Direcção Geral de Energia e Geologia (DGEG), em complemento da análise feita nos finais de 2006, Portugal apresenta-se em terceiro lugar no grupo de países da Europa que produzem mais energia vinda de fontes renováveis.
Nos últimos dados lançados pela DGEG, no total de energia consumida em Portugal, 42% teve origem em produções renováveis.
Foi igualmente notório até ao terceiro trimestre deste ano, um aumento de cerca de 9% na produção de energia vinda da força do vento, em comparação ao mesmo período do ano passado.
À frente de Portugal encontram-se a Áustria e a Suécia, num consumo de aproximadamente 60% energias de origem renováveis no total de consumo, com a utilização de energia hídrica, eólica, de biomassa e biogás.
Neste momento a energia eólica é a grande aposta de Portugal na produção de energia de fonte renovável.
Cada vez mais apresenta-se numa potência rentável para as zonas que beneficiam muitas horas de vento. No nosso país existem cerca de 157 parques eólicos, com um total de 1271 aerogeradores.
Os distritos com maior recurso vento foram, em 2007, Bragança, Guarda, Lisboa, Vila Real, Santarém, Porto, Viana do Castelo e Aveiro.

Domingo, 25 de Janeiro de 2009

Novo secretário da Energia dos EUA vê oportunidade no "carvão limpo"

Steven Chu, a escolha de Barack Obama para secretário da Energia, afirmou que os Estados Unidos têm a "oportunidade" de desenvolver tecnologias que queimarão carvão com menos emissões de gases com efeito de estufa."
Sinto que se trata não apenas de uma oportunidade. Os EUA, com a sua excelente liderança tecnológica, deveriam aproveitar a ocasião para desenvolverem esta área", afirmou Chu, citado pela Bloomberg.
Num discurso feito em 2007, Chu disse que o contínuo uso de carvão era o seu "pior pesadelo". A sua ideia é ajudar a determinar o papel do carvão, numa Administração que pretende reduzir as emissões de gases com efeito de estufa – que contribuem para o aquecimento global.
O Departamento norte-americano da Energia tem um orçamento de 24 mil milhões de dólares e conta com 115.000 funcionários. No ano passado, este departamento cancelou um projecto no Illinois para a construção de uma central movida a carvão, sem emissões poluentes, justificando a decisão com a forte subida de custos. A construção da central estava avaliada em 1,8 mil milhões de dólares.
Alguns membros do Congresso têm apelado a um maior investimento governamental em tecnologia capaz de sequestrar e armazenar o dióxido de carbono libertado da queima do carvão.
Obama quer duplicar o uso de energias renováveis nos próximos três anos, meta que o CEO da Exxon Mobil, Rex Tillerson, considera bastante “desafiante”, atendendo aos condicionalismos a nível de tecnologia e fabrico.
Steven Chu foi galardoado com o Prémio Nobel da Física em 1997, devido ao seu trabalho com lasers.

Quinta-feira, 22 de Janeiro de 2009

EDP RENOVÁVEIS CUMPRIU OBJECTIVO PARA 2008

A EDP Renováveis, empresa de energias renováveis do grupo EDP - Energias de Portugal (que controla a EDP Energias do Brasil) fechou o ano 2008 com 1.413 megawatts (MW) de nova capacidade instalada. "Ao atingir o seu objectivo anual, a empresa demonstra a sua credibilidade para cumprir os objectivos anuais a que se propõe. A EDP Renováveis começa assim 2009 com um portfolio superior a 5.000 MW em operação", informou a empresa em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).
Durante 2008, a EDP Renováveis aumentou a sua capacidade instalada na Europa em 744 MW e nos Estados Unidos da América (EUA) em 669 MW. Na Europa, ao longo do quarto trimestre, a EDP Renováveis instalou 348 MW em Espanha, 36 MW em Portugal sendo os restantes 88 MW no resto da Europa. Por ser um novo mercado, a empresa destaca os 47 MW instalados na Bélgica.
Já nos EUA, a EDP Renováveis instalou no último trimestre do ano passado 426 MW. Foram concluídos os parques eólicos de Meridian Way (201 MW), Pionner Prairie I (21 MW) e Rattlesnake (103 MW) e foram parcialmente instalados os parques de Pionner Prairie II (94 MW de um total de 102 MW) e de Wheatfield (6 MW de 97 MW), informou a EDP Renováveis num documento com os dados operacionais provisórios de 2008.
No ano passado a electricidade produzida pela EDP Renováveis subiu 78%, para 7.804 gigawatts/hora (GWh). Em Portugal, o maior mercado do grupo na Europa, o aumento foi de 40%. Em Espanha a EDP Renováveis registou uma subida de 28% da electricidade produzida e no resto da Europa cresceu 100%, ou seja, duplicou. Nos EUA, o maior mercado da EDP Renováveis, por via da Horizon, a produção de electricidade subiu 167%, para 3.907 GWh, dando ao mercado norte-americano mais peso que toda a produção na Europa (3.898 GWh).

Terça-feira, 20 de Janeiro de 2009

ABU DHABI QUER SER A MECA DAS RENOVÁVEIS

Para não perder o posto de um dos principais fornecedores de energia do mundo, os Emirados Árabes Unidos - região repleta de petróleo - prometem investir bilhões de petrodólares em novas tecnologias que substituam os combustíveis fósseis. A intenção do país, que tem como capital Abu Dhabi (o mais rico dos sete Emirados), é não ficar à mercê das variações nos preços do petróleo, que é a base da sua economia, e tão pouco correr o risco de ver suas reservas se esgotarem.
Para provar o potencial do país nas energias renováveis o país realiza, desde o ano passado, a maior feira sobre energias alternativas do mundo, a World Future Energy Summit (que teve sua segunda edição iniciada ontem). O evento reúne empresas de todos os tamanhos e dos mais diversos países. Os expositores árabes, por sua vez, salientam o potencial do país e ecoam: "Aqui há muitos jovens, os impostos são baixos e a mão-de-obra é barata (principalmente porque atraímos muitos estrangeiros como indianos e kenianos), nossos recursos naturais são imensos e temos capital para investir", afirmam.

A Masdar City, cidade que está sendo financiada pela estatal Abu Dhabi Future Energy Company, é o melhor exemplo de um investimento agressivo em renováveis. Trata-se de uma cidade futurística, que está sendo construída em Abu Dhabi, e totalmente projectada para não emitir gases que provocam o efeito estufa. Ao circular pela World Future Energy Summit, os visitantes podem conhecer inúmeros projectos que estão sendo aplicados na nova cidade. Automóveis eléctricos, placas fotovoltaicas mais eficientes e até cimento ecologicamente correcto estão expostos. "Projetamos um carro híbridos justamente para andar nas ruas da Masdar City, que terão apenas três metros de largura", conta Rein Kielstia, diretor da 2GetThere, empresa contratada pela estatal de Abu Dhabi para desenvolver o projeto. O carro, com cerca de dois metros de comprimento e um de largura não possui direcção. "Temos um pequeno painel dentro do veículo do qual basta você digitar o seu destino e ele te leva", conta Kielstia. Dentro do carro há dois bancos, um de frente para o outro, em cada um deles cabem três pessoas. "Três sentam em um banco e três no outro, sem se preocuparem com o trânsito ou o caminho, as pessoas podem ir conversando tranquilamente", descreve o responsável pelo projecto.
Masdar City
A Masdar City é fruto de uma inovadora cooperação internacional e tem por objectivo criar uma cidade perto de Abu Dhabi com uma área de 6 quilômetros quadrados para uma população de 50 mil habitantes, livre de emissões de carbono e sem recurso ao petróleo. As principais fontes de energia são a solar e a eólica, em casas projectados com uma proximidade tal que permitam criar sombras uns sobre os outros como forma de diminuir o impacto das altas temperaturas que o deserto à volta produz.
FONTE: Gazeta Mercantil

Find a hotel

Search by hotel name | Browse by country